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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Hoje é Dia de Nanã Buruquê - 26 de Julho - Dia de Santa Ana

 

 
          No dia 26 de julho a Umbanda comemora Nanã Buruque sincretizada em Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus. Nanã é considerada a mais velha dos Orixás das águas Seus domínios são o encontro entre a água e a terra, na formação do barro, matéria prima da criação do ser humano, segundo a mitologia yorubá. Oxalá, em suas tentativas de criar o homem, usou de todos os recursos existentes na Natureza a época da criação. Usou do fogo, da água, do ar, do vinho de palma, do azeite (epo pupá) e não obteve êxito.
Quando Nanã se apresentou, da sua manifestação se obteve a lama e dessa matéria enfim Oxalá conseguiu moldar as criaturas e assim terminar a criação.Todos nós somos a força de Nanã e o sopro divino de Oxalá. Viemos da Terra, somos e seremos uma constante mistura de água, terra e sais, por isso da Terra viemos e para Terra retornaremos. Por isso Nanã representa o começo e o fim,a vida e a morte de todos nós. Por ser a mais velha dos orixás e carinhosamente ser conhecida como nossa vovó na Umbanda, encontramos algumas características na sua manifestação nos filhos de fé que vibram com ela curvados, com movimentos circulares de mãos, e ao contrário dos nossos
 pretos velhos sempre de forma muito intensa e agitada. Cobrimos os falangeiros de Nanã com alá na tentativa de concentrar toda a energia emanada na manifestação para que possa imantar o médium e a corrente.

Ao comemorarmos esse tão lindo Orixá, pedimos o amor maternal, a entrega e doação constantes da generosa mistura terra e água na confecção de tão importantes elementos como o barro que gera nossas louças e irriga as grandes plantações proporcionando a mesa farta de alimento. Nanã é uma mãe
 generosa e está sempre a amparar seus filhos e ao contrário do que se prega, sua referência é a da transformação, acompanhando a de seu filho Obaluayê, pois tudo começa e termina no ciclo de energia desses tão poderosos e respeitados orixás dentro de nossa religião.

Saudação: "Saluba"
Cores: Roxo ou Lilás na Umbanda
Sincretismo/Dia: Santa Ana – 26 de julho
Dia da Semana: seu dia da semana é o mesmo do que Obaluayê, ou seja, 2ª. feira, sendo que alguns consideram ser Sábado, junto com Iemanjá e Oxum, Orixás das águas.

Quando falamos de Nanã , nos remetemos a figura das grandes mães, da figura matriarca nos cultos afro brasileiros e como essas mulheres são importantes para a perpetuação de nossa raiz e da nossa crença. Por isso pedimos a benção de Nanã a todas as Yalorixás, Yabasés, Ekedjis e mulheres do axé, que nos acolhem em seu ventre espiritual, nos alimentando, nos ensinando , nos vestindo sob o manto branco de Oxalá para que possamos trilhar nos caminhos da caridade e do amor a espiritualidade.

Salubá Nanã. Salve Senhora Santa Ana!

Por Pai Alex d'Oxalá


Oração a Santa Ana, Mãe de Maria Santíssima

Oh, tu que não és bendita entre todas as mulheres,

Mas que geraste aquela que é;

Tu que és, plenamente, uma de nós, irmã de nossas misérias e partícipe de nossas humilhações,

Estéril, cujo nome nos chega, entre as brumas da lenda,

Tu que alcançaste aquela que alcançou graça diante de Deus,

Fonte da fonte e mãe da Mãe que nos foi dada,

Roga por nós e pelos pobres frutos de nossos ventres,

Doces e amargos frutos que, como tu, queremos dar a Deus.

Tu que guiaste a que foi guia do Caminho,

Indica-nos a via.

Tu que ensinaste a que foi mestra daquele que é a Verdade,

Ensina-nos a ensiná-los.

Tu que deste à luz a Mãe da Vida,

Mostra-nos como gerá-los para a vida eterna.

