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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Hoje dia 27/09 dia de Cosme e Damião




CRIANÇAS: ENERGIA TRANSBORDANTE

BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças. São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos Orixás gêmeos africanos IBEJI.

BEIJIS – IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.

DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; também são assim designados os santos Cosme e Damião, os Orixá africano IBEJI e as falange das crianças na Umbanda.

ERÉ: vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”.

Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias ou entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.

Os erês são entidades puras e que nos ajudam de forma única e especialmente doce. Os filhos de Ogum, como também são conhecidos, tem a presença mais alegre da Umbanda, trazendo sempre renovações e esperança, reforçando a natureza pura e ingênua dos seres humanos. É a linha que mais cativa as pessoas, pelo ar inocente que traz na face do médium. Por sua natureza pura e pelos patronos a linha de Cosme e Damião também traz a cura para os males do corpo e do espírito, além de darem proteção e benção extra as crianças. Sua energia é transbordante de vitalidade e alegria, sendo capaz de derramar as maiores bênçãos de harmonia cotidiana.

A festa de São Cosme, Damião e Doun, tem duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro (Crispim e Crispiniano).

Nos Terreiros de Um­banda, a festa é muito bonita, há distribuição de balas, doces e guaraná para as crianças, os médiuns incorporam as crianças espirituais com a exteriorização atitudes infantis como o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas. Mas infelizmente e erroneamente, muitos interpretam a ‘gira de criança’ como uma diversão, afinal normalmente elas são realizadas somente em dias festivos como também, muitas vezes não consigamos conter os risos diante das palavras e atitudes das queridas crianças, momentos únicos de alegria e descontração que os Guias Espirituais, as crianças, aproveitam para nos curar de nossas amarguras. Ainda há muita deturpação com relação às falanges de crianças na Umbanda, onde acredita-se que são espíritos de crianças que morreram prematuramente, o que na verdade, as “crianças” são espíritos elevadíssimos que trabalham na falange de Yori e “simplesmente” se adaptam suas formas espirituais às formas astrais de crianças, assim de forma doce, ingênua e com muita alegria esses Espíritos de Luz conseguem nos envolver intimamente e desagregar energias densas enraizadas em nosso campo aurico que nos deixa cada vez mais doente de corpo e de alma.

No dia 27 de setembro, dê uma pausa para a reflexão. Seu comportamento tem sido como das crianças espirituais da Umbanda? Você tem sido alegre, bem humorado e puro de coração? Ou pelo menos exercita o aprimoramento de viver sempre com alegria e esperança? Reflita sobre a sua missão.

Nesse dia especial, faça uma promessa para si mesmo; seu lado infantil e puro não deve morrer! Deve renascer em bondade, amor por todos os seres e gratidão pela vida. Se for a uma festa de Cosme e Damião no terreiro de Umbanda, leve para casa, além dos doces e bolos, o exemplo de alegria e pureza da sublime falange de Yori!

Salve as Crianças! Salve os Erês! Salve Cosme e Damião!
Salve Oni beijada!


A MAGIA DA CRIANÇA

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são…TODOS, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.

Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa.

As preces dirigidas às “Crianças da Umbanda”, são prontamente atendidas, afinal, são dotadas de intenso poder mágico e vibração que só espíritos de grande luz possuem.

Uma curiosidade: Cosme e Da­mião foram os primeiros santos a terem uma igreja no Brasil. Ela foi cons­truída em Igarassu, Pernam­buco, e ainda existe.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Chegou....

Bom dia, amigos!



E Setembro chegou!!!!!!!!!!!!!
Impossivel de esquecer que esse mês, é o mês das nossas crianças nossos erês, mês de Cosme e Damião!
E logo logo, dia 27 ta aí, pra comemorarmos e festejarmos, com toda sua pureza e alegria esse dia tão especial e cheio de amor e de axé que nossas crianças nos proporcionam..
Que esse mês de setembro seja repleto de alegrias, de conquistas, de amor, e de paz pra todos nós!
Oh, Salve Cosme e Damião, eu vou pedir ao papai, que a maravilha chegou! O Doum, o Doum…
Salve a Ibejada!
Axé!

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Erê Aninha

A Cosminha da Paz!
As Aninhas são Erês que trabalham para apaziguar os ambientes onde atuam. Além de proteger, elas promovem o equilíbrio emocional e a tranquilidade. Por isso, a pessoa que trabalha com uma "Aninha" não consegue brigar por qualquer coisa, pois a energia de cura desta Cosminha envolve e acalma a situação.
A Aninha desta Seara nasceu no estado do Maranhão de pai mulato e mãe indígena, no final do século XIX. Seu pai trabalhava no mangue, encontrando caranguejos e ela adorava acompanhá-lo. Sua mãe era tecelã e Aninha também sabia tecer juntamente com sua mãe. Aos oito anos era uma menina alegre e meiga, que compartilhava com os outros tudo o que possuía.
Um dia, ao sair de casa para acompanhar seu pai, sentiu-se mal, mas não se queixou. Passou o dia no mangue, mas quando voltou para casa, estava febril e tendo convulsões. Os recursos médicos eram escassos na época, principalmente para pessoas pobres, e seus pais não conseguiram encontrar auxílio. Aninha faleceu pela madrugada, sem que seus pais soubessem o que lhe acometeu. Na verdade, Aninha morreu em decorrência de meningite, uma doença que ainda não era controlada no começo do século XX.
Hoje, além de trabalhar na Umbanda protegendo crianças doentes, Aninha acompanha crianças que se sentem solitárias, passando-lhes uma energia de conforto espiritual em situações adversas... Salve todas as Aninhas: do Brejo, das Almas, do Açude, do Mangue, da Cachoeira, das Matas...!

Fonte: Umbanda em Paz

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Erê Matheus

Um Cosminho europeu...
A história de Matheus pode ser contada a partir do final, pois sua morte foi noticiada em todo o mundo... Ele morreu no naufrágio do Titanic em 15 de abril de 1912, quando estava com 6 anos de idade. Seus pais eram imigrantes italianos, residindo temporariamente na Inglaterra, com o intuito de começar vida nova nas Américas. Eles faziam parte da população "pobre" do navio, que ocupavam a parte submersa, realizando tarefas diversas para custear a viagem.
Matheus falava fluentemente o inglês, pois era um menino inteligente e, com isso, andava entre a classe rica realizando serviços diversos e ganhando seus trocados. Seus pais temiam por sua vida, mas ele sempre retornava são e salvo. No dia da tragédia, como todos sabem, os ricos foram privilegiados e puderam escapar nos botes salva-vidas, enquanto os pobres ficaram à mercê da água gelada. Matheus estava com seus pais, no momento do acidente, mas perdeu-se deles durante a confusão. Quando o navio começou a afundar, conseguiu agarrar-se a um pedaço de madeira, mesmo assim, sucumbiu em função da hipotermia.
Matheus conversa pouco, pois é tímido, mas sorri muito e gosta de ajudar. Atua nas Linhas de Xangô e das Águas, purificando, limpando e energizando os ambientes.

Fonte: umbanda em paz


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Erês Pedrinho e Zezinho

Dois Cosminhos e uma história...
Pedro e José, nasceram em Niterói, Rio de Janeiro, em 1898. Eles possuíam alguns meses de diferença de idade e José era o mais velho. Eram filhos de pais imigrantes que estavam ajudando a construir o Rio de Janeiro da época. Os pais moravam na mesma vila e os meninos cresceram juntos, unidos como irmãos. Enquanto os pais trabalhavam no cais do porto, no embarque e desembarque de mercadorias, Pedro e José passavam o dia empinando pipa, jogando bolinha de gude e brincando com barquinhos no canal. As mães faziam pães e bolos para vender e podiam trabalhar sossegadas, pois os meninos eram de boa índole e jamais se metiam em confusão.
Todos os dias, na hora do almoço, os meninos iam ao cais levar o almoço para os pais. Era o ano de 1908 e eles estavam com dez anos. Em uma das visitas ao cais, Pedrinho e Zezinho se distraíram observando as embarcações e não perceberam um acidente em andamento. Um container carregado de carga explosiva despencou e explodiu, arrasando o quarteirão ao seu redor. Os meninos estavam próximos e foram atingidos pela explosão. Eles não resistiram aos ferimentos e morreram no mesmo local. As famílias sentiram muito a perda dos amigos, pois eles alegravam a comunidade onde moravam.
No mesmo ano em que os meninos morreram a Umbanda iniciava sua história na mesma região. Assim, como muitos espíritos que antes não podiam se apresentar em Centros Espíritas para trabalhar, as crianças puderam se manifestar nos terreiros e alegrar a todos os presentes. Segundo o Kardecismo, um espírito readquire sua aparência de adulto após o desencarne. As crianças da Umbanda são espíritos puros que mantêm sua aparência infantil para alegrar e atender os socorridos. A Umbanda respeita a individualidade de cada espírito, que procura manter a aparência que melhor lhe cabe após o desencarne. Uma vez Pai José de Aruanda usou a seguinte explicação ao ser inquirido por manter sua aprência de preto e velho: "- Por que usarei minha aparência de médico europeu, se foi como escravo que melhor evoluí?" Assim, também ocorre com as crianças...



Fonte: umbanda em paz

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Erê Margaridinha

A Florzinha das Matas!
Margarida nasceu na tribo dos Guajiras no final do século XV, na península que hoje recebe esse nome, na atual Venezuela. Ela adorava correr atrás de borboletas e colher flores na mata, enquanto seus pais trabalhavam na pesca, no pastorio e na agricultura. Ela era uma menina alegre, que gostava de presentear flores a todos para deixá-los felizes. Então, alguns lhe chamavam "Florzinha" em sua língua nativa e outros lhe chamavam "Margaridinha", pois era a flor que mais crescia na região.
Florzinha ou Margaridinha, viveu até os oito anos. Em uma de suas correrias atrás de flores e borboletas, a menina caiu e se machucou em um cipó com espinhos. As feridas infeccionaram e a febre aumentou... E os pais não conseguiram curá-la com os recursos da época. Antes de morrer, a menina disse a todos: "- Não se preocupem, eu estou bem. Para onde eu vou têm muitas flores!" E se foi, para a tristeza de todos. Pouco tempo depois, no local onde ela foi enterrada cresceram muitas margaridas, de várias cores. E sempre que alguém estava triste, sentia-se o perfume de flores no ar: era a Florzinha Margarida alegrando novamente!



Fonte: umbanda em paz

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Erês Toninho e Tininha


Os irmãozinhos travessos!

