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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Símbolos do Halloween, o “Dia das Bruxas” comemorado em 31 de outubro (com banhos especiais para a data)

O Dia das Bruxas” ou  Halloween, comemorada em 31 de outubro, está intimamente ligado ao culto celta e a festa de Samhain, que cultuava os mortos.
Os povos celtas viveram no território que compreende a Inglaterra, França e Alemanha, hoje em dia. Primeiramente foi chamado de All Hallow’s Even (noite que antecede o dia de todos os santos) e posteriormente reduzido para Halloween.
 
 
Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno).
Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor.
A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados.
Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
 

Alguns símbolos presentes no Halloween são:

 

 
Bruxas: são as principais simbologias dessa festa. As histórias contam que as bruxas participavam de festas realizadas pelo diabo, que normalmente eram realizadas em 30 de abril e 31 de outubro. Tal crença chegou aos Estados Unidos por seus colonizadores e a partir daí se espalhou por todo o mundo, tomando várias formas diferentes.
Abóboras e velas: as abóboras simbolizam fertilidade e sabedoria, enquanto as velas servem para iluminar o caminho dos espíritos. Conta a lenda que a prática de cortar a abóbora e colocar uma vela acesa dentro dela surgiu da estória de Jack, homem que gostava muito de beber e que se encontrou com o diabo no dia em que bebeu em demasia. Esperto, aprisionou o diabo em vários locais até o dia em que, de tanto beber, morreu. Sua entrada no céu foi negada e no inferno também, já que humilhava o diabo em vida. A partir daí a alma de Jack passou a perambular pelo mundo. As abóboras iluminadas então passaram a ser utilizadas por Jack para fugir da escuridão e iluminar seu caminho.

 
Travessuras ou gostosuras: é uma brincadeira existente desde o século IX. Neste período as pessoas faziam os “bolos das almas” com massa simples e cobertura de groselha para entregar às crianças que, devidamente fantasiadas, batiam de porta em porta para pedir os bolos. Em troca de cada pedaço de bolo, a criança se comprometia a rezar pela alma de um parente de quem lhe ofereceu.

Vassoura: é um símbolo do poder feminino em limpar tudo aquilo que traz consequências negativas para a vida, como eletricidade e pensamentos negativos,etc.
 
Morcego: simboliza a visão que ultrapassa as aparências e consegue ver o íntimo das pessoas.
 

Curiosidades sobre o “Jack-o’-lantern” ou em português ”Jack da Lanterna”

 
 
 
As pessoas vêm fazendo as abóboras iluminadas no Halloween por séculos. A prática surgiu a partir de um mito irlandês acerca de um homem apelidado de “Jack Miserável”.
Segundo a história, Jack Miserável convidou o Diabo para tomar uma bebida com ele. Fiel ao seu nome, Jack Miserável não queria pagar a sua bebida, então, convenceu o Demônio a se transformar em uma moeda que Jack usaria para pagar as bebidas. Depois, o Diabo fez isso, Jack decidiu pegar o dinheiro e colocá-la em seu bolso ao lado de uma cruz de prata, o que impediu o Diabo de mudar de volta em sua forma original.
Jack solta o Diabo, sob a condição de que ele não incomodaria Jack durante um ano e que, se Jack morresse, ele não pediria a sua alma. No ano seguinte, Jack enganou de novo fazendo o Diabo subir em uma árvore para pegar um pedaço de fruta. Enquanto ele estava em cima da árvore, Jack esculpiu um sinal da cruz na casca da árvore para que o diabo não pudesse descer, até que o Diabo prometeu Jack para não incomodá-lo por mais dez anos.
 
 
Pouco depois, Jack morreu. Como diz a lenda, Deus não permitiria que uma figura tão repugnante fosse ao céu. O Diabo, chateado com o truque de Jack tinha e para manter sua palavra de não reclamar a sua alma, não permitiu que Jack fosse para o inferno.
Ele enviou Jack para a noite escura, com apenas uma queima de carvão para iluminar seu caminho. Jack colocou o carvão em um nabo esculpido e tem vagueado pela Terra com desde então. Os irlandeses começaram a se referir a essa figura fantasmagórica como “Jack da Lanterna”, e depois, simplesmente “Jack O’ Lantern”.
Na Irlanda e na Escócia, as pessoas começaram a fazer suas próprias versões de Jack O’Lantern, esculpindo rostos assustadores em nabos e batatas e colocando-os em janelas ou portas de perto para afugentar Jack Miserável e outros espíritos errantes do mal. Na Inglaterra, beterrabas grandes são usadas.
Os imigrantes destes países trouxeram a tradição Jack O’Lantern com eles quando vieram para os Estados Unidos. Eles logo descobriram que as abóboras, uma fruta nativa da América, era ótima para fazer as lanternas e a festa espalhou-se pelo mundo.
 