Amém.

 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Para transformar, moldar e rezar


Axéééé! Axé!  E muito AXÉ a todos, hoje e sempre!!!
Com essa reza em forma de canto e encanto não tenho muito mais o que escrever no post de hoje, posso apenas afirmar que tem intenção certa: VOCÊ!

Cordeiro de Nanã 
Mateus Aleluia e Thalma de Freitas cantam “Cordeiro de Nanã” – acompanhados do pai de Thalma, maestro Laércio de Freitas no piano, e Fabiana Aleluia, filha de Mateus, nos vocais.

Cordeiro de Nanã

Thalma de Freitas
Fui chamado de cordeiro mais não sou cordeiro não
Preferir ficar calado que falar e levar não
O meu silêncio é uma singela oração a minha santa de fé
Meu cantar vibram as forças que sustentam meu viver
Meu cantar é um apelo que eu faço a nanã ê
 
SOU DE NANÃ Ê UÁ Ê UÁ Ê
SOU DE NANÃ Ê UÁ Ê UÁ Ê
SOU DE NANÃ Ê UÁ Ê UÁ Ê 
 
O que peço no momento é silêncio e atenção
Quero contar sofrimento que passamos sem razão
O meu lamento se criou na escravidão que forçado passei
Eu chorei sofri as duras dores da humilhação
Mas ganhei pois eu trazia nanã ê no coração
 
SOU DE NANÃ Ê UÁ Ê UÁ Ê
SOU DE NANÃ Ê UÁ Ê UÁ Ê
SOU DE NANÃ Ê UÁ Ê UÁ Ê

Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

sexta-feira, 27 de julho de 2012

NANÃ, a velha feiticeira



Axééé!!! Dia 26 de julho é o dia que, devido ao sincretismo com Sant’Ana, comemoramos na Umbanda o Orixá Nanã Buruquê.
Sei que muitos terreiros pouco cultuam e que alguns pouco conhecem esse orixá, assim, espero que com este texto consigamos nos aproximar dessa que, com tamanha força e expressão, muito pode transformar nosso íntimo.
Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, é a mais antiga de todos os Orixás, a mais velha e a mais respeitada. Historiadores afirmam que  Nanã “surge” anterior à Idade do Ferro, provocando uma relação “conturbada” com Ogum.
É responsável pelo elemento barro, que deu forma ao primeiro homem e a todos os seres viventes da terra.
Dizem que quando Olorum, o ser Supremo, encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, Oxalá tentou vários caminhos.
Tentou fazer o Homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o Homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o Homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada.
Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde ela morava, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o Homem e o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a terra.
Com o barro, Nanã propicia o uso das cerâmicas, momento em que o homem começa a desenvolver a cultura.
Orixá que auxilia as passagens difíceis da vida, que pode trazer riquezas assim como a miséria, é a própria evolução do Ser, o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. Nanã tanto rege a vida como a morte, sequências da mesma realidade.
Pertencem a Nanã os búzios, que simbolizam morte por estarem vazios e fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos, entretanto, o que a melhor sintetiza é o “grão”, pois, além de Nanã possuir domínio sobre a agricultura e desenvolvimento do homem, todo “grão” tem que morrer para germinar. Nanã é que dá nascimento às sementes permitindo transmutação e transformação contínua para que nada se perca.
Nanã é considerada a Divindade da Lua Escura, essa Lua também é chamada de fase Balsâmica que tem como atributo a energia passiva, receptiva e libertadora propiciando o esquecimento do passado para se direcionar ao futuro. Assim, como Nanã Buruquê, libertar o passado para iniciar um novo ciclo, com consciência e clareza.
A mais controversa no panteão africano, Nanã ora é perigosa e vingativa, ora doce e acolhedora. Sua terra se transforma em lama e é da terra que nascemos, para terra que seremos levados ao morrer. É a Grande Mãe de onde tudo nasce e tudo retorna.
Dona da sabedoria e da justiça que vem da natureza, age com rigor em suas decisões, oferece segurança, mas não aceita traição, sua lei é implacável.
No início dos tempos os pântanos cobriam quase toda a terra. Faziam parte do reino de Nanã Buruquê e ela tomava conta de tudo como boa soberana que era. Quando todos os reinos foram divididos por Olorun e entregues aos orixás,uns passaram a adentrar nos domínios dos outros e muitas discórdias passaram a ocorrer. E foi dessa época que surgiu esta lenda: Ogum precisava chegar ao outro lado de um grande pântano, lá havia uma séria confusão ocorrendo e sua presença era solicitada com urgência. Resolveu então atravessar o lodaçal para não perder tempo. Ao começar a travessia que seria longa e penosa ouviu atrás de si uma voz autoritária: – Volte já para o seu caminho, rapaz! – Era Nanã com sua majestosa figura matriarcal que não admitia contrariedades – Para passar por aqui tem que pedir licença! – Como pedir licença? Sou um guerreiro, preciso chegar ao outro lado urgente. Há um povo inteiro que precisa de mim. – Não me interessa o que você é e sua urgência não me diz respeito. Ou pede licença ou não passa. Aprenda a ter consciência do que é respeito ao alheio. Ogum riu com escárnio: – O que uma velha pode fazer contra alguém jovem e forte como eu? Irei passar e nada me impedirá! Nanã imediatamente deu ordem para que a lama tragasse Ogum para impedir seu avanço.
O barro agitou-se e de repente começou a se transformar em grande redemoinho de água e lama. Ogum teve muita dificuldade para se livrar da força imensa que o sugava. Todos seus músculos retesavam-se com a violência do embate. Foram longos minutos de uma luta sufocante. Conseguiu sair, no entanto, não conseguiu avançar e sim voltar para a margem. De lá gritou: – Velha feiticeira, você é forte não nego, porém também tenho poderes. Encherei esse barro que chamas de reino com metais pontiagudos e nem você conseguirá atravessá-lo sem que suas carnes sejam totalmente dilaceradas. E assim fez. O enorme pântano transformou-se em uma floresta de facas e espadas que não permitiram a passagem de mais ninguém. Desse dia em diante Nanã aboliu de suas terras o uso de metais de qualquer espécie. Ficou furiosa por perder parte de seu domínio, mas intimamente orgulhava-se de seu trunfo: – Ogum não passou!
Ufa… Espero que toda essa vibração, energia e sabedoria cheguem ao íntimo de cada um e que aproveitem bem cada ciclo e oportunidade da vida lembrando que, incontestavelmente voltaremos para o mesmo lugar.
Assim, só peço a Nanã que nos permita “voltar” melhor.
Axééé a todos e aproveitem este lindo vídeo de Mariene de Castro para sentirem o “gosto” da terra, da água, da sabedoria, da velhice e da esperança.
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Hoje é Dia de Nanã - Dia de Santa Ana - Dia 26 de Julho





Falando um pouco de Santa Ana...

Mulher nazarena que apesar de não ser mencionada nos Evangelhos, pela tradição da Igreja Católica seria a mãe da Virgem Maria e, portanto, avó materna de Jesus Cristo. De acordo com a tradição, era filha de Natã, sacerdote belemita, e de Maria, e foi a mais jovem de três irmãs bíblicas. Suas outras irmãs mais velhas seriam Maria de Cleofas, mãe de Salomé, e Sobé, mãe de santa Isabel, que geraria são João Batista. Casou-se com são Joaquim e por muitos anos permaneceu estéril, só dando a luz a Maria em avançada. Teria morrido pouco depois de apresentar Maria no Templo, consagrando-a a Deus, quando a filha contava apenas três anos de idade. Seu culto difundiu-se no Oriente, e no século VI o imperador Justiniano mandou erguer-lhe um templo em Constantinopla. Nos séculos seguintes a veneração expandiu-se também pela Europa. Em uma bula (1584) o papa Gregório XIII instituiu que sua festa seria comemorada no dia 26 de julho, mês que passou a ser denominado mês de sant'Ana. Venerada como padroeira das mulheres casadas, especialmente das grávidas, cujos partos torna rápidos e bem-sucedidos, é também protetora das viúvas, dos navegantes e marceneiros.

Oração a Santa Ana

Senhora Santa Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo.
Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebestes São Joaquim por esposo.
Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo.
Formando Vós família tão santa, confiantes nós pedimos por esta nossa família.
Alcançai-nos a todos as graças de Deus: aos Pais deste lar, que vivam na Santidade do matrimônio e formem seus filhos segundo o Evangelho; aos Filhos desta casa, que cresçam em sabedoria, graça e santidade e encontrem a vocação a que Deus os chamou.
E a Todos nós, Pais e Filhos, alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar à casa do Pai, onde vos possamos encontrar, para juntos sermos eternamente felizes, no Cristo, pelo Espírito Santo.
Amém.



Mãe Nanã - Maturidade (Razão e Sabedoria)

Na Idade Madura, o ser, ao tornar-se mais racional, começa a ter uma "luz interior" alimentada por sólidos princípios que o guiam. Essa "luz interior" é que, logo após o desencarne, irá distinguir um ser livre de outro preso aos instintos e impulsos. A divindade que acompanha nosso fim na carne, assim como nossa entrada, em espírito, no mundo astral, é Mãe Nanã. Nessa porta de passagem, ela atua sobre o nosso carma, conduzindo esta transição com calma e serenidade. Mãe Nanã Buruquê é a maleabilidade e a decantação, é a calma absoluta, que se movimenta lenta e cadenciadamente. Essa calma absorvente de Mãe Nanã, exige silêncio; descarrega e magnetiza o campo vibratório das pessoas, que se modificam, passando a agir com mais ponderação, equilíbrio e maturidade. Mas, maturidade não é sinônimo de idade e idade não é sinônimo de sapiência nem de maturidade. Maturidade é sabedoria, é o desenvolvimento e o compartilhamento de virtudes, é o uso da razão, com simplicidade, harmonia, equilíbrio, amor e fé. O ser mais racional, guiado por princípios virtuosos, tem uma luz que se reflete em sua aura, dando-lhe um aspecto luminoso, sóbrio e estável, pois resiste aos contratempos que porventura surjam em sua vida. Essa luz se expande a partir de seu íntimo e fortalece sua aura. O ser racional, em sua velhice, é o pai e a mãe preocupado(a) com o bem estar de seus filhos e netos, que sabe se mostrar agradável aos jovens, por ser extrovertido, sem se tornar frívolo.... Os seres maduros têm sua religiosidade fundamentada em princípios abrangentes e consegue sublimar-se muito rapidamente após o desencarne. Desliga-se do plano material e busca seus afins nas esferas de luz. Já nos seres presos aos impulsos, sem maturidade, sua luz é exterior e varia conforme seu estado de espírito. O ser imaturo, quando atinge a velhice, começa a sofrer muito, por não possuir energias humanas para alimentar seu corpo emocional e acaba tornando-se apático, desinteressado, implicante etc. Sua luz vai se exaurindo com o advento da velhice, num processo oposto ao dos seres maduros. A luz de um ser é a sublimação de seu espírito humano, que irá se conduzir segundo os princípios divinos que regem toda a criação...

A Orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres, que, se emocionados, sofrem sua atuação, aquietando-se e chegando até a ter suas evoluções paralisadas. Ela age decantando-os de seus vícios e desequilíbrios mentais e preparando-os para uma nova vida, mais equilibrada. De todos os Orixás, Nanã é quem tem um dos mistérios mais fechados, pois seu lado negativo é habitado por entidades com um poder enorme e como Orixá, é fechada às pesquisas de sua força ativa. Ela desfaz os excessos e decanta, ou enterra os vícios. Ela é a maleabilidade e a decantação, pois é uma Orixá água-terra. É cósmica, dual e atua  por atração magnética sobre os seres cuja evolução está paralisada e o emocional desequilibrado. Ela desparalisa o ser, decanta-o de todo negativismo, afixa-o no seu barro, deixando-o pronto para a atuação de Obaluayiê, que o colocará numa nova senda evolutiva. Ela é a divindade ou o mistério de Deus que atua sobre todos os espíritos que vão reencarnar, pois decanta todos os seus sentimentos, mágoas e conceitos e os adormece, para que Obaluayiê reduza-os ao tamanho de feto no útero da mãe que os reconduzirá à luz da carne. Mãe Nanã envolve o espírito que irá reencarnar, em uma irradiação que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. Por isso, ela é associada à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas da sua vida carnal. Ela atua na memória dos seres, adormece os conhecimentos do espírito, para que eles não interfiram com o destino traçado para a encarnação. Como Orixá, sua manifestação é através de movimentos lentos e cadenciados, porque traz em si uma energia e magnetismo muito forte. Nanã é uma guardiã que tem seu ponto de força natural, nos lagos, mangues, rios caudalosos e nos deltas e estuários dos rios. Seu campo de ação está localizado nos lagos; tudo ali traz uma calma, uma tranqüilidade que não é encontrada nos outros pontos de força da natureza. No lado místico, Nanã é a divindade que acompanha nosso fim na carne, assim como nossa entrada, em espírito, no mundo astral. Nessa porta de passagem, Nanã, atua sobre nosso carma, conduzindo esta situação com calma, para que o espírito não tome conhecimento da sua transição de um plano vibratório a outro. Nanã é também guardiã do ponto de força da natureza que absorve as irradiações negativas que se acumulam no espaço, criadas pelas mentes humanas nos momentos de angústia, dor ou ódio. Nanã Buruquê é dual porque manifesta duas qualidades ao mesmo tempo. Uma vai dando maleabilidade, desfazendo o que está paralisado ou retificado, a outra vai decantando tudo e todos os seus vícios, desequilíbrios e negativismos. Ela desfaz os excessos e decanta ou enterra os vícios. Nanã Buruquê forma com Obaluayiê um par natural; são os Orixás  responsáveis pela evolução dos seres. Se Obaluayiê é estabilidade e evolução, Nanã é a maleabilidade e a decantação que polarizada com ele e, ambos, dão origem à irradiação da Evolução. Ela atua também na linha da vida, que no início tem Oxum, estimulando a sexualidade feminina, no meio tem Iemanjá, estimulando a maternidade e no fim tem Nanã, paralisando a sexualidade e a geração de filhos, quando se instala a menopausa. Nanã, é um dos Orixás mais respeitados no ritual de Umbanda, por se mostrar como uma vovó amorosa, sempre paciente com nossas imperfeições como espíritos encarnados tentando trilhar a senda da luz. Os santuários naturais, pontos de força regidos por  nossa mãe Nanã Buruquê (os lagos), têm seu próprio campo magnético absorvente poderosíssimo, que varia de sete a setenta e sete metros, a partir das margens. Ali reina a calma absoluta, característica que é própria de Nanã, que se movimenta lenta e cadenciadamente, porque traz em si uma energia e um magnetismo muito fortes.

Nanã Buruquê é a maleabilidade e a decantação e atua por atração magnética sobre os seres com evolução paralisada e emocional desequilibrado. Essa calma absorvente exige silêncio e descarrega e magnetiza o campo vibratório das pessoas,  que se modificam, passando a  agir com mais ponderação e equilíbrio. Ela desfaz os excessos, decanta o negativismo e os vícios e os afixa no seu barro. Nanã, quando vibra à esquerda, no seu lado negativo, é a guardiã do ponto de força das águas estagnadas. A ação negativa das águas paradas pode tirar o equilíbrio de uma pessoa, de uma só vez, provocando desequilíbrio e doenças espