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sábado, 1 de março de 2014

PROTEÇÃO DE EXÚ E POMBA GIRA – PARA O CARNAVAL

Vamos nos cuidar para o carnaval, pois como sabemos na religião os Exús e Pomba Giras (Povo de rua da Umbanda)  ficam soltos nesse feriado festivo. Então estarei ensinado algo simples, mas bem eficiente de Como ter a proteção de Exú e Pomba Gira para o Carnaval. Essa oferenda serve para qualquer fim e poderá estar utilizando-o de diversas maneiras, e também poderá estar presenteando para Bara Exú Orixá.



ITENS PARA A PROTEÇÃO DE EXÚ – TRABALHO

- 1 kg de farinha de mandioca crua – FARINHA DE MESA
- 1 ovo
– cachaça
– carvão
– dendê
– mel
–açúcar (pode ser cristal)
– vinho
- 7 velas brancas (não precisa ser de 7 dias)


Como preparar o Agrado para Exús e Pomba Giras para obter proteção e permissão para curtir o carnaval sem problemas com brigas, mortes, acidentes, etc ao povo de rua.


Você irá dividir esse 1 kg de farinha em 7 partes para fazer 7 padês com cada elemento citado a cima, sendo que a quantidade de cada 1 deles é bem pouca, não havendo necessidade de exagerar na quantidade.

Misture bem os elementos com suas porções e ponha cada padê (comida típica de Exús) em um pedaço de papel de presente (pode ser 20 x 20) e embrulhe cada 1 separadamente.

Importante: o padê de ovo de ser só com a clara do ovo e você deverá tirar o embrião do mesmo, pois é Ewó (quisila) de Exú.

Não deixe que o padê (a mistura) empelote (faça bolinhas).

ONDE ENTREGAR OS PRESENTES DE EXÚ E POMBA GIRA


Vá até 1 encruzilhada, chegando lá você deve abrir o primeiro embrulho (presente) e acender 1 vela branca e pedir a Exú Rei das 7 Encruzilhadas, Tranca Rua das Almas, Maria Padilha, Pomba Gira Maria Mulambo que está dando um presente para que Exú traga também um presente para você em forma de proteção, dinheiro, sorte, saúde, amor, casamento, namoro, caminhos abertos e tudo aquilo que você quiser pedir.

Obs: você pode estar citando o nome do seu protetor (um Exú que você carrega).

Agora faça a mesma coisa com os outros padê e tenha fé, respeito, limites e cuidado, pois o carnaval é uma fase bem crítica espiritual.


Um Bom Carnaval a todos e a proteção dos Orixás e Exús para todos nós!

PONTOS DE EXÚ PARA LOUVAR O TRABALHO


Autor: Alberto Ebomi
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Obrigações e Oferendas na Umbanda





Já imaginaram o que seria do mundo se toda pessoa que quisesse algo em sua vida, era só ir fazer uma oferenda a um Orixá, Guia, Santo, Exu ou Pomba-Gira, barganhar e pronto? Ou seja, era só comprar o que o Orixá ou Guia mais gostasse, porque onde eles moram não tem mercado, feira, nem casa de artigos religiosos, e por isso precisam que nós os agrademos com bebidas, comidas, charutos, velas, ou seja, coisas materiais,para poderem satisfazer nossos egos incapacitados e muitas vezes doentio. Pra que fazer vestibular? Pra que estudar muito pra ser um bom profissional? Pra que trabalhar? Pra que ser honesto? Pra quer perdoar? Pra que ter honra e honestidade? Seria legal, através de uma oferenda eu conseguir o homem ou a mulher que eu quero. Não existiram mais doenças. O campeonato de futebol não seria mais resolvido no gramado, mas sim, nas encruzilhadas. Quando eu não gostasse de alguém seria fácil: era só fazer um feitiço e essa pessoa sumiria. Dinheiro então nem se fale; era só levar uma oferenda na Natureza e no outro dia eu ganharia na loteria. Fácil né? É assim então? Se for, não preciso mais me esforçar pra nada nesse mundo, pois, é só fazer uma oferenda ou despacho e está tudo resolvido. Pra que então perdermos tempo atendendo as pessoas num Templo Umbandista, com orientações e evangelização, se nós tivessemos a certeza que basta uma oferenda ou despacho para que o problema daquela pessoa, seja qual for, fosse resolvido. É mais fácil então uma só pessoa atender a todos no Templo, colocando os problemas das pessoas em um buscador da internet; encontrando o despacho ou oferenda condizente, era só tirar uma cópia, dar na mão do consulente e mandar ele se virar pra realizar o ato que tudo estaria resolvido em sua vida. 

Devemos então jogar fora o Evangelho e achar que Jesus foi um tolo inocente por querer que todos fizessem Reforma Íntima e nos melhorássemos para sermos felizes. Jesus também foi mentiroso quando nos disse: “Eu sou o caminho, a verdade a vida; ninguém chega ao Pai a não ser através de mim”. Uma coisa é interessante: vemos todo mundo buscar Jesus para resolver os seus problemas, mas nunca vimos ninguém montar uma oferenda para Ele, a fim de conquistar os Seus favores. Por quê? Fácil: ninguém nunca ensinou ou disse que Ele facilitaria as coisas com oferendas. Com Jesus não se barganha; Jesus não se compra; Jesus se conquista; Jesus é pura doação. Seus favores somente chegam a quem merece de fato, pois entenderam o seu Santo Evangelho; mudam suas vidas. Será que com os Sagrados Orixás também não é assim? Será que para conquistar o apreço dos Orixás também não teríamos que nos reformar, nos melhorar, sermos amorosos e caridosos? Alguém (com certeza não foram Guias Espirituais da Umbanda), no passado, ensinou que para se obter favores dos Orixás bastaria agradá-los com oferendas (ou ebó). Alguém (com certeza não foram Guias Espirituais da Umbanda) ensinou que para todo problema existe uma oferenda (ou ebó) conciliatória. Atentem que nos ensinaram que para se chegar a um Orixá, deveríamos, por obrigação, realizar uma oferenda, com comidas e bebidas, senão este Orixá não se achegaria em nossas vidas. Será que é assim?

Muitos umbandistas abandonaram a religião, dizendo que cansaram de realizarem oferendas e despachos, e os Orixás nunca os ajudaram; suas vidas continuaram na mesma; nada foi resolvido; alias, piorou; gastaram o pouco que tinham.

Essa é uma tradição africana; aceita e praticada pelas religiões afro-descendentes.

A Umbanda não é afrodescendente.

 A Umbanda é crística e brasileira.