Banhos especiais para o “Dia das Bruxas” e informação sobre esses rituais

 
 
banhos de atração amorosa e limpeza espiritual
 
Os banhos mais indicados na noites de 31 de outubro são os banhos de limpezaatração. Para seguir boas recomendações para você energizar e dar um toque mágico nesta noite com a pessoa amada ;)

 
Banhos de atração e amor para o dia das bruxas

 
Tomar um banho de atração no “Dia das Bruxas” pode ajudar você a trazer aquele amor de volta ou seduzir aquela pessoa que nem sabe que você existe.
Afinal o que significa o “Dia das Bruxas” no hemisfério sul e como utilizar esse dia mágico ao seu favor?
 
Aniz estrelado, muito usado em magia de amor
 

“Dia das Bruxas” no hemisfério sul representa a comemoração de Beltane que é o festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, onde os pagãos comemoram o casamento dos Deuses.
Durante o festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens ou animais para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.
Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes. Ocorre em 1 de maio no Hemisfério Norte e 1 de novembro no Hemisfério Sul.
Já no dia 31 de outubro os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram o Samhain como por exemplo na Wicca. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.
Esta é a primeira e ultima celebração do ano wiccano pois é quando o ano acaba e começa (nota que o ano celta é cíclico).
Este é igualmente um dos oito sabbats com maior relevância, pois é a noite em que o caos primordial retorna para o inicio do novo ano, é por isso a noite em que o mundo dos vivos se mistura com o dos mortos, sendo deste modo a melhor altura para contatar os mortos.
Os banhos mais indicados nessas noites de 31 de outubro e 01 de novembro são os banhos de limpeza e atração. Veja a seguir boas recomendações para você energizar e dar um toque mágico nestas noites com a pessoa amada ;)
 

Para atrair amizade e amor

 
  1. coloque em 1 litro de água filtrada 3 pedras de carvão, 13 gotas de um perfume à base de rosas, jasmim, ou flores do campo, e jogue do pescoço para baixo. Deixe os carvões em uma esquina e peça ajuda as entidades Exú ou Pomba Gira.
  2. ferva 1 litro de água. Extraia o sumo de 21 folhas de tangerina, coloque na água e acrescente, misturando bem, uma colher de café de açúcar. Tomar do pescoço para baixo.
  3. erva-doce em grão, em folhas ou em 1 saquinho, 1 litro de água, pétalas de 1 rosa vermelha 3 estrelas de aniz. Tomar do pescoço para baixo.
  4. folhas de erva-doce, casca de maçã,  1 aniz estrela, 1 pau de canela. Tome este banho durante 3 dias do pescoço para baixo.
  5. cascas de laranja, pétalas de rosas coloridas e manjericão. Tomar do pescoço para baixo. Este banho pode ser tomado em outros dias do ano para atração de novas amizades.

Banho de atração de amor e casamento

 
 
Três folhas de louro, três de alecrim e três pétalas de rosa cor de rosa, ou cravo branco, colocar na água (1 litro) quando estiver fervendo e desligar o fogo. Peça ao seu anjo da guarda união, casamento.
 

Banho para abrir os olhos da pessoa amada

 
 
Se você não existe para aquela pessoa que você paquera há muito tempo esse é o banho infalível para atrair seu amor:
 
Para as mulheres: Sete rosas cor-de-rosa, sete gotas de baunilha jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo.  Deixe esfriar e coe os resíduos e depois deixá-los na praça, praia ou jardim para Pombagira mentalizando o nome da pessoa amada no momento da oferenda. Se quiser pode acender uma vela branca para o exú da pessoa amada.
 
Para homens: Erva-doce, casca de 1/2 maçã vermelha, 1 estrela de anil e 2 rosas vermelhas jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo. Tome este banho antes das 18h. Deverá coá-lo antes de o tomar. Os restos, deixe perto de uma árvore. Pode comer metade da maçã e pedir o que desejar, até mesmo amigos fiéis. Ofereça a outra metade às Entidades a quem você pediu e deixe na árvore junto com os restos do banho. Se quiser pode acender uma vela branca para a entidade.

 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Dia das Bruxas - HALLOWEEN

Uma Celebração às Grandes Mães Ancestrais: as Iya Mi Oxorongá!
Na Umbanda Sagrada não se fala muito nas "IyaMi-Ajé" (Eleyé); porém, no Candomblé, Elas são cultuadas e respeitadas como as "Grandes Mães Ancestrais". Iyá Mi Ajé que significa: "Minha Mãe Feiticeira", são também conhecidas por Iyami Oxorongá. Elas representam a sacralização da figura materna e, por isso, seu culto é envolvido por tantos tabus. Elas possuem o poder de guardar o segredo da criação.
O Dia das Bruxas ou Hallowen, surgiu em países de descendência britânica ou inglesa: Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Reino Unido, entre outros. A origem dessa celebração está na Tradição dos Países da Cultura Celta e ocorria entre os séculos VII a.C. e VIII d.C. O termo "travessuras ou gostosuras" usado nos Estados Unidos não tinha muita relação com a comemoração céltica ou com as "bruxas". A festa celebrada entre 30 de outubro de 02 de novembro, estava relacionada ao Festival de Samhaim (Fim de Verão); onde eram também cultuados "os mortos". Essa tradição pertencia ao Druidismo, uma cultura verbal, passada de geração a geração e extirpada após a conquista da Gália pelos Romanos.
Os druidas festejavam a morte como quem festeja a vida pois, para eles, não havia "o Céu ou o Inferno Cristão". As comemorações podiam durar dias ou semanas, pois, para os celtas, o lugar dos mortos era um local de plena felicidade, onde não havia fome ou dor. As festas eram presididas pelos Sacerdotes Druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Diziam também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
 
Uma curiosidade:
Após o século IV a Igreja da Síria consagrava apenas um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde, o Papa Bonifácio IV transformou um templo romano, num templo cristão. Esse Templo era dedicado a todos os deuses existentes na época e passou a ser dedicado a "Todos os Santos" - pois era impossível nomear todos os mártires que morreram na época de Cristo!
A festa em honra a Todos os Santos era inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III mudou a data para 1º de novembro - para coincidir com o dia de dedicação de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Em 840, o Papa Gregório IV ordenou que a Festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente.
A vigília que prepara a festa para o dia seguinte, bem como, a celebração vespertina, passaram a ocupar o dia 31 de outubro. Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos); passando depois para "All Hallowed Eve" e, finalmente, tornando-se: "All Hallow Een" (Halloween).
 
Mesmo com a imposição de que todos deveriam seguir o culto Cristão, a cultura céltica perdurou através de gerações, passada verbalmente. Séculos mais tarde, ela passou a ser praticada entra as mulheres que sabiam curar com ervas e benzer usando as forças da natureza: a Stregheria (Bruxaria Italiana) e Wicca (Bruxaria Inglesa). Os espanhóis e, algumas outras culturas europeias, já possuíam seus conhecimentos "gitanos", bastante similares às tradições célticas e gaulesas.
 
A Igreja Católica, para forçar seu crescimento e seu domínio sobre os "Povos Pagãos" criou a Inquisição, que matou não somente os praticantes da antiga religião, mas perseguiu também mouros, hebreus e outras crenças... Hoje em dia, a Igreja revê seus atos redimindo-se através de práticas mais heterodoxas.

A Umbanda não possui uma Linha dedicada às Grandes Feiticeiras Mães; essa Linha pertence à Nanã - como Mãe Ancestral da Umbanda Sagrada. Mas, possuímos  Caboclos, Pretos-velhos, Exus, Pombagiras, Povo Cigano, Povo Baiano e Povo do Oriente, que representam a prática da Grande Magia dos Antepassados, através dos benzimentos, do xamanismo, do exoterismo, do paganismo, entre outras crenças e atividades.



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Metas da Bruxaria

Salve amigos....

Continuem mandando o que queiram ver postado aqui no nosso Grupo Boiadeiro Rei.  Email: contato@grupoboiadeirorei.com.br ou pelo Facebook: http://www.facebook.com/grupoboiadeirorei

Muito axé!

Bom final de semana!
 
Conhecer a si mesmo
Saber sua arte
Aprender
Usar o que você aprendeu
Manter o balanço de todas as coisas
Manter suas palavras verdadeiras
Manter seus pensamentos verdadeiros
Celebrar a vida
Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra
Manter seu corpo correto
Exercitar seu corpo e sua mente Meditar Honrar a Deusa e o Deus
 
 
Essas são as metas que devem ser seguidas pelos praticantes da Bruxaria. Existe também um princípio que deve ser seguido, mesmo que não seja considerado como uma Lei. É chamado de “as quatro palavras do Mago”. Primeiro tente entendê-las, pois sem que você as entenda, não há como ser um bom praticante.

 Saber;
Ousar;
Querer;
Calar.


Para ousar, precisamos saber. Para querer, precisamos ousar. Precisamos querer para possuir um império. Para reinar, precisamos manter o silêncio.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O perfil das Bruxas


É difícil reconhecer uma bruxa somente pelo físico.
Algumas pessoas fazem questão de mostrar que são "bruxas": aquelas que se vestem constantemente de preto utilizam uma corrente com o pentagrama ou algum pingente de cristal, outras têm cabelos compridos repartidos ao meio e unhas compridas, às vezes pintadas de preto.
Mas nem sempre elas são os que dizem ser, muitas vezes até porque não sabem como devem ser.