Toninho nasceu no dia 13 de junho de 1873, em Vicenza, no norte da Itália e, por isso, foi chamado Antônio. Sua irmã Catarina, nasceu um e meio depois, em 25 de novembro, no dia de Santa Catarina de Alexandria e, por isso, foi chamada Catarina. Os pais dos dois trabalhavam como agricultores e também cultivavam flores e frutos da estação. Como eram católicos fervorosos, sempre presenteavam flores e frutos à Igreja, nas festas comemorativas. Os produtos eram vendidos nas feiras da região. Os dois irmãos eram muito unidos e desde cedo gostavam de ajudar os pais, pois assim podiam ver as pessoas na feira e passear.
A situação econômica de toda a Itália começou a se  deteriorar nessa época e o norte foi a primeira área a ser atingida. A industrialização foi implantada, deixando os agricultores sem renda e sem mercado para colocar seus produtos. Por causa disso, do norte da Itália saíram as famílias rumo ao sul do Brasil, para recomeçar a vida em terra nova. Foi assim, que as famílias de Vicenzo chegaram no Rio Grande do Sul. Toninho e Tininha, estavam com 9 e 7 anos na época e nunca haviam viajado... Eles estavam adorando vivenciar tudo aquilo! Quando chegaram em solo brasileiro, seus pais imediatamente conseguiram emprego em fazendas próximas de Porto Alegre e se estabeleceram.
O clima era parecido e haviam pessoas conhecidas por perto, então a família "Vicenzo" não se sentiu só. A região gaúcha onde a fazenda estava instalada era banhada por muitos rios, córregos e cachoeiras; possuía uma vinícola e muitas plantações diversas. Toninho e Tininha se divertiam muito passeando pelas plantações e brincando na cachoeira. Um dia porém, durante um passeio a cavalo, uma cobra cruzou o caminho deles. O cavalo assustou-se e saiu em disparada, derrubando as duas crianças. Anoiteceu e as crianças não voltavam e os pais preocuparam-se. Todos os trabalhadores da fazenda ajudaram na busca, pois começou a chover fortemente. Quando conseguiram encontrar as crianças, o dia já estava amanhecendo e os dois ardiam em febre. Eles haviam caído do cavalo e se ferido gravemente. O fazendeiro usou todos os seus recursos para auxiliar a família. Um médico veio da capital, mas de nada adiantou. Os dois faleceram dois dias depois de pneumonia.
O pais ficaram inconsoláveis de tristeza. Então numa noite eles sonharam com as crianças que diziam: "- Mamãe, papai, não se preocupem, estamos bem e vamos ajudar a proteger outras crianças. E você não ficarão sozinhos, logo terão outros filhos." Quando os dois acordaram, constataram que tiveram o mesmo sonho. Um ano depois, a mãe deu a luz gêmeos e por causa de um sonho que teve, deu o nome às crianças de Cosme e Damião.

Fonte: umbanda em paz

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Erê Mariazinha

A Cosminha mais travessa e manhosa da Umbanda!

Zélio de Moraes sempre afirmou que os 3 pilares da Umbanda seriam: os Caboclos, os Pretos-velhos e os Erês. Os Caboclos e Pretos-velhos tornaram-se conhecidos, amados e repeitados por todo umbandista. Mas, os Ibejis, conseguiram conquistar a simpatia até mesmo daqueles que se assustam com os espíritos! Com suas alegrias e estrepolias, não tem quem não se divirta ao ser envolvido pela energia contagiante de um Erê. E assim como as demais entidades, cada "Cosminho ou Cosminha" traz sua história para dentro do Terreiro.
Em homenagem a Festa de São Cosme e São Damião, que é uma das mais festejadas dentro da Umbanda Sagrada, escreveremos algumas histórias de Erês mais conhecidos. Hoje contarei a história de Mariazinha. Toda Mariazinha quando incorpora a primeira vez, faz dengo, chora e fala com voz manhosa. Elas são as menininhas mais conhecidas, que trabalham na Linha das Águas. Mariazinhas podem trabalhar na praia, na cachoeira, no mangue e na pedreira; enfim, elas também possuem a vibração das outras Linhas atuando no momento do trabalho. Adoram laços de fita, bonecas e enfeites diversos. Elas sentem o que a pessoa sente e por isso conseguem expressar esse sentimento na hora do atendimento.
A Mariazinha que trabalha neste terreiro, nasceu em Pernambuco, em 1892 e desencarnou em 1900. Viveu apenas 8 anos. Seus pais eram pesacadores e viviam na praia. Ela era uma menina alegre que adorava brincar no mar e na areia. Sua morte nunca foi desvendada, pois seu corpo foi encontrado inerte na praia. Mas, ela contou depois o que aconteceu: um homem mal a maltratou. Ela disse que não guarda mágoas, nem nada e que já perdoou... Ela gosta de trabalhar ajudando as pessoas a enfrentar as tristezas e adora acompanhar as mamães com seus filhinhos. Ela gosta de qualquer tipo de doce, mas adora um copo com leite e bolo! E claro: o guaraná - que ela chama de água doce gasosa! Os Erês atuam na vibração do Amor Cósmico Universal, transmitindo a pureza, a inocência e a delicadeza das crianças. Omi Beijada! Salve as Mariazinhas!
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Erê Joaninha

Uma Cosminha de personalidade.