Templo da Estrela Azul – Pai Juruá

terça-feira, 26 de abril de 2011

Oferenda ao Caboclo Boiadeiro

Oferenda ao Caboclo Boiadeiro

Material
1 pedaço de carne assada na brasa
Farofa de milho amarela (farinha misturada com um pouco de azeite e carne desfiada, temperada com sal e cheiro verde picado)
Vinho licoroso doce
1 prato de alumínio
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
1 caneca esmaltada
7 velas amarelas

Modo de preparo:
Coloque a farofa no prato com a carne assada por cima. Encha a caneca de vinho colocando ao lado. Acenda as velas ao redor, passe as moedas simbolicamente pelo corpo de baixo para cima fazendo seus pedidos aos caboclos boiadeiros e coloque ao redor do prato. Saude o caboclo boiadeiro 7 vezes. Faça seus pedidos e
orações.






Oferenda para os boiadeiros

Material:
7 frutas doces (lavadas e secas)
7 cocadas
7 pés de moleque
7 pedaços de bolo de fubá
7 cigarros de palha
7 velas amarelas
1 pão de milho
7 folhas de louro
7 espigas de trigo secas
1 copo de barro
Vinho licoroso doce
1 alguidar

Modo de preparo:
Coloque as frutas, as cocadas, os pés de moleque, o bolo, o pão no alguidar. Enfeite com as folhas de louro e as espigas de trigo secas. Passe o alguidar simbolicamente de baixo para cima fazendo seus pedidos aos caboclos boiadeiros. Acenda as velas e coloque o copo com vinho ao lado. Saude os caboclos boiadeiros 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.


Oferenda aos boiadeiros

Material:
1 prato de barro grande
7 cocadas pretas
7 pedaços de rapadura
7 pedaços de cana de açúcar sem casca
7 cigarros de palha
Fumo de rolo desfiado
1 copo de barro
Vinho tinto doce
7 pés de moleque
1 pedaço de goiabada
1 maça
1 pêra
1 laranja lima
1 cacho de uvas
1 pão
1 vela verde
1 vela branca
1 vela amarela
1 laço de boiadeiro

Modo de preparo:
Coloque todas as comidas no prato, passe o prato simbolicamente pelo corpo de baixo para cima, fazendo seus pedidos ao caboclo boiadeiro, coloque o prato no chão. Encha o copo com vinho e acenda as velas em volta. Saude o caboclo boiadeiro 7 vezes fazendo seus pedidos e orações.


Obs.: as oferendas aos boiadeiros devem ser feitos próximo a fazendas, porteiras, campos e pastos onde haja gado. Não podendo ser feito nesses locais, pode se feito em matas abertas ou beira de rio.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

terça-feira, 5 de abril de 2011

Oferendas, elementais, espíritos da natureza e formas de pensamento elementares


Na ascese evolutiva da centelha espiritual, conforme haja o processo de interiorização rumo ao Eu Superior, vai ocorrendo o “distanciamento” dos planos da forma. Há uma “perda” ou abandono gradativo dos corpos mediadores. Com certeza o espírito em evolução habitará um dia planos mais “mentais”, destituídos da forma, como idealizais, mas o que é para vós a diferença entre a evolução mediana ou a superior? Como podereis estabelecer esses critérios na carne? Uma benzedeira analfabeta no interior do país pode ser um espírito evoluído, ao contrário de um tribuno espiritualista de grande conhecimento e destaque. Assim como o que “concebeis” ser um espírito evoluído, de nome conhecido para vós, pode ser de evolução mediana diante do pai velho discreto e anônimo que atende os doentes na tenda desconhecida, que é vista com olhar preconceituoso por ser umbandista. Mas, para esse espírito iluminado que “desce” vibratoriamente de planos angelicais inconcebíveis para a visão nebulosa dos retidos no ciclo carnal, a procedência terrena da agremiação mediúnica não tem a menor importância, exercitando esse amorável ser a verdadeira caridade, humilde e anônima, como dizia o Divino Mestre: “Guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens com o fim de serdes vistos por eles…” É conveniente lembrar que há três realidades distintas ligadas ao conceito de elemento, e, por questões de nomenclatura, às vezes se confundem. São elas: Elementais, Espíritos da Natureza e Formas de Pensamento Elementares.

Os Elementais ou Energias Elementais – às vezes chamados de Elementais da Natureza – são energias primárias que sustentam toda a natureza. Não possuem forma nem, obviamente, individuação; apresentam-se em quatro modalidades ou faixas vibratórias, cada uma sintonizada com um dos quatro elementos: terra, água, fogo e ar. O corpo físico do homem, à semelhança da terra, do ar, do fogo e da água, é instrumento participe da orquestra que toca a sinfonia cósmica. Essas formas energéticas, Elementais da Natureza, encontram-se também em vós por um mecanismo de semelhança. Muitas vezes, o homem desequilibrado dessas energias em suas polaridades vê-se diante de inusitadas situações, no mais das vezes adoecendo seriamente. Os magos de antigamente manipulavam com destreza essas energias primárias ligadas à natureza, propiciando a cura junto aos locais vibratórios adequados, quais sejam as cachoeiras, matas, praias ou pedreiras. Com a movimentação dos Elementais, junto a esses recantos, conseguiam o reequilíbrio necessário, polarizando as cargas magnéticas despolarizadas.

A segunda realidade são as Formas-pensamentos Elementares, produtos da mente humana e compostos de substância astro-mental. As de baixo teor constituem a pior forma de poluição psíquica do planeta. Pairam à vossa volta, densas e deletérias, como decorrência das emanações mentais de baixa condição moral de grande parte dos terrícolas. Essas formas, por similaridade magnética e vibratória, têm as características de um dos quatro elementos da natureza, porque originalmente todos os encarnados têm em sua constituição energética do complexo físico, etérico e astral correspondência vibracional com as energias da natureza que os abrigam em seu “habitat” no orbe; do ar, da terra, do fogo e da água. Quando da constituição da Forma-pensamento no Éter, o próprio magnetismo planetário encarrega-se de atraí-las, por um forte mecanismo de imantação, aos sítios vibracionais correspondentes ao elemento energético que preponderava no corpo somático quando das emissões mentais, e que se encontra na natureza materializada ou manifesta na dimensão física. Naturalmente ocorre a desintegração desses morbos psíquicos continuamente emanados pelas mentes doentias dos encarnados. Sendo assim, é por isso que vós tendes uma sensação de leveza após um período de refazimento junto à matas, cachoeiras, praias ou após uma caminhada num parque em dia ensolarado.

Essas Formas-pensamentos foram erroneamente confundidas pelos videntes alquimistas da Idade Média com os espíritos que estagiam nos quatro sítios vibratórios da natureza terrícola, descritos na antiga Cabala hebraica (salamandras, silfos, gnomos e ondinas), interpretação equivocada que persiste até os dias de hoje.
Os magos negros e feiticeiros movimentam para o mal a fim de causar doenças e desequilíbrios, por meio de rituais próprios, essas Formas-pensamentos Elementares eterizadas, que vagueiam no Plano Astral e que deveriam se desintegrar nos recantos vibracionais e energéticos da natureza _ ígneos, eólicos, telúricos e hídricos (dos elementos fogo, ar, terra e água). Agem pela manipulação mental, imantando-as na auras e centros de energias (chacras) daqueles que pretendem atingir. A invocação dessas Formas-pensamentos Elementares é perigosa no que se refere aos arcanos mágicos da natureza, podendo causar sérios danos aos incautos e maldosos de coração que assim procedem. Esses médiuns magistas, conhecidos pelos despachos que “tudo resolvem”, regiamente remunerados, vinculam-se a entidades desencarnadas de baixo escalão vibratório e moral, vampirizadoras, criando sérios comprometimentos cármicos de que, em muitos casos, somente muitas encarnações depois vão desvencilhar-se.

A terceira realidade é a dos Espíritos da Natureza, às vezes simplesmente denominados Elementais, o que tem dado margem a equívocos. Constituem um reino de entidades ainda não-humanas. São vinculados a determinados campos magnéticos e vibratórios, semelhantes em freqüência aos Elementais do fogo, do ar, da terra e da água. São as salamandras, silfos, gnomos ou duendes e ondinas. Esses Espíritos da Natureza estagiam nesses sítios vibracionais do Astral à “espera” de um corpo hominal. São servidores dos reinos da natureza. Encarnarão inicialmente em planetas mais atrasados, algo inóspitos, mas semelhantes às vibrações desses”Elementais“. Esses irmãos não possuem a natureza setenária dos homens, não tendo ainda os corpos mental inferior e superior despertos, não possuindo, por isso, livre-arbítrio, discernimento e consciência moral. São capazes de sensação e visão. Potencializam as formas de pensamento, emoções e sentimentos dos seres humanos, ampliando-os. Se as emissões de pensamentos do médium magista que os invoca forem de ódio, desastre e destruição, direcionando-os contra outro ser humano, multiplicar-se-ão sobremaneira as forças movimentadas para o mal, pois eles são eficientes manipuladores das energias da natureza. Refletem as ações dos homens a que se vinculam, pois, sendo amorais, são indefiníveis do ponto de vista do bem ou do mal, tendo uma conduta semelhante a um animal doméstico; um cão pode ser dócil ou feroz, condição que reflete, na maioria das vezes, o estado psicológico do homem que o criou.

Determinados sons, cores e invocações, aliados à força mental do pensamento do médium magista ou mago que tem a assistência dos bons espíritos, despertam a sensibilidade desses Espíritos da Natureza para o bem e para a cura, associados aos fluidos ectoplásmicos exsudados, repercutem no Plano Astral, que é de grande plasticidade em relação ao impulso mental, levando a uma materialização fluídica invisível a vós. Essas exteriorizações ritualísticas se fazem necessárias como ferramentas de apoio para a formação da egrégora requerida a essas manipulações. A música eleva ou diminui a freqüência cerebral e as descargas eletromagnéticas, aumentando ou diminuindo o número de sinapses nervosas. Os mantras, os cânticos sagrados, eram muito utilizados na Atlântida, na Índia e no Egito antigo, proporcionando, quando repetidamente utilizados, profunda inspiração devocional e facilitando a concentração. Na Umbanda, a formação da egrégora e a canalização das emoções do corpo mediúnico são realizadas por meio dos cânticos, apurando as vibrações, reequilibrando a mente com o corpo e facilitando a sintonia com os guias e protetores.

As oferendas de coisas materiais junto à natureza seguem o princípio de que essas ofertas sejam compostas das energias primárias dos quatro elementos, exatamente as que estão faltando aos médiuns. A idéia é restituir-se à natureza aquilo de que se está precisando para refazimento, para recomposição do equilíbrio do equipamento mediúnico, e assim mantendo respeitosamente a harmonia da natureza doadora (2). Claro está que a simples presença junto da natureza já seria suficiente para tonificar o homem no seu complexo etérico-astral. Na verdade, são um mecanismo de auxílio válido, que serve de apoio exterior para um intercâmbio “magístico” com os Elementais, tornando-o mais efetivo. Obviamente prepondera a força mental invocativa que se forma na egrégora coletiva, que tem a assistência amorosa dos bons espíritos, caboclos e pretos velhos. Mas nenhum espírito elevado, mentor caridoso, precisa de oferendas materiais. A melhor oferta sempre foram os bons sentimentos e o amor ao próximo.

São práticas espúrias, ignorantes e menores as oferendas junto à natureza? Ou será o puro mentalismo a solução para todos os males? Quantos de vós conseguireis ser todo o tempo “mental”? Não é pelo fato de o orbe terrícola estar mudando de pré-escola para o ensino primário que deveis ridicularizar o que não compreendeis em sua plenitude. Malgrado as opiniões contrárias, a magia sempre existiu e continuará existindo no Cosmo. Uma mera oração sonorizada caracteriza um instrumento ritualístico que vos leva a uma manipulação energética, qual médium magista junto aos recantos da natureza. Não esqueçais que as energias ígneas, eólicas, telúricas e hídricas estão em vós, e não desprezeis as práticas ligadas à natureza, de que sois muito necessitados para o perfeito fluxo energético entre todos os corpos mediadores do espírito, em especial o complexo físico, etérico e astral.

Rogamos ao Pai que estejais todos vós imbuídos de um único ideal, crístico, e que o conhecimento seja a mola propulsora do discernimento dos homens, fazendo com que cada individualidade em evolução encontre seu caminho, mas que tenhais interiorizado que no Cosmo infinito muitos são os trajetos que levam a um mesmo destino. Incompreensões, quando existem entre vós, não refletem o que verdadeiramente ocorre na Espiritualidade, e sim a vossa estreita percepção das realidades vibratórias que vos cercam, decorrência da limitação consciencial que o corpo físico impõe ao espírito em eterno aprendizado e aperfeiçoamento. No mais das vezes, obnubilam a sensatez sobre o que seja a pura caridade cristã, chegando vós ao ponto de distinguir um espírito do outro, baseando-se em valores terrenos excludentes, deterministas, preconceituosos e transitórios.