Ser bruxa não é utilizar feitiços quando as nossas possibilidades para resolver um problema estão esgotadas.
Não é também conhecendo o nome das ervas e decorando as jogadas de tarô que nos tornamos bruxas.
Ser bruxa não é manipular o mundo através dos poderes sobre-humanos.
A autêntica bruxa mora no interior da pessoa.
É aquela mulher que aparenta ser o que é de verdade, satisfeita com o que é e não se preocupando com a opinião alheia em demasiado.
A bruxa sempre traz em qualquer ambiente, um clima de força e alto astral.
Elas estão por todas as partes, destacando-se pela sua sensibilidade, beleza indescritível e energia contagiante.
Para a maioria das bruxas, o senso de humor é indispensável.
É sempre importante estar de bem com a vida, semeando força e alegria.
No instante em que nos tornamos bruxas, nos tornamos muito mais sensível, pois começamos a prestar atenção nas coisas que até então passaram despercebidas.
Quando uma bruxa entra numa floresta, por exemplo, sente toda a intensidade das vibrações das árvores e plantas, se emociona com o delicado desabrochar das flores, se deleita com o barulho das águas se encanta com o canto e o movimento de qualquer pássaro ou animal.
A bruxa assume sempre o seu papel como mensageira e guardiã da Grande Mãe.
Ela não se gaba como uma criatura que possui poderes sobrenaturais, capaz de conseguir tudo num estalar de dedos.
A bruxa possui a consciência de que é alguém como qualquer outro, assumindo a sua condição com simplicidade e naturalidade.
Ser bruxa é saber que não estamos limitados apenas a simples indivíduos de uma sociedade: somos habitantes de um Universo imenso e infinito, não de uma cidade apenas.
Devemos saber também que o tempo não está apenas limitado a um simples calendário, onde o passado, o presente e o futuro se encontram em ordens distintas.
Na verdade, o tempo é dividido em várias dimensões diferentes e seu andamento não é paralelo e, sim, circular.
É exato, porém, estranho de admitir que todo futuro vira presente, que todo presente vira passado, todo passado é feito de presente e que um dia já foi futuro.
E como explicamos as previsões do dos clarividentes, as pequenas premonições que temos no dia-a-dia e as revelações de grandes profetas que realmente acertaram suas profecias?
Essa noção de espaço e tempo adquirimos sempre parcialmente, pois o segredo do Universo não está ao alcance de ser entendido pela mente humana.
Sabemos apenas que sua força é grandiosa, complexa, infinita e perfeita.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Por que nos dizemos bruxos e bruxas?

O termo bruxaria é um termo que sempre desperta reações. Ele está tão associado a coisas “escuras e
maléficas” que algumas pessoas questionam se devíamos mesmo usar este  termo para identificar estas práticas neopagãs que fazemos uso, como instrumental de nossa ligação com a DEUSA.
Mas voltemos ao passado, vamos voltar ao tempo em que mulheres e homens diferentes, que incomodavam os poderes estabelecidos, eram cruelmente torturados.
Poucos percebem que a tortura, para confessar bruxaria, era uma tortura similar a que os serviços secretos ainda usam hoje, para extrair informações sobre as reais práticas dos que eram depois
sacrificados a fogueira, num ritual necromante, para imprimir na anima mundi, na alma do mundo, um medo à magia, ao conhecimento dos povos naturais.
 