Ela nasceu na senzala do Rio de Janeiro, no ano de 1723. Sua mãe chegou grávida ao Brasil, veio da Tribo dos Congos. Ao nascer, não teve tempo de ser amamentada ou acarinhada, pois a mãe faleceu por maus-tratos e ela foi vendida em seguida. Levaram-na para a Província das Minas Gerais, em uma Fazenda de Extração de Minério, onde foi criada por uma ama de leite, que lhe deu o nome de Joana, porque era dia de São João Batista.
Ao crescer passou a servir água e levar comida aos mineradores. Mal tinha quatro anos e já era obrigada a trabalhar. Ela tinha se tornado uma menina bonita, ágil e forte. Não gostava de ver seus irmãos de cor sendo maltratados, nem aqueles que eram de outra raça, mas que também foram escravizados (os índios). Sempre que podia levava um pouco a mais de água ou comida para eles e junto procurava levar unguento para suas feridas. Assim, a menina ganhou o apreço de todos aqueles que foram escravizados.
Quando Joana chegou na região, ela era conhecida por Minas Gerais dos Cataguás, mas depois passou a ser chamada de Minas Gerais do Rio das Velhas. Nessa época, a Capitania pertencia a São Paulo. Era um período onde muita gente morreu devido a doenças, ou lutando por território e ouro, entre outros acontecimentos. Então, começaram a chegar os primeiros criadores de gado, vindos da Bahia e abrindo picada nas matas. Eles traziam as primeiras cabeças de gado para as terra mineiras.
De São Paulo a Ouro Preto eram dois meses de marcha pelo vale do Paraíba, onde passavam pela Garganta do Embaú, pelos Vales do Rio das Mortes e do Rio das Velhas. Assim, os primeiros arraiais e as primeiras vilas de Minas foram surgindo ao longo desses rios e caminhos. Ao longo do Rio das Mortes surgiram povoados bem antigos como: Ibituruna, Lagoa Dourada, Prados, Tiradentes e São João Del Rei. E no segundo caminho da colonização de Minas, o caminho do Rio das Velhas, surgiram outros povoados.
Isso fez aumentar a disputa por ouro, gado e território e Minas Gerais tornou-se uma terra perigosa, com muitos estrangeiros. Joaninha a tudo observava e foi aconselhada por sua ama a não se envolver nas brigas dos homens e dos escravos. Um dia, porém, ela levou água aos mineradores e voltava para buscar a comida quando foi cercado por alguns tropeiros condutores de gado. Eles estavam sedentos por diversão, sede e comida... E vendo a menina assustada aproveitaram-se da situação. Ela tentou correr para junto dos garimpeiros e escravos. Enquanto corria, gritava, mas não teve tempo de chegar até eles.
Os mineradores tentaram socorrê-la, mas já era tarde, encontraram apenas seu corpo inerte no solo. Ela morreu com os olhos abertos e os braços estendidos, formando uma cruz e suas pernas estavam cruzadas. Os escravos e índios fizeram o sinal da cruz ao verem a menina estendida no solo e choraram, pois tinham carinho pela mesma. Sepultaram seu corpo e rezaram. Até o capataz se compadeceu do que viu. Pouco tempo depois, onde o corpo foi enterrado começaram a crescer muitas flores, de todas as cores. Borboletas, besourinhos, vagalumes e outros bichos visitavam as flores e o povo começou a dizer que o local era sagrado, porque ali repousava uma menina pura.


 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

Erê Joãozinho


Hoje amigos vou contar uma histórias do Erê Joãozinho.
 Joãozinho...
 O serelepe da Umbanda!
 Joãozinho é um menino que viveu mais de uma encarnação como garoto negro no Brasil das senzalas. Muitas vezes ele parece o Negrinho do Pastoreio, em outras, ele é o próprio Saci Pererê! Ele é esperto, cheio de lábia, tem resposta pra tudo e não pensa duas vezes para perguntar alguma coisa. Como todo bom Cosminho, ele gosta de doces, refrigerante e brincadeiras, mas está sempre pronto para atender e socorrer a quem necessita... Ele jamais deixa alguém sem resposta a um pedido. E se ele falar alguma coisa de forma séria, pode esperar que a coisa é mesmo séria! Pois ele brinca, mas não engana! O Joãozinho desta Seara nasceu no estado do Ceará de mãe Africana. Chegou no ventre de sua mãe em um navio negreiro, no ano de 1670. Demorou para entender o que era ser escravo e vivia "aprontando das suas": escondendo objetos, correndo pela fazenda e cutucando os bichos. Apanhava muito por conta disso, mas não deixava de rir e de fazer das suas. Dizia que assim ele podia alegrar os outros escravos! E realmente era ganhar dinheiro com artesanato assim que ele passava os dias: alegrando e brincando com os demais. Um dia, porém, em uma de suas traquinagens, ele escondeu o laço do capataz e foi o suficiente para ir pro tronco. Todos os negros pediram por ele, pois falaram que ele não fazia por maldade; mas não adiantou. Joãozinho anoiteceu e amanheceu no tronco... Ele tinha 6 anos na época. Quando tiraram ele do tronco estava triste e nunca mais sorriu. A partir daí começou a definhar e a morrer aos poucos. Quando ele desencarnou foi um luto só na fazenda! Até os animais sentiram... A terra secou, os bichos se aquietaram e ninguém mais sorriu. O dono da fazenda pediu ao capataz o que aconteceu e, quando soube, arrependeu-se... Mas, Joãozinho não voltaria mais. Sua mãe de tristeza também se deixou morrer. Tempos depois, os escravos começaram a contar que viam mãe e filho a andar pelas terras... E sempre que alguma coisa sumia, diziam: "- Foi o Joãozinho!" Então eles colocavam um doce para o menino e o objeto reaparecia.
E assim Joãozinho ficou conhecido como o Pererezinho do Ceará!
 
 
Onibejada!
  
#grupoboiadeirorei
 
 
 
 

 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Por que ganhamos doces no dia de Cosme e Damião?



 Essa data celebra, para os católicos, a memória de Cosme e Damião. Os irmãos gêmeos eram médicos e viveram na Ásia Menor. Eles ficaram conhecidos porque curavam pessoas e animais sem cobrar ...
dinheiro. Morreram por volta do ano 300 d.C. degolados, vítimas de uma perseguição do imperador romano Deocleciano. Na religião católica, o dia 26 de setembro lembra os jovens que pregavam os ensinamentos de Jesus Cristo. Eles são considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.

No Candomblé e na Umbanda, o dia de Cosme e Damião é 27 de setembro. Nessas crenças, eles são conhecidos como os orixás Ibejis. São filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Os devotos e simpatizantes têm o costume de fazer caruru (uma comida típica da tradição afro-brasileira), chamado também de “Caruru dos Santos” e “Caruru dos sete meninos” que representam os sete irmãos (Cosme, Damião, Dou, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi), e dar para as crianças.

São Cosme e Damião também são considerados protetores dos gêmeos e das crianças. Por isso, as pessoas criaram o costume de distribuir os doces para homenagear os santos ou cumprir promessas feitas a eles.

Onibejada!
 
#grupoboiadeirorei
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

MÊS DE SETEMBRO MÊS DE ALEGRIA COM AS NOSSAS CRIANÇAS - ERÊS ( BEIJADA )


Boa tarde, pessoal!

Como tinha dito há um tempo atrás o site do Grupo Boiadeiro Rei ficaria fora do ar por algum tempo, mas hoje ele já esta novamente funcionando e esperamos estar mais presentes de agora em diante com todos os amigos.

Façam uma visita, segue link:

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São a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza. São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces. Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos caboclos e pelos pretos-velhos. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (Amalás), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de Nação e Candomblé, como (ÊRES ou IBEJI). Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exu. Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil. No Candomblé, o Erê, tem uma função muito importante. Como o Orixá não fala, é ele quem vem para dar os recados do pai. É normalmente muito irrequieto, barulhento, às vezes brigão, não gosta de tomar banho, e nas festas se não for contido pode literalmente botar fogo no oceano. Ainda no Candomblé, o Erê tem muitas outras funções, o Yaô, virado no Erê, pode fazer tudo o que o Orixá não pode, até mesmo as funções fisiológicas do médium, ele pode fazer. O Erê muitas vezes em casos de necessidade extrema ou perigo para o médium, pode manifestar-se e trazê-lo para a roça, pegando até mesmo uma condução se for o caso. Na Umbanda mais uma vez, vemos a diferença entre as entidades/divindades. A Criança na Umbanda é apenas uma manifestação de um espírito cujo desencarne normalmente se deu em idades infanto-juvenis. São tão barulhentos como os Erês, embora alguns são bem mais tranquilos e comportados. No Candomblé, os Erês, tem normalmente nomes ligados ao dono da coroa do médium. Para os filhos de Obaluaiê, Pipocão, Formigão, para os de Oxossi, Pingo Verde, Folinha Verde, para os de Oxum, Rosinha, para os de Yemanjá, Conchinha Dourada e por ai vai. As Crianças da Umbanda tem os nomes relacionados normalmente a nomes comums, normalmente brasileiros. Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, etc...As crianças de Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas, os Erês do Candomblé além desses, comem frangos e outras comidas ritualisticas como o Caruru, etc... Isso não quer dizer que uma Criança de Umbanda não poderá comer Caruru, por exemplo. Com Criança tudo pode acontecer. Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida. Os "meninos" são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as "meninas" são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc... Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência. Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a "brincadeira" (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão "engraçada" assim. Poucos são aqueles que dão importância devida às giras das vibrações infantis. A exteriorização da mediunidade é apresentada nesta gira sempre em atitudes infantis. O fato, entretanto, é que uma gira de criança não deve ser interpretada como uma diversão, embora normalmente seja realizada em dias festivos, e às vezes não consigamos conter os risos diante das palavras e atitudes que as crianças tomam. Mesmo com tantas diferenças é possível notar-se a maior características de todos, que é mesmo a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, como os quais fazem as festas nos terreiros, com as crianças comuns que lá vão a busca de tais brinquedos e guloseimas nos dias apropriados. A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeji, à 27 de Setembro é muito concorrida em quase todos os terreiros do pais. Uma curiosidade: Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe. Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. MAGIA DA CRIANÇA O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são... todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez. A Falange das Crianças é uma das poucas falanges que consegue dominar a magia. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô. Os erês são, via de regra, responsáveis pela limpeza espiritual do terreiro. ONDE MORAM AS CRIANÇAS A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro "O que há além da Morte". "A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores, e assim a curta existência que tenha nos mundos astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje. A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico, e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral." "Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios. Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam socialmente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes." Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranquilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.
 Salve os Erês!!!
 

domingo, 30 de setembro de 2012

Salve Salve a patota de Cosme!!!



Axéééé!!! Erês, Ibejadas, Yori, “Crianças”, Encantados, Anjos, Andorinhas, Cosme & Damião com Doum ou sem Doum… Não importa!!!
O nome, a designação, o título, não é relevante!
Cor, feito, brinquedo ou movimento não é ressaltante!
O bom, o certo, o formidável, o admirável, o respeitável, o Sagrado é tê-los no coração, é saber que não deixam que nos derrubem e que são nossos “Amigos”.
Ahhhh… Quantas oportunidades perdidas quando as “crianças” se manifestam em nossa Umbanda. Quantas pessoas menosprezam o poder e a ação da Linha das Crianças. Quantos confundem alegria com ingenuidade, inocência, ignorância, bobeira e assim perdem momentos mágicos de transformação.
Saibam que essa linha de trabalho, Linha das Crianças, que se manifesta na Umbanda em meio a sorrisos, doces, guaranás e alegria é uma das poucas Linhas que consegue dominar a Magia na sua essência natural e faz isso, muitas vezes, de forma extremamente imperceptível.  Para comprovar essa afirmativa, basta avaliarem as percepções pessoais ao ganharem balas, sentarem no chão, baterem palmas, colocarem chuquinhas no cabelo, etc… Ééé… É grandioso! É mágico!!!
Além disso, quem já não ouviu a frase: “O que os Filhos das Trevas fazem, qualquer Erê desfaz. O que o Erê faz (no sentido do Bem, é claro) ninguém desfaz ou interfere”.
Enfim, a festa das Crianças na Umbanda, conhecida como Festa de São Cosme e Damião já começou, aproveitem o dia, a energia, a vibração, a festa e todo o entusiasmo dessas maravilhosas Entidades, deem uma pausa para pensarem, abram o coração e entendam, embora de forma simples e pura, as profundas e sábias mensagens desses verdadeiros SÁBIOS – Senhores da Pureza Cósmica.  Aproveitem também e determinem algo especial para vocês, determinem, por exemplo, que o lado infantil e puro sempre influencie as decisões e os relacionamentos dos adultos que se consideram sucessivamente certos e sérios, afinal, na maioria das vezes, esses “crescidos” acabam por propiciar inflexibilidade, intransigência, fanatismo e extremismo, não é mesmo?
E se precisarem de inspiração, como sempre procuro promover, assistam ao vídeo do Zeca Pagodinho que interpreta a canção “Patota de Cosme” e explorem o “olhar de poeta” e percebam a beleza das afirmativas e a verdade cravada no peito. Observem quem sempre está por perto mesmo que em plano de fundo. Meçam a “coincidência” com a vida real na sua imensa dualidade e admitam comigo e com o Zeca: a “Patota de Cosme” ajuda e protege aqueles que têm Fé no coração.

Patota de Cosme 

Zeca Pagodinho
-
 
Mulher, mulher, mulher,
Você não terá o meu amor
Pode tentar o que quiser
Já levou o meu nome pra macumba
Pra me amarrar
Já tentou diversas vezes me prejudicar
Mas minha cabeça é sã
Porque Cosme é meu amigo
E pediu a seu irmão: Damião
Pra reunir a garotada
E proteger meu amanhã , meu amanhã
Porque Cosme é meu amigo
E pediu a seu irmão: Damião
Pra reunir a garotada
E proteger meu amanhã
Na verdade você nunca me pertenceu
E quando seguiu meus passos
Foi visando o que era meu
Você não passou de um caso
Que nasceu por acaso
Seu amor, não era eu
Seu amor, não era eu
Quando teve a conclusão
Que meu pobre coração
Não abrigaria você
Passou me caluniar
Mas a patota do Cosme
Não deixou me derrubar
Não deixou me derrubar
Passou me caluniar
Mas a patota do Cosme
Não deixou me derrubar

Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Hoje é Dia das Crianças Espirituais na Umbanda - Dia de São Cosme e São Damião - Dia 27 de Setembro




São Cosme e Damião

“Honra o médico por causa da necessidade, pois foi o altíssimo quem o criou. Toda medicina provém de Deus..., a ciência do médico o eleva em honra.”
(Eclo 38, 1-3)

Pelo ano 303 na cidade de Egéia, na Arábia, nasceram os gêmeos Cosme e Damião, filhos de nobres árabes; Dona Teodata, mulher piedosa e de grandes virtudes, transmite aos filhos os vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.

O nome Cosme vem de “Cosmos” – no grego: Puro, e Damião – “Damianus”: “Mão do Senhor” segundo a tradição. Nossos gêmeos foram educados e instruídos pelos grandes mestres da Síria e lá especializaram-se nas ciências e na medicina.

Os ensinamentos cristãos de sua Mãe, aliados a arte de curar e de aliviar os sofrimentos alheios, fizeram de nossos jovens médicos, um testemunho de amor e dedicação aos irmãos.

Os gêmeos médicos eram muito requisitados pelos pagãos, que neles encontravam um sopro de esperança e um alento nos sofrimentos.

Cosme e Damião não perdiam a oportunidade de falar de Jesus Cristo, o Médico dos Médicos, e de seu evangelho, assim aliavam a cura do corpo e da alma.

A admiração dos pagãos crescia ainda mais, vendo que os médicos Cristãos, não aceitavam a mínima gratificação, eram outras as riquezas que atraiam: “Almas para Deus.”

Incontáveis conversões foram testemunhadas, graças ao empenho e a dedicação de Cosme e Damião. As curas aconteciam de várias formas sendo até mesmo de formas extraordinárias, era o poder de Jesus sendo manifestado através de seus servos fiéis.

Durante muitos anos viveram os médicos como missionários na Cilícia. O empenho e a fama dos dois chamaram a atenção de autoridades, e uma das primeiras medidas do governador Lígias, quando chegou a a Cilícia, foi ordenar a prisão dos gêmeos, que lhe foram indicados como inimigos das divindades pagãs.

O então governador Lígias dizia cumprir ordens do imperador Diocleciano que nutria um ódio mortal contra os Cristãos.

Citados perante o tribunal de Lígías, este os interpelou sobre o exercício da profissão e sobre algumas denúncias maldosas de prática de feitiçaria.

Cosme e Damião estavam sendo acusados de exercer a medicina gratuitamente, e isto, estava causando incômodo a alguns mercenários da medicina.

Responderam as acusações dizendo:

-Curamos as doenças – mais em nome do Senhor Jesus Cristo, do que pelo valor de nossos conhecimentos e ciência.

Lígias respondeu furioso:

-É preciso que adoreis aos Deuses, sob pena de cruel tortura!

Novamente respoderam eles:

-Teus deuses não tem poder nenhum; nós adoramos o criador do céu e da terra, e nele depositamos nossa confiança.

Nossos gêmeos médicos foram submetidos aos cruéis tormentos para faze-los negar a fé e renegar a Jesus Cristo.

Vendo o governador que nada os fazia mudar de ideia, ordenou que fossem decapitados, e assim martirizados os médicos da gratuidade, os gêmeos da bondade e da caridade.

Os corpos Cosme e Damião, foram carregados por uma centena de amigos, pacientes e admiradores que por eles nutriam grande respeito e veneração

Depois de algum tempo, os restos mortais foram levados para a Síria, numa cidade chamada Cyra, e lá construíram uma Igreja em homenagem aos dois.

Em Constantinopla foi construída outra Igreja em honra aos mártires, por determinação do Imperador Justiniano I, que por eles foi favorecido em grave doença.

Parte das relíquias de nossos santos encontram-se em Roma e parte em Munique, no altar da Igreja de São Miguel.

Nossos Santos foram sempre muito festejados, são padroeiros dos médicos e farmacêuticos. Algumas crendices lhes são atribuidas, porém devemos guardar como exemplo de suas vidas é o zelo pelos que sofrem e o despeendimento dos bens materiais.

Oremos:

São Cosme e São Damião, por amor a Deus e ao próximo, vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes.

Abençoai , pois os médicos e farmacêuticos.

Medicai meu corpo na doença e fortalecei meu espírito contra todos os tipos de supertição.
Amém.

Paz e Bem!


Prece do Serviço aos Necessitados

Deus, nosso Pai, São Cosme e São Damião passaram no mundo fazendo o bem, curando as doenças e aliviando o sofrimento de sua gente, dando confiança e esperança aos corações atribulados. Fizeram de seu ofício de médico um serviço ao próximo.

Fazei, Senhor, que também nós, inspirados no exemplo de vida de São Cosme e São Damião, sirvamos os nossos semelhantes de modo desinteressado, buscando sempre o seu bem e a sua felicidade. 

Fazei que lutemos corajosamente pela humanização de uma medicina que coloque o homem - mente e coração, corpo e espírito - no centro de suas preocupações. 

Que os médicos coloquem em primeiro lugar a vida, o bem de seus pacientes, e não o lucro, a exploração do comércio da morte, visando apenas o dinheiro.

Que, a exemplo de Cristo, que veio para servir e não para ser servido, colaborem para que se efetue o direito do povo de ter saúde e viver plenamente.

Fonte: jangadabrasil
 

 As Crianças da Umbanda

A linha de Cosme e Damião reúne os espíritos erês, as crianças que desencarnaram antes dos oito anos.

Trabalham nos terreiros sempre brincando e fazendo uma algazarra enorme, gostam de balas, refrigerantes, chupetas, bolinhas, gorros, carrinhos, bonecos e bonecas, enfim, tudo que as crianças da terra realmente gostam. Seus jeitos graciosos, encantam a todos nos terreiros, mas têm que ser controlados pelos dirigentes com muita determinação, porque normalmente procuram fugir das ordens da hierarquia, mais para brincar do que por desrespeito. Alguém perguntou ao Caboclo Akuan a razão das crianças ficarem sentadas nos terreiros:

“- Porque senão vocês não conseguem dominá-los. Respondeu de forma simples e objetiva.

Se hoje, com a experiência que adquirimos na vida, pudéssemos voltar à infância, com certeza seríamos meninos prodígios. Imaginem então uma criança com sete anos, com a experiência de várias reencarnações. E assim são as crianças na Umbanda.”

Recebi um telefonema de um senhor do interior do Estado, dizendo ter sido vítima de um trabalho espiritual e seu gado estar morrendo. Convidei-o para vir ao terreiro fazer uma consulta. Ele veio, fez a consulta com um preto-velho. Após a linha africana, chamamos as crianças. O homem, sem arredar o pé do terreiro, talvez pelo interesse de assistir os trabalhos até o seu final, ficou assistindo a chegada das crianças. O Tião, nome da entidade, incorporada na Rita, parou na sua frente. Sentada, perguntou se podia fazer um desenho com a pemba, para ele. Riscou no chão do terreiro um mapa, como se fosse feito em vários pedaços, e dentro desenhou três corações.

- Tio, esses corações são seus três filhos.

O homem confirmou ter três filhos, demonstrando surpresa, pois ali ninguém o conhecia.

- Este desenho é tua terra, feita por vários pedaços.

Mais uma vez o fazendeiro confirmou que sua fazenda foi formada, com a aquisição de várias propriedades menores e vizinhas.

O Tião riscou, no meio do mapa, fazendo curvas, um risco como se identificasse um rio. Marcou nele um trecho com a pemba, e disse:

- Tio, teus bichinhos estão morrendo porque aqui a água está ruim por causa daquele veneno feio que você joga nas plantas. Finalizou, largando a pemba, e foi puxar o cabelo de uma outra criança que passava perto.

Outra ocasião, eu me dirigia ao congá para encerrar a gira, quando uma médium chamou minha atenção, afirmando estar sentindo a presença de um espírito querendo incorporar. Sou exigente, tudo tem seu momento, e aquele, com certeza, não era oportuno a qualquer tipo de incorporação.