Da maneira que julgardes sereis julgados, é da Lei que rege os movimentos ascensionais do espírito eterno, e conforme medirdes igualmente vos medirão. A consciência da Nova Era impõe a convivência harmoniosa entre todos, o que inevitavelmente acontecerá neste milênio que está no seu início, e podereis constatar no futuro próximo, mesmo que em encarnação futura, eis que sois imortal assim como o Pai.
Muita paz,
Muita luz.
Ramatis.
( do livro SAMADHI - Editora do Conhecimento )
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Método prático para se entrar em contato com o Pai Ogum:



Rodrigo Queiroz
- 01 vela branca, 01 azul escuro e 01 vermelha;
- Pemba branca;
- Incenso de cravo;
- 02 espadas de São Jorge;
- 01 copo com água.
Risque um círculo e dentro do círculo um triângulo. Coloque as espadas cruzadas dentro do círculo. Na ponta superior do triângulo acenda a vela branca, um pouco para baixo coloque o copo com água, na ponta da direita coloque a vela azul escuro e na esquerda a vermelha e acenda o incenso dentro do símbolo.
Bata a cabeça em reverência a Ogum, sente-se em posição de lótus, levante as mãos e evoque:
- Eu evoco Deus;
Evoco os Divinos Tronos Regentes;
Evoco a Justiça Divina e a Lei Maior;
Evoco o Divino Trono da Lei e da Ordem, Senhor Ogum;
Peço Senhor Ogum que me receba em seus braços neste momento e purifique meu espírito, meu coração e minha mente. Fazendo de mim instrumento da Lei Divina.
De acordo com o meu merecimento, afaste qualquer espírito negativo, demanda e energias densas que por algum motivo estejam me prejudicando.
Me dê uma Lei a ser seguida e direcione minha evolução.
Salve a Lei!
Salve o Ar!
Salve Ogum!
Amém.
Permaneça ainda por uns 15 minutos meditando e refletindo sobre os seus problemas, traumas e incômodos emocionais e vá se entregando ao Orixá. Observe os mínimos detalhes e sensações. Sinta os fluídos e as vibrações que este amado Pai lhe imantará.

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei


segunda-feira, 7 de março de 2011

Consagrações e Obrigações Religiosas


O que é uma OBRIGAÇÃO?
É a confecção de um ponto de atração e ligação entre um ser encarnado e uma Força Superior (um Orixá).     Na Umbanda essas ditas Obrigações, são preparadas com elementos naturais, fazendo desta forma uma alquimia, tal que, determina a Freqüência do Orixá desejado. Qual é a melhor forma de determinar esta dita freqüência.
Pelo conhecimento detalhado de cada Orixá, a sua força, seu atributo, seu Oti (bebida), suas ervas, seu Amalá (comida), chegaremos à um determinado modo de fazer este Orixá vibrar.
As Obrigações se dividem em: Amací e banhos de limpeza para entrar na ritualistica
Batismo de aceitação - Quando passa a freqüentar o templo e inicia seu desenvolvimento.
Apresentação aos Orixás da Coroa – Revelação e apresentação conciente.
Iniciação Mediúnica – Quando o iniciado já apresenta a mediunidade.
Confirmação mediúnica – Torna-se um médium apto a participar dos trabalhos.
Coroação Mediúnica – adquiri condições de ser médium de firmeza e seguraça.
Consagração Mediúnica – Passa a ter condições de substituir o Dirigente.
As obrigações de iniciação e de  reforço são idênticas, já nas emergenciais e de socorro espiritual, mudam de aspecto. As obrigações de Iniciação e de reforço como o próprio termo está dizendo, é feita durante a preparação de um filho, só e exclusivamente realizada nestas ocasiões, e o intervalo entre uma e outra depende da dedicação e do grau de mediunidade e de aprendizado de cada um tenha.
Pelo menos uma vez ao ano os filhos devem fazer um reforço das obrigações de iniciação e limpeza mediunica. As emergência e socorro espiritual  só deverão ser usadas em casos realmente de emergência, do tipo, nos casos de assédios espirituais e possessões, dificuldade em se afirmar no desenvolvimento e quando de um afastamento prolongado da ritualidade mas, sempre com a aquiescência e anuência de uma Coroa Maior.
As Obrigações na Umbanda devem ser feitas, sem corte (sem sangue), sem raspar a coroa. Todas as obrigações sempre terão que ser feita em um recolhimento na camarina e o tempo de permanência depende de cada obrigação e do estagio que o médium estiver.
A apresentação e as oferendas aos orixás, devem ser feitas quando  possível em um ponto de força da natureza de um orixá. Alem das obrigações que consagram um médium e sua Coroa este recebera do Dirigente os Segredos de  fundamento e iniciação para que o Filho possa seguir firme em sua caminhada espiritual.
Em alguns Templos de Umbanda chega-se a fazer o corte dos cabelos ( alguns fios de cabelos).
1a OBRIGAÇÃO É A DO GUARDIÃO (EXU).
Após a de Exu, deverão ser feitas as obrigações dos demais Orixás (TODOS) exceto os do da Coroa (Pai e Mãe de cabeça) que ficarão por último e que serão efetuados na pré-camarinha para filhos que estão iniciando, na Camarinha aos que se destinam aos que estão realizando a sua coroação ou consagraçào e na pré e na Camarinha os que se tornaram Dirigentes espirituais (Babalorixá).
A condição de ter o filho feito obrigações para os diversos Orixás do Panteon durante a sua feitura não determina necessariamente que tenha guias (colares) deste ditos Orixás. Esse colares devem ser pedidos pelas Entidades trabalhadoras e responsáveis durante o tempo que o médium passa pelo desenvolvimento.
E muito complexo explicar toda uma ritualidade, mas acho ter lhe dado explicações acima que podem lhe dar uma idéia da ritualidade dentro da Umbanda, que podem mudar de nome e seguencia conforme o entendimento e aprendeizado absorvido por cada dirigente.
Mas uma coisa é  certa, na Umbanda não se raspa a coroa e não se efetua a ritualidade do sacrifício, por se tratar de uma religião naturalista e por se reverenciar diretamente as forças divinas, portanto não atenta contra a maior força divina que é a vida de um ser.
Em alguns Templos que tem em sua ritualidade certos abtos e praticas ritualísticas absorvidas de preceitos e conceitos afros, não podemos dizer que realizam errado, pois, tudo que é feito com credibilidade confiança e respeito será recebido pelos orixás.
A particulariedade de cada templos e Sacerdote deve ser respeitada, pois cada um pratica o que sabe e o que aprendeu.