 
O saber dos povos naturais foi progressivamente sendo destruído por um conluio de forças que tem uma de suas principais forças começando a atuar no pacto nefasto de Júlio César e seus asseclas com Cleópatra e seu clero, quando os conhecimentos passaram a ser sistematicamente perseguidos e um simulacro de religião foi criada, com nítida função de criar servos, de dominar.
Os exércitos de guerreiros iam se tornando mercenários brutais e os sacerdotes iam se tornando mercadores de almas.
Júlio César destrói a biblioteca de Alexandria e então mais tarde, o Império Romano assume a religião cristã, isto é, cria uma versão da religião cristã para si, e com as armas, a vocação das
legiões ainda em sua egrégora, sai a destruir Cátaros, Albigenses e depois cruzadas rumo ao Oriente, guerras de conquista, a invasão destas terras “brasilis” e de todo o continente, a escravização ou massacre de populações nativas tanto aqui como na África.
Fomos doutrinados para crer que o saber dos povos nativos é inferior, selvagem, supersticioso, que só a gloriosa tradição do positivismo vinda dos conquistadores é válida.
Essa prisão já foi imposta no próprio continente de onde vem os conquistadores, ali já perseguiram e julgam ter destruído todos os elos do saber dos povos nativos que ali também viveram.
Julgam que o racionalismo venceu e o saber místico e mágico foi erradicado.
Rindo disso, em lugares sagrados, dentro de capelas e igrejas que os conquistadores construíram em cima de lugar de poder, herdeiros e herdeiras desse Saber Ancestral continuam ritualizando e
ao ritualizarem reatualizam o mito.
Então a Era Industrial, os paradigmas da Era Industrial tomam os povos, as cidades crescem, as pessoas vão perdendo o elo com os campos, com a natureza. Poucos se lembram que é o ouro arrancado do Brasil, sob a vergasta do conquistador, com o sangue dos escravos índios e africanos, que migra de Portugal para a Inglaterra e faz acontecer a Revolução Industrial.
O mundo muda, os paradigmas mudam, o povo natural é ainda mais desprezado e seu saber relegado a condição de superstição grosseira.
O orgulhoso materialismo positivista arrogantemente pretende dizer o que é real e o que não é. Onde devia dizer ”não entendo”, ou “sequer percebo” dizem “não existe”.
Campos, pagus, pagãos, povos dos campos, em sintonia com a vida, com a natureza. Tais valores passam a ser tido como menores, sinal de atraso.
Urbes, cidades, povos urbanos, isolados da natureza, mas ainda dela dependem. O povo da cidade é tido por culto, intelectualizado.
O mundo passa a ser dividido em nações “desenvolvidas”, “industrializadas” e nações ”subdesenvolvidas”, “não industrializadas” .
O preço dessa “revolução industrial” é visível hoje na destruição da camada de ozônio, na extinção de espécies animais e vegetais, num caos social que gera violência e tensão em várias escalas.
Pergunto-lhes: Teria acontecido uma revolução industrial como essa, em povos com a ligação plena da Terra como os nativos?
A Revolução Industrial aconteceu na forma que ocorreu porque a Vida e a Terra foram coisificados. Pessoas se tornaram “mão de obra” e a Natureza “fonte de matéria prima”.
E cá estamos neste caos ecológico e social tremendo, que combinados com as potentes armas que existem podem exterminar toda a vida sobre a Terra.
É total ilusão acreditar que o modelo da revolução industrial é o único modelo possível de desenvolvimento tecnológico.
Os bruxos e bruxas foram mortos, seus saberes perseguidos e quase extintos porque falavam de uma realidade viva, de uma natureza viva e consciente e assim, os caminhos que propunham eram caminhos aonde a tecnologia viria na forma de uma tecnologia branda, não agressiva ao
meio ambiente, onde os seres humanos continuassem a desenvolver um estilo de vida que não fosse o dos escravos e senhores, perpetuados em diferentes formas na presente organização social.
A guerra entre conquistadores e povos nativos sempre foi uma guerra pelo controle da realidade.
Os povos nativos em sua quase totalidade optam por abordagens harmônicas e empáticas com a natureza, enquanto os povos conquistadores estão sempre preocupados com seu poder e subjugação de outros, pouco percebendo o que acontece a sua volta além de seus interesses, tendo sempre atitudes desarmônicas.
A partir dos valores dos povos nativos, hoje usando mesmo alguns dos conhecimentos oriundos desta civilização tecnológica que aí está, podemos criar uma outra realidade, onde o mundo pode
continuar seu fluxo, sem necessitar deste modelo de destruição progressiva que hoje domina.
Utopia?
Não, magia!
Outros povos desenvolveram outros estilos tecnológicos, Maias, Anassazi e outros povos que migraram para outras condições da Realidade quando do inicio das crises neste mundo, desenvolveram estilos de tecnologia que hoje fazem parte do chamado “fenômeno ufológico”
tema que um dia abordaremos aqui, “Bruxaria e ufologia”.
Nós ficamos presos nesta senzala, que é a pretensa realidade, mas outros povos migraram para outras condições da realidade, outros mundos e dimensões e ali continuaram seu ciclo evolutivo.
Nos visitam quando os conquistadores de plantão cochilam. 
Estamos entrando na Era Pós
Industrial.
Touraine, Toffler, Domenico de Masi, são muitos os que abordam este fato, que a Era Industrial fica para trás como um parêntese num caminho que liga os paradigmas da nova fase histórica com os da
chamada “primeira onda” de Toffler, valores como busca de uma produção orgânica, valorização do sentir e da intuição tanto quanto do pensamento sistematizado, enfim valores ecológicos , voltam a ser respeitados e considerados vitais para a sobrevivência saudável do ser humano, pois basta um
olhar crítico sobre o mundo para perceber que a sociedade que vivemos não é saudável.
E o suporte filosófico e místico não vem de religiões dogmáticas que foram usadas através do tempo para dominar as pessoas, onde culpa, medo e insegurança são estimulados nos (as) ”seguidores”.
O neopaganismo, a religião da Terra, o religar-se à Terra enquanto ser vivo e consciente é um caminho que leva à MAGIA e a VIDA.
Em homenagem sincera a tantas mulheres valorosas, homens corajosos, que entregaram suas vidas às chamas, que resistiram a tortura, mas nada revelaram dos SEGREDOS, em homenagem a estes
heróis e heroínas que com seu sacrifício salvaram outros para que a tradição continuasse nos chamamos bruxos e bruxas.
Porque hoje podemos, nós suas herdeiras espirituais, dançar em praça pública dizermo-nos publicamente pagãs e sentir que uma nova fase da História se aproxima nos dizemos bruxos e bruxas.
E podemos ver além da confusão que os que sabem que vão perder o poder estão criando para que não percebamos o SOL da primavera retornando, porque temem a verdade, a constatação esta civilização construída no gelo da ganância e egoísmo, ruirá por si.
Os que fizeram seus impérios e suas armas de poder no gelo da realidade vazia e estéril que criaram temem que redescubramos a magia, pois o calor da magia os ameaça pela sua simples existência.
Por isso nos chamamos Bruxos e Bruxas, por isso temos caldeirões e colheres de pau, pilões, vassouras e outros instrumentos que usamos para tecer nossas magias, porque nestes simples ato deixamos nossa condição isolada e nos irmanamos em vasta corrente que além do tempo e espaço conectada está com a Deusa.
Pois em cada ato mágico, em cada rito que ritualizamos uma onda de energia vence tempo e espaço e toca nossos antepassados espirituais enquanto ardem na fogueira dos conquistadores, com nossa magia viva hoje lhes dizemos:
 
“Coragem,
venceremos!”
 