- Segure a entidade, que agora não pode haver outras incorporações. Adverti, austeramente.

- Mas está muito forte, não sei se vou conseguir.

Dirigente tem que estar atento para todos os sinais. Como a médium era experiente, em condições de dominar, quando quisesse, as suas incorporações, fiquei em dúvida, se permitia ou não. O bom senso me fez mudar de idéia.

- Está certo, pode incorporar. E mais ninguém. Recomendei à corrente.

Imediatamente ela jogou-se no chão, rindo, batendo palmas, veio cumprimentar a hierarquia. Correu para o centro do terreiro, e sob o olhar de toda a corrente, olhou para mim e pediu:

- Vô, quero um dólar.

- O quê? Você quer um dólar? Para que você quer um dólar? Perguntei, sob o riso geral.

- Eu quero um dólar, senão não vou embora. Ameaçou.

Dirigindo-me à assistência, perguntei se alguém tinha um dólar para dar à criança. Alguém disse ter uma nota de dez dólares.

- Não, eu quero só um dólar. Reclamou a criança.

Uma moça, nos fundos da assistência, acusou:

- Eu achei na minha carteira uma nota de um dólar. Informou, já com a nota americana na mão. Convidei-a para entrar no terreiro e fazer a entrega da nota à entidade.

Junto comigo estava um pai-de-santo que veio nos visitar. Cochichando expliquei para ele:

- Esta moça, dona da nota, tem câncer na garganta.

Ela sentou na frente da criança e fez a entrega da nota. O espírito, fazendo muita festa com o presente ganho, bateu palmas, o pôs de lado e iniciou uma massagem na garganta da moça, exatamente no lugar da doença. Por sinal, hoje está completamente curada, claro não pela criança, mas não tenho dúvida que ela teve uma participação muita grande nesta graça.

Até hoje o pai-de-santo visitante ainda comenta o caso do dólar na linha das crianças e a forma esperta que teve de trazer a moça ao meio do terreiro para jogar sua vibração em sua doença.

Fonte: paimaneco

          CRIANÇAS: ENERGIA TRANSBORDANTE

 BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças. São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos Orixás gêmeos africanos IBEJI.

BEIJIS – IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.

DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; também são assim designados os santos Cosme e Damião, os Orixá africano IBEJI e as falange das crianças na Umbanda.

ERÊ: vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”. Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias ou entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.
Os erês são entidades puras e que nos ajudam de forma única e especialmente doce. Os filhos de Ogum, como também são conhecidos, tem a presença mais alegre da Umbanda, trazendo sempre renovações e esperança, reforçando a natureza pura e ingênua dos seres humanos. É a linha que mais cativa as pessoas, pelo ar inocente que traz na face do médium. Por sua natureza pura e pelos patronos a linha de Cosme e Damião também traz a cura para os males do corpo e do espírito, além de darem proteção e benção extra as crianças. Sua energia é transbordante de vitalidade e alegria, sendo capaz de derramar as maiores bênçãos de harmonia cotidiana.A festa de São Cosme, Damião e Doun, tem duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro (Crispim e Crispiniano).Nos Terreiros de Um­banda, a festa é muito bonita, há distribuição de balas, doces e guaraná para as crianças, os médiuns incorporam as crianças espirituais com a exteriorização atitudes infantis como o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas. Mas infelizmente e erroneamente, muitos interpretam a ‘gira de criança’ como uma diversão, afinal normalmente elas são realizadas somente em dias festivos como também, muitas vezes não consigamos conter os risos diante das palavras e atitudes das queridas crianças, momentos únicos de alegria e descontração que os Guias Espirituais, as crianças, aproveitam para nos curar de nossas amarguras. Ainda há muita deturpação com relação às falanges de crianças na Umbanda, onde acredita-se que são espíritos de crianças que morreram prematuramente, o que na verdade, as “crianças” são espíritos elevadíssimos que trabalham na falange de Yori e “simplesmente” se adaptam suas formas espirituais às formas astrais de crianças, assim de forma doce, ingênua e com muita alegria esses Espíritos de Luz conseguem nos envolver intimamente e desagregar energias densas enraizadas em nosso campo aurico que nos deixa cada vez mais doente de corpo e de alma.No dia 27 de setembro, dê uma pausa para a reflexão. Seu comportamento tem sido como das crianças espirituais da Umbanda? Você tem sido alegre, bem humorado e puro de coração? Ou pelo menos exercita o aprimoramento de viver sempre com alegria e esperança? Reflita sobre a sua missão. Nesse dia especial, faça uma promessa para si mesmo; seu lado infantil e puro não deve morrer! Deve renascer em bondade, amor por todos os seres e gratidão pela vida. Se for a uma festa de Cosme e Damião no terreiro de Umbanda, leve para casa, além dos doces e bolos, o exemplo de alegria e pureza da sublime falange de Yori!

Salve as Crianças! Salve os Erês! Salve Cosme e Damião!Salve Oni beijada!


A MAGIA DA CRIANÇA

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são…TODOS, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa.As preces dirigidas às “Crianças da Umbanda”, são prontamente atendidas, afinal, são dotadas de intenso poder mágico e vibração que só espíritos de grande luz possuem.Uma curiosidade: Cosme e Da­mião foram os primeiros santos a terem uma igreja no Brasil. Ela foi cons­truída em Igarassu, Pernam­buco, e ainda existe.

Matéria extraída JUCA – Jornal de Umbanda Carismática, edição 13 setembro 2007
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.