Fonte: Templo Estrela Guia

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Obrigações aos Orixás


A seqüência do desenvolvimento do médium, que se propõe trabalhar numa Casa de Caridade Umbandista, passa pelas obrigações aos Orixás.
Todo médium deve fazer a obrigação de Oxalá, que é o batismo.
É no batismo que o médium confirma perante o sacerdote a aceitação da religião e assume o compromisso de cumprir os conceitos e as regras da casa onde pretende trabalhar.
Recomenda-se que todo médium faça pelo menos duas outras obrigações, as de seus Orixás de cabeça e de juntó.
Todo médium que almeja o sacerdócio umbandista ou mesmo atingir uma melhor firmeza nos seus trabalhos deve fazer todas as obrigações.
Para obrigação o médium deve se preparar com desprendimento e dedicação especial que costumamos chamar de preceito (por sete dias):
• Purificação das energias: abstinência de carnes, álcool, cigarro e sexo.
• Esse desprendimento fortalece e valoriza o compromisso do médium, perante a responsabilidade de fazer bom uso do Axé que estará recebendo dos Orixás.
• Abster-se da incorporação para que não reste vibrações da entidade manifestante.
• Manter-se afastado de hospitais, velórios e da casa onde trabalha para não absorver vibrações estranhas a sua própria.
• Fazer o banho do Orixá antes de deitar.
• Para equilibrar as energias.
• Após o banho, fazer uma autodefumação com as ervas e resinas do Orixá.
• Preparar o ambiente para um sono iluminado
• Deitar na esteira.
• Usa-se normalmente a esteira de taboa, esse ritual é uma demonstração de humildade e sacrifício.
O médium deve ter o maior cuidado com material que será oferecido ao Orixá, tanto na preparação como na qualidade.
A obrigação será colocada numa toalha confeccionada nas cores do Orixá com seu ponto desenhado.
Exceções:
• Oxossi - usa-se uma folha de taióba.
• Iemanjá - usa-se um barquinho de isopor enfeitado.
• Oxum - usa-se o alguidar do batismo, que foi guardado pelo médium.
A obrigação é sempre oficiada pelo Babalaô, ajudado pelos Ogãs.
Antes de cada obrigação é dado o "Pao" para Exu para que não haja nenhuma interferência negativa.
Durante o ritual será jogado sobre a cabeça do médium o curiador do Orixá e em seguida receberá sua guia. Essas guias são consagradas pelo Babalaô e ficam iluminadas por sete dias.
É na primeira obrigação (Oxalá) que o Babalaô jogará os búzios para cada médium, determinando os Orixás que exercem maior influência sobre ele, o "Orixá de Frente" e o "Orixá de Juntó".
O médium que termina as obrigações aos Orixás e deseja seguir o sacerdócio umbandista, deve dar a obrigação a Exu, tornando-se Babalorixá. Para se tornar um Babalaô o médium deverá aprender jogar os búzios e dar a obrigação a Ifá.

Oferendas
As oferendas aos Orixás e Entidades são efetuadas em três ocasiões especiais:
• No pedido ou agradecimento de uma graça alcançada.
• Na renovação do axé de consagração.
• Nas festas comemorativas.
As oferendas, diferente das obrigações, não tem um ritual padronizado e estabelecido:
• Pedido ou agradecimento – normalmente e orientado pela entidade consultada
• Renovação do axé de consagração – a critério do médium

• Festa comemorativa – a critério do chefe da casa

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ALMAS E ANGOLA



O ritual Almas e Angola se constitui no mais completo ritual umbandista da atualidade com fortes raízes africanas da região de Angola e severos preceitos influenciados pela doutrina iorubana (Kêto e Nagô), também originária da África.
Na verdade, o objetivo final de toda e qualquer religião é o desenvolvimento das faculdades mediúnicas inerentes a todo ser humano e o Almas e Angola segue este rumo. O homem, desde seu surgimento na terra, necessita de uma auto afirmação para se entender e entender a vida como um todo. Encontrar explicações para a sua existência e seu dia a dia até o seu desencarne. Os mistérios são muitos e as religiões tentam explicar um a um, cada uma a seu modo com seus dogmas e preceitos.
O ritual Almas e Angola busca estas afirmações nas lendas dos orixás africanos mesclada com a historia dos santos católicos.
Através desta mitologia o médium, agora chamado de filho de santo, procura se conhecer e chegar as suas conclusões a respeito de tudo o que o envolve e o influencia e também como ele pode influenciar no seu destino.
A metodologia ritualística do Almas e Angola se resume em fazer renascer, firmar, desenvolver e aperfeiçoar o orixá que está dentro de nós (o nosso Anjo da Guarda). Isso se faz no decorrer do desenvolvimento das faculdades mediúnicas onde o filho de santo galga os sete passos em direção ao assentamento de seu orixá em seu ori (palavra nagô que significa cabeça, chacra coronário ou coroa).
:: Os sete graus de iniciação ritualísticas ::
Batismo ou confirmação de Batismo;
Bori (dar de comida à cabeça);
Pai ou Mãe Pequena;
Babalaorixá ou Ialorixá;
Reforço de 7 anos;
Reforço de 14 anos;
Reforço de 21 anos;

O RITUAL

O ritual Almas e Angola se constitui numa seita onde se cultua os Orixás (forças da natureza que influenciam o homem e seu ambiente). A forma do culto aos Orixás está ligada à mitologia africana, mais precisamente da região de Angola, embora a nomenclatura usada nesse ritual tem muita influência da região de Iorubá (Kêto e Nagô). A própria palavra Orixá é um exemplo disso.
Segundo a mitologia, Orixá é uma força energética da natureza que influencia e comanda os caminhos do homem e do seu meio ambiente. Cada indivíduo tem o seu Orixá que o protege, orienta e, às vezes castiga, porém, este na verdade, só se manifesta na prática de incorporação (toma o filho) em situações muito especiais como durante a camarinha (feitura do santo).
O Almas e Angola nesse aspecto se assemelha ao Candomblé, quando o filho de santo é recolhido no terreiro e fica determinado tempo para as práticas de feitura de seu Orixá que é culminada com a apresentação desse Orixá ao meio umbandista na Saída de Camarinha, uma festa tradicional e muito conceituada entre os praticantes dessa religião.
Almas são espíritos desencarnados, geralmente nossos ancestrais familiares ou não, que incorporam no filho de santo para as práticas características da Umbanda, isto é, os passes, consultas, rezas, mirongas, trabalhos, descarregos, etc. Sua apresentação são de pretos-velhos (antigos escravos) que simbolizam a humildade perante o sofrimento, os caboclos (índios nativos do Brasil) que representam a luta contra os obsessores e a cura pelas plantas e os exus (espíritos de qualquer natureza) que se caracterizam pela irrascividade, alegria, descontração mas que detém o poder da magia.
Assim uma definição do ritual Almas e Angola seria pelo menos desastrosa, pois muitos são os ramos que contribuíram para a sua formação e vários são os mistérios que envolvem essa prática. Só mesmo os praticantes tem condições de avaliar a profundeza de conceituação e o fundamento do ritual Almas e Angola.

TERREIROS DE ALMAS E ANGOLA

Qualquer terreiro de Umbanda que cultua o ritual Almas e Angola deverá ter certas particularidades físicas e ritualísticas. Logicamente a estrutura ritualística desses terreiros não pode ser revelada ao grande público por se tratar de um dogma religioso de grande fundamento e é proibido revela-los a leigos.
Entretanto para se identificar um terreiro de Almas e Angola basta observar sua estrutura física, seu ambiente, que basicamente assim se constitui:
À entrada existe um local de proteção espiritual chamado tranqueira onde se encontra firmado o povo de esquerda para dar segurança espiritual aos trabalhos. Também à entrada existem dois recintos, separados do corpo da construção, chamados o primeiro de Cangira ou Casa de Exú onde estão os fundamentos dessas entidades, a segunda chamada de Casa das Almas, local destinado aos Pretos Velhos e os fundamentos das almas.
O terreiro, propriamente dito é um salão de tamanho variável com separações bem definidas e entendidas por todos os conhecedores do ritual. Nele há o Congá ou Gungá com os santos católicos sincretizando os orixás africanos, de cada lado existem duas peças de tamanho suficiente para uma pessoa deitar, chamadas Camarinha, onde os filhos são recolhidos para o ritual de feitura de santo, o salão de gira onde ocorre a manifestação dos orixás, o local para os Ogãs e o local para os assistentes. Anexo há a Cozinha de Santo e a Sala dos Cambones e Sambas. Também há vestiários e sanitários. Em alguns terreiros há o Quarto de Santo onde são guardados os preceitos e fundamentos do ritual.
No congá ou altar a posição dos orixás varia muito pouco de um terreiro para o outro, porém três orixás têm seu lugar definido em todos eles. Oxalá ocupa o lugar de destaque, no alto e no centro do congá. Embaixo e à direita é o local de Bejada e à esquerda fica Obaluaê. Um quarto orixá, Nanã, quando esta não é orixá dona da casa, deve ser posicionado aos pés de Oxalá. Os orixás donos da casa de santo ficam à direita e à esquerda, um pouco abaixo de Oxalá. À direita deve ficar o orixá dono do ori do zelador da casa (Pai ou Mãe de Santo). Os outros orixás são posicionados entre os orixás acima conforme a hierarquia do dono do terreiro.
No salão de gira existem sinais cabalísticos do Almas e Angola representado por uma estrela de cinco pontas circulada por dois círculos de forças, um voltilhando as pontas trazendo as forças astrais de Oxalá para o mundo que é simbolizado por um circulo menor centralizado na estrela. Ao meio uma cruz simbolizando a fé de todos os filhos em Oxalá. A estrela de cinco pontas também simboliza o homem de braços e pernas abertos, prostrado com a cabeça no chão, aos pés de Oxalá, implorando misericórdia. As cores variam conforme o orixá mandante na casa.
Nos quatro cantos existem cruzes brancas simbolizando os quatro cantos do mundo ou do universo representando os orixás guardiões da casa de santo.

SESSÕES

No ritual Almas e Angola existem pelo menos quatro tipos de sessões (reuniões espirituais) também chamadas de gira. São elas: sessão de caridade com passes, rezas e consultas, sessão de desenvolvimento onde a assistência não é permitida, sessão ritualística ou de feitura de santo (camarinha) e sessão festiva devotada a um determinado Orixá.
Em todas elas existem características comuns que são a abertura e o desenvolvimento propriamente dito.
Na abertura, após a corrente mediúnica realizar o cruzamento do terreiro saudando os Orixás da casa há o ritual de bater cabeça para o Pai de Santo e saudar a hierarquia da casa, ou seja, os filhos de santo coroados, cambones e ogâs.
Após realiza-se a defumação do ambiente, dos médiuns e da assistência, ao som dos atabaques e de pontos cantados acompanhados de palmas rítmicas.
Terminada a defumação canta-se saudando as Almas com três pontos e mais três para saudar Exu. Em seguida, todos de joelhos e a assistência de pé, dá-se a abertura propriamente dita com palavras ditas pelo Pai de Santo, rezando o Pai Nosso e a Ave Maria (catolicismo!!!). Uma prática em todos os terreiros de Almas e Angola, nesse momento, é a saudação a São Miguel Arcanjo, santo católico sincretizado ora como Xangô Aganjú, ora como Obaluaê e alguns até como Ogum. A razão dessa saudação é que ao Arcanjo Miguel (santo católico) se atribui a responsabilidade de receber as almas desencarnadas (nossos ancestrais). É portanto, o Senhor das Almas.
Saúda-se, então os Anjos de Guarda, quando se pede firmeza para nossos Orixás e fluídos positivos para uma boa gira, cantando um ponto de louvação a todos os Anjos de Guarda.
Logo em seguida saúda-se com três pontos cantados a coroa de Babá (Babalaorixá, Ialorixá dona do terreiro e os filhos de santo coroados).
Em sessões festivas canta-se nessa hora o Hino da Umbanda. Daí para frente ocorre uma modificação da ritualística conforme o dia da semana. No Almas e Angola geralmente se pratica três sessões por semana (Umbanda!!!). Na segunda-feira ocorre a gira de preto-velho, na quarta-feira realiza-se sessão de desenvolvimento e na sexta-feira faz-se ou gira de caboclo, gira de exu ou de bejada. As sessões festivas são geralmente realizadas aos sábados, assim como as Saídas de Camarinha. Hoje já há terreiros que reduziram as giras para uma vez na semana alterando as práticas realizadas.
No CEUSCD as giras são realizadas todas as sextas-feiras alternando entre caboclo, exú e bejada. As giras de preto-velho são realizadas às segundas-feiras, quinzenalmente, alternadas com sessões de desenvolvimento.
Nas giras de preto-velho, independente do dia da semana são sempre cultuados os Orixás Obaluaê, Nanã e Xangô, quando ocorre a sua manifestação na cabeça dos seus filhos. Nas giras de caboclo, bejada e exú os Orixás chamados são Ogum, Oxum, Iemanjá e Iansã. A ordem de chegada de cada um depende dos Orixás responsáveis pelo terreiro. A gira de exu por ser geralmente longa, se admite somente saudar os Orixás da casa, necessitando porém a realização de obrigações para se obter uma perfeita harmonia do ambiente e conseqüente sucesso da gira.
Após a saudação e chegada dos Orixás, cuja missão é fluidificar positivamente o ambiente e os filhos de santo, dá-se um intervalo para descanso dos médiuns e para a troca de vestimenta característica da entidade que vai trabalhar. Então são chamados os pretos-velhos, caboclos, exus ou bejadas conforme o caso.
Os trabalhos são encerrados pelo Pai de Santo agradecendo as boas vibrações dos Orixás e a presença de todas as entidades. Os filhos de santo fazem novamente o cruzamento do terreiro e batem cabeça para o Pai de Santo como no início dos trabalhos.

CAMARINHA

Tradicionalmente no ritual Almas e Angola o termo camarinha se refere a dois recintos situados em ambos os lados do congá com medidas variáveis, via de regra com um metro de largura por dois metros de comprimento cada, destinado ao recolhimento do filho de santo quando de suas obrigações de feitura de santo.
O termo também é usado, por extensão, a todo o processo de feitura de santo que inicia-se num domingo de lua nova, quando o Pai de Santo leva seu iniciado à cachoeira para os trabalhos ritualísticos que antecedem as obrigações. De volta ao terreiro o iniciado é recolhido à camarinha passando por atividades ritualísticas, obrigações e preceitos realizados dia a dia numa ordem cronológica, rígida e fundamentada nos ensinamentos ditados pelos baluartes desse maravilhoso ritual, culminando com a chamada Saída de Camarinha, realizada sempre no sábado seguinte. É uma sessão festiva na qual o recém coroado é apresentado, com grande orgulho pelo Pai de Santo, à comunidade de Almas e Angola. Nesse dia vários terreiros são convidados para prestigiar o recém coroado e receber axé do Orixá dono da festa. A camarinha encerra-se uma semana após com os despachos das obrigações realizadas durante a semana.
A camarinha, como ritual, é o ponto máximo do Almas e Angola, pois é nessa época que o terreiro se reveste de grande axé, energia espiritual, pois é sinal de que um filho de santo estará alcançando mais um grau evolutivo dentro do ritual e será coroado ou como Pai (Mãe) Pequenos ou Ialorixá ou Babalaorixá. Os filhos de santo da casa fazem reuniões com o Pai de Santo preparando-se espiritual e materialmente para a semana. Há médiuns que, como o Pai de Santo permanecem dentro do terreiro vinte e quatro horas com o iniciado, participando ativamente desse sacrifício aos orixás. Forma-se um grande família, cada um com seus afazeres materiais ou espirituais.
A camarinha só pode ser assistida pelos filhos de santo, médiuns de outros terreiros de Almas e Angola e parentes próximos ao iniciado. Os rituais de preceitos e coroações só podem ser assistidos por médiuns designados pelo Pai de Santo. A assistência de leigos só é permitida na Saída de Camarinha.
Logicamente não somos permitidos, por força dos dogmas do ritual, pormenorizar uma camarinha, mas em termos gerais ela se procede da seguinte maneira:
Domingo – o iniciado é levado à cachoeira:
Segunda-feira – obrigações para o povo de exú e almas e recolhimento à camarinha do iniciado a coroa maior (Babalaorixá ou Ialorixá);
Terça-feira – realização dos preceitos do iniciado à coroa maior e recolhimento à camarinha ao iniciado a Pai (Mãe) Pequenos:
Quarta-feira – obrigação aos orixás, coroação dos iniciados recolhidos e recolhimento do iniciados a Oborí. Estes últimos são recolhidos no recinto do terreiro e não no recinto denominado camarinha;
Quinta-feira – realização dos preceitos dos iniciados a Oborí;
Sexta-feira – obrigação das comidas de santo e obori (dar de comida à cabeça) de todos os filhos recolhidos. Caso haja neófitos na corrente é nesse dia que são batizados;
Sábado – Saída de camarinha;
Domingo – Despacho das obrigações.

QUARESMA E AMACY

A quaresma é um período em que os católicos se submetem a um recolhimento espiritual simbolizado por diversas proibições e sacrifícios para lembrar as tentações vividas por Jesus Cristo que culminaram com sua crucificação na Sexta-feira santa. Inicia no carnaval e termina no Sábado de Aleluia.
Também no Almas e Angola considera-se esta uma época sagrada. Nesse período orixás não dão incorporação nos médiuns. Somente os pretos-velhos e exús podem dar incorporação. Em alguns terreiros admite-se a incorporação de boiadeiros.
Como os orixás não incorporam o momento é de vigília constante, introspecção e uma ótima oportunidade para o médium refletir sobre tudo em sua vida material e espiritual. Os pretos-velhos nos ensinam o poder da humildade e os exús o poder da magia e a lei da ação e reação ou do choque de retorno.
Na Quinta-feira Santa realiza-se outro importante ritual dentro do Almas e Angola. Nesse dia os filhos de santo vão à cachoeira, antes do sol nascer, para colher ervas e água da fonte para preparação do amacy.
Também é o dia da lavagem dos santos, quando os santos católicos que representam os orixás são limpos e lavados com amacy. Após é a vez dos filhos de santo lavar sua cabeça, que é feita pelo Pai de Santo com o mesmo produto. As guias também são passadas no amacy neste dia.
A Sexta-feira Santa é dia de recolhimento total do médium. Neste dia, como em todas as sextas-feiras os filhos de santo iniciados não devem comer carne de animais de sangue quente.
No Sábado de Aleluia acontece a Festa dos Orixás, pois é nesse dia que eles retornam dando incorporação nos seus filhos.
O amacy é um conjunto de ervas ritualísticas e de fundamento religioso com as bebidas devotadas aos orixás mais água da cachoeira e pemba ralada. Cada orixá tem suas ervas sagradas.
O amacy possui grande importância na Umbanda, pois é usado para fortalecer a aura espiritual do médium, repondo as energias perdidas durante o ano de caridade e trabalhos ritualísticos.
É realizado, dentro do ritual Almas e Angola, sempre às Quintas-feiras Santa de cada ano, quando as ervas são colhidas antes do sol nascer e maceradas dentro do terreiro utilizando-se somente as mãos. Na segunda-feira seguinte o amacy é coado e envazado em garrafões de vidro. O restante das ervas, no CEUSCD, é utilizado para preparar um banho de descarga chamado anti-fluído, quando essas ervas são misturadas com álcool e sal grosso. Este banho de descarga só pode ser usado do pescoço para baixo. Ainda assim as sobras das ervas do ano anterior são secas e misturadas com as gomas de defumação (mirra, incensa, benjoim, breu) mais aniz estrelado, alfazema e alecrim secos o que dá uma ótima defumação.