Fonte: http://cassiafiletti.wordpress.com/2007/10/07/por-que-nos-dizemos-bruxos-e-bruxas/

quarta-feira, 24 de julho de 2013

As Bases da Bruxaria Hoje!


Existe uma tradição de Bruxaria que tem como base, entre outros, os seguintes princípios:

  • O Templo é o Planeta Terra.
  • As técnicas de Magia utilizadas são as mais diversas.
  • Toda Bruxa tem o direito de ser como bem quiser.
  • Avaliam as pessoas pelo que elas são e fazem, e não pelo que elas acreditam.
  • O alicerce dessa crença é o respeito à diversidade.
  • O objetivo é melhorar nosso Eu.

A prática da auto análise, da auto avaliação é aconselhada a ser feita numa base diária.

Reconhece-se a importância de uma orientação mais próxima com um Bruxo ou Bruxa mais antiga na Arte.
Sugere-se que se leia muito e sobre os mais diferentes assuntos; disciplina de livre escolha e alguma bibliografia a ser estudada, se for da vontade do "neófito", do "iniciado" e do "sacerdote" ou "sacerdotisa". Enfim, da Pessoa; que é o que é o praticante seja em que etapa estiver de sua vida e de seus estudos.
  • Respeita-se a sabedoria dos mais antigos.
  • Orientam-se por algumas verdades espirituais comuns a várias formas de compreensão da espiritualidade.
  • Lei do retorno e Lei da ação e reação.
  • Faça o que quiser, desde que não faça o mal.
  • É proibido proibir.
  • É permitido divergir.
  • O Poder Superior é concebido como Deusa.
  • Dela origina-se o Deus, sendo Ela fecundada por Deus.
  • Sendo Ela, a energia Feminina, Ele é a energia masculina.
  • Legitimam a importância da preservação ambiental como forma prática do Culto à Deusa.
  • Outra é a preservação da Vida.

Não há líderes. As pessoas exercem posições de liderança circunstancialmente, apenas.
Assim, estimula-se a consciência da transitoriedade de tudo. Na prática, isso se reflete, por exemplo, na circulação de funções nos Rituais em Covens.
Essa prática, aliada a outras, pode ser definida como Autogestão.
Respeita-se todo aquele que nos transmitiu conhecimento, jamais negando sua influência e participação na nossa formação, mesmo que não mais amigos sejam.
Informação é Poder, e cada Pessoa deve deliberar sobre a quem transmitir ensinamentos, é livre para decidir a quem passa seus conhecimentos e deve assumir a responsabilidade por isso.
Respeitam-se os símbolos religiosos de outros sistemas simbólicos.
 
Profanar é tornar profano, é tornar real, material. Não é negativo, numa Religião que considera Sagrado tudo o que há na Natureza e tudo que nos ajuda na manutenção da Vida.
Fazer um objeto mágico ou (dito, que seja) sagrado ter alguma serventia "menos importante", "nada cerimoniosa", não é negativo; não é errado ou, necessariamente desrespeitoso para com o objeto, nem para com nenhuma força superior, ou divindade ali presente ou representada.
Deixar o sagrado servir a um propósito prático sem maior dignidade, mas útil é certo. Se isso nada de mal fizer a ninguém nem a coisa nenhuma, tudo bem.
Por esse motivo, e também por questões ecológicas, dependendo do que sejam os despojos de feitiços, eles podem e devem ser jogados no lixo, normalmente.
 
•••►Curtam nossa pagina: https://www.facebook.com/grupoboiadeirorei

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Hoje dia 31/10/2012 - dia das Bruxas


Olá irmãos


Que a paz de Oxalá esteja com todos


Hoje falamos um pouco sobre o Dia das Bruxas, muitos o tem como dia de festa e de brincadeiras, mas poucos sabem da importância esotérica deste dia:

A origem do halloweenremonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação combruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão(samhain significa literalmente "fim do verão").
A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:

A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davamo ao ano novo celta. A"festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam"o céu e a terra" (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening →Hallowe'en → Halloween. Rapidamente se conclui que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.

Como no dia 1 é o dia de todos os santos, esotericamente o dia 31 que antecede cabalisticamente seria o dia das trevas, assim como o carnaval no primórdio era o dia de folia antes da resignação da quaresma, é no dia 31 que os portões estão abertos, para podermos trabalhar com correntes negativas, ressalto que corrente negativa, não é a corrente má das trevas, de obsessores e trevosos, apenas o outro pólo da energia, ótimo dia para se consagrar Exu.


Que Oxalá nos abençoe sempre

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Bruxa Évora



Bruxa Évora
Muito requisitada, quando os outros não sabem o que fazer, ela sabe e faz com a maior vontade e ódio, sedenta a completar seu objetivo. Mas ao invés de perseguir suas vitimas, ela prefere atraí-los, o que faz muito bem. É ela quem decide qual demônio será designado para cada missão e tem o poder de suspendê-los se não desempenharem bem sua função.
A Bruxa de Évora era moura, criada na Ibéria, falava bem o árabe, o português e o latim. Foi criada por umas velha tia que lhe ensinou as artes mágicas, dando-lhe como talismãs sete moedas de ouro do califa Omir, uma pedra ágata com inscrições árabes e uma chapa de prata com o nome do profeta.
A bruxa árabe era chamada de Moura torta, usava trapos, mas em seu peito brilhava um amuleto de âmbar. Ela lia o Alcorão e escrevia, sabia matemática, e olhando o céu reconhecia as estrelas, lia a sorte nas areias, nas estrelas e fazia feitiços e curas. Conhecia a magia dos seus ancestrais muçulmanos, mas vivendo no século XIII, também sabia a dos celtas.
A bruxa voava montada em cães, lobos, camelos, carneiros e em vassouras, mas sempre era vista voando em seu bode preto. O bode sempre foi um animal de feiticeiros, talvez por ser muito sensual; sugere pactos com demônios, feiticeiras, seres parte homem e parte animal, força de grande magia. O bode da era pagã emprestou sua forma para o diabo. As bruxas também eram companheiras dos dragões, deram a eles muitos nomes: o terrível, o magnífico, o senhor do mundo, o guardião.
Há muitos demônios companheiros fieis da bruxa de Évora, os principais são: Abalan (príncipe dos infernos), Abigor (demônio de hierarquia superior), Abrahel (súcubo), Asmodeu (um dos chefes), Adramelech (grande chanceler do inferno), Hecate (deusa infernal), Lúcifer (o maioral), Marbas (presidente infernal), Rowe, (conde infernal), Satã (rei dos infernos) e inúmeros outros. Os gatos são acusados de demônios por serem considerados um animal mágico, parente da lua, pois o gato surge para a vida à noite; da magia de seus olhos é que surgiram as crenças nos seus poderes sobrenaturais, que transportam as almas dos mortos, encarnação do diabo o gato é um grande amigo das bruxas. A Bruxa Évora tinha um gato preto chamado Lusbel. Apesar de temida, as pessoas buscam os poderes dessa bruxa: seus feitiços, sortilégios, banhos, amarração, conjuros, etc..., com a finalidade de obter cura, proteção e sucesso no amor e na vida.
São Cipriano
A lenda de São Cipriano - O Feiticeiro - confunde-se com um outro célebre Cipriano imortalizado na Igreja Católica, conhecido como Papa Africano. Apesar do abismo histórico que os afasta, as lendas combinam-se e os Ciprianos, muitas vezes, tornam-se um só na cultura popular. É comum encontrarmos fatos e características pessoais atribuídas equivocadamente. Além dos mesmos nomes, os mártires coexistiram, mas em regiões distintas.
Cipriano - O Feiticeiro - é celebrado no dia 2 de Outubro. Foi um homem que dedicou boa parte de sua vida ao estudo das ciências ocultas. Após deparar-se com a jovem (Santa) Justina, converteu-se ao catolicismo. Martirizado e canonizado, sua popularidade excedeu a fé cristã devido ao famoso Livro de São Cipriano, um compilado de rituais de magia.
A fantástica trajetória do Feiticeiro e Santo da Antioquia, representa o elo entre Deus e o Diabo, entre o puro e o pecaminoso, entre a soberba e a humildade. São Cipriano é mais que um personagem da Igreja Católica ou um livro de magia; é um símbolo da dualidade da fé humana.
O Feiticeiro
Filho de pais pagãos e muito ricos, nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e a Arábia, pertencente ao governo da Fenícia. Desde a infância, Cipriano foi induzido aos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia.
Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a bruxa Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, dos quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava.
A Conversão Cristã
Vivia em Antioquia a bela e rica donzela Justina. Seu pai Edeso e sua mãe Cledonia, a educaram nas tradições pagãs. Porém, ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina converteu-se ao cristianismo, dedicando sua vida as orações, consagrando e preservando sua virgindade.
Um jovem rico chamado Aglaide apaixonou-se por Justina. Os pais da donzela (também convertidos à fé Cristã) concederam-na por esposa. Porém, Justina não aceitou casar-se. Aglaide recorreu a Cipriano para que o feiticeiro aplicasse seu poder, de modo que a donzela abandonasse a fé e se entregasse ao matrimônio.
Cipriano investiu a tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios e empregou diversas obras malignas. Mas não obteve resultado, pois Justina defendia-se com orações e o Sinal da Cruz.