OBRIGAÇÕES DO MAR E DA CACHOEIRA

Dois outros importantes rituais que todos os terreiros de Almas e Angola realizam são as obrigações de cachoeira e do mar.
A obrigação da cachoeira é realizada num sábado ou domingo próximo ao dia 08 de Dezembro, dia consagrado a Oxum, quando o Pai de Santo se dirige com seus filhos àquele local onde são realizados oferendas e obrigações a todos os orixás em agradecimento por tudo o que receberam durante o ano e para pedir forças espirituais para o ano que vai entrar.
Nesse dia também são batizados os médiuns novos e é feita a confirmação dos neófitos que foram batizados durante a camarinha daquele ano.
Alguns terreiros estão preferindo realizar estes rituais de cachoeira no mês de Janeiro, como o nosso, por força das circunstâncias. Ocorre que devido ao grande número de terreiros que atualmente existem na região, os locais próprios para esta prática ficam congestionados. Soma-se a isso a vontade dos orixás desta casa que preferem a Festa da Oxum dentro do terreiro e a Festa de Oxóce na mata.
A obrigação do mar consiste numa sessão de orixá e exú na beira do mar, igualmente com a finalidade de buscar forças energéticas e agradecer as dádivas alcançadas durante o ano. Pedidos são feitos à Iemanjá, Rainha do Mar e colocados num barquinho de tamanho variado todo enfeitado com flores, velas, perfumes e tudo o que os orixás das águas gostam. Este barco é solto nas águas ao som dos atabaques acompanhados de fogos de artifício, palmas e grande emoção dos médiuns e assistentes.
O dia para se realizar esta obrigação é 31 de dezembro, à meia-noite, porém muitos terreiros já estão adotando outra data para tal. É o dia consagrado à Iemanjá, dois de fevereiro. Ambos são ritualisticamente aceitos.

ORIXÁS CULTUADOS

Oxalá
Ogum
Oxum
Xangô
Obaluaiê
Iemanjá
Iansã
Nanã
Oxossi
Ibeji
Exú

Fonte: http://www.saocosmeedamiao.com.br/links.htm

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

Obrigações

1. Quinzenas

As quinzenas são obrigações menores que duram normalmente dois ou três dias - a matança e o toque (Batuque) - é freqüentado por um número não muito grande de pessoas e geralmente estão associadas a alguma data comemorativa ou a obrigação de bori de filhos-de-santo do Ilê. Há o toque dos erís dos Orixás, as comidas-de-santo são ofertadas aos orixás e as tradicionais comidas servidas ao povo: canja, canjica branca e amarela, amalá. Por ser uma obrigação menor, exige um mínimo de aves a serem sacrificadas, cujo axorô e inhélas são ofertadas aos orixás. A carne das aves é consumida nos intervalos do toque do tambor, servida enfarofada ou na canja, comidas tradicionalmente ofertadas as pessoas que comparecem ao ebó. Há ainda as "quinzenas secas", quando não há sacrifício de animais. Os alimentos servidos ao povo são basicamente doces.Sendo as quinzenas obrigações menores, constituem em excelente oportunidade para a aprendizagem dos fundamentos do Batuque, dos Erís e da organização do Ebó.

2. Os Orixás Vão Para a Guerra

Realizada no período na semana santa, não ligada ao catolicismo, mas um período em que o mundo entra em luto pela crença católica. Por estar em luto a humanidade fica fragilizada e desprotegida, então se faz nos terreiros a obrigação de mandar os santos para guerra, Arriam-se novas oferendas, além de doces e flores em sinal de agradecimento e alegria pela volta dos Orixás, e pelo término do período de luto.

Geralmente acontece na quinta-feira santa á noite, os orixás que costumeiramente chegam, manifestam-se em seus filhos-de-cabeça, perto da porta da entrada do Ilê e com uma expressão mais pesada, com feições mais sérias, como se estivessem tristes. Recebem no Quarto-de-Santo um saquinho de tecido contendo grãos que simbolizam o axé e o alimento que serão necessários na guerra. Levam também todos os axés que estiverem arriados no Quarto-de-Santo, este permanecendo vazio até o sábado de aleluia em sinal de luto.

No sábado de aleluia, entorno dás 10:00 horas da manhã, abre-se o Quarto-de-Santo, o tamboreiro toca os Erís e os Orixás que foram para a guerra manisfestam-se novamente, simbolizando a chegada da guerra. São recepcionados com muita alegria, pois o período de guerra e de luto foi superado. Arriam-se novas oferendas, alem de doces e flores em sinal de agradecimento e alegria pela volta dos Orixás, e pelo término do período de luto.

3. A Entrega do Ano

Na concepção batuqueira, cada ano é regido por um orixá que é acompanhado por outros orixás. A determinação de qual orixá irá reger o ano é dada através do Jogo de Búzios. Esta limpeza é diferente das demais limpezas feitas durante o ano, pois é realizada com o axé de todos os orixás, mais 07 varas de marmelo. (que pertencem a Ogum, para cortar as demandas), a vassoura de Xapanã (de palha ou com 07 cores de tecido, para varrer as mazelas e feitiçarias) e com 01 ave do orixá que está entregando o ano. É feita à marcação dos que fizeram a limpeza e segurança amarrando-se ao pulso ou tornozelo um molho de linhas com as cores de todos os orixás, o que significa que o indivíduo está puro e seguro para enfrentar o ano que vai vir. Esta Limpeza é feita também nas pessoas comuns que freqüentam o Ilê.

Depois da Limpeza é feito o océ nos Orixás, limpeza das ferramentas, dos ocutás e de tudo o que pertencem aos Orixás. E finalmente é realizado o toque em homenagem aos Orixás que estão entregando o ano e aos orixás que irão reger o próximo. A água contida nas quartinhas dos Orixás são despachadas e trocadas por uma nova água, o que simboliza a renovação do axé. É uma obrigação com caráter festivo, porém não deixa de ter seu caráter religioso.

Fonte: Sociedade Ilê Oxum Docô
http://www.oxum.com.br/site/batuque5.asp

Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.