A ineficácia dos feitiços fez com que Cipriano se desiludisse profundamente perante sua fé e se voltasse contra o demônio. Influenciado por um amigo cristão de nome Eusébio, o bruxo converteu-se ao cristianismo, chegando a queimar seus manuscritos de feitiçaria e distribuir seus bens entre os pobres.
Os Fantasmas
Em um capítulo de seu livro, Cipriano narra um episódio ocorrido após sua conversão:
"Numa noite de sexta-feira, caminhava por uma rua deserta quando se deparou com quatorze fantasmas. Essas aparições eram bruxas que imploravam ajuda. Cipriano respondeu-lhes que havia se arrependido de sua vida de feiticeiro, e que havia se tornado temente a Jesus Cristo. Logo depois caiu em sono profundo, e sonhou que a oração do Anjo Custódio o livraria daqueles fantasmas. Ao despertar teve uma breve visão do Anjo. Assim, auxiliado pela oração de São Gregório e do Anjo Custódio, esconjurou e livrou a alma atormentada das bruxas."
A Morte
As notícias da conversão e das obras cristãs de Cipriano e Justina, chegaram até o imperador Diocleciano que se encontrava na Nicomédia. Assim, logo foram perseguidos, presos e torturados. Frente ao imperador, viram-se forçados a negar a fé cristã. Justina foi chicoteada, e Cipriano açoitado com pentes de ferro. Não cederam.
Irritado com a resistência, Diocleciano ainda lançou Cipriano e Justina numa caldeira fervente de banha e cera. Os mártires não renunciaram, e tampouco transpareciam sofrimento. O feiticeiro Athanasio (que havia sido discípulo de Cipriano) julgou que as torturas não surtiam efeito devido a algum sortilégio lançado por seu ex-mestre. Na tentativa de desafiar Cipriano e elevar a própria moral, Athanasio invocou os demônios e atirou-se na caldeira. Seu corpo foi dizimado pelo calor em poucos segundos.
Após este fato, o imperador Diocleciano finalmente ordenou a morte de Justina e Cipriano. No dia 26 de Setembro de 304, os mártires e um outro cristão de nome Teotiso, foram decapitados às margens do Rio Galo da Nicomédia. Os corpos ficaram expostos por 6 dias, até que um grupo de cristãos recolheu e os levou para Roma, ficando sob os cuidados de uma senhora chamada Rufina. Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João Latrão.
O Livro
O famoso Livro de São Cipriano foi redigido antes de sua conversão, mas o mistério que envolve a vida do Santo interfere também em seu livro. Uma parte dos manuscritos foi queimada por ele mesmo. A questão é que não se sabe quando, e por quem os registros foram reunidos e traduzidos do hebraico para o latim, e posteriormente levados para diversas partes do mundo.
No decorrer dos anos, o conteúdo sofreu alterações significativas. Houve uma adaptação de acordo com as necessidades e possibilidades contemporâneas; além da adequação necessária na tradução para os vários idiomas. Esses fatores colocam em dúvida a fidelidade das versões recentes, se comparadas às mais antigas.
Atualmente, não é possível falar do Livro, mas sim dos Livros de São Cipriano. As edições capa preta e capa de aço; ou aquelas intituladas como o autêntico, o verdadeiro, ou o único, enfatizam um mesmo acervo mágico central, e ainda exaltam o cristianismo e a vitória do bem sobre o mal. Porém, existem grandes diferenças no conteúdo. Enquanto alguns exemplares apresentam histórias e rituais inofensivos, outros apelam para campos negativistas e destrutivos da magia.
Num aspecto geral, encontra-se instruções aos religiosos para tratar de uma moléstia, além de cartomancia, esconjurações e exorcismos. A Oração da Cabra Preta, Oração do Anjo Custódio e outras da crença popular também são inclusas (Magnificat, Cruz de São Bento, Oração para Assistir aos Enfermos na Hora da Morte, etc.). Além dos rituais de como obter um pacto com o demônio, como desmanchar um casamento e da caveira iluminada com velas de sebo.
No Brasil, o Livro de São Cipriano é usado largamente nas religiões afro-brasileiras, e se tornou um "almanaque ocultista" de fácil acesso que se dilui na crendice popular. Há ainda os mitos que o cercam: muitos consideram ser pecado possuí-lo ou simplesmente tocá-lo. De qualquer forma, o tema São Cipriano e tudo que o cerca, é um campo de estudo e pesquisa muito interessante para os ocultistas, religiosos e aventureiros.

Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/boiadeirorei/

sábado, 30 de outubro de 2010

O Dia das Bruxas

O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

Umbanda 

O dia das bruxas é comemorado também em alguns centros de Umbanda, são feitos trabalhos e giras nas defesas espirituais, comemora-se todos os Guias e Orixás nesta data.

História do Dia das Bruxas

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Símbolos e Tradições

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.
Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.
Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei
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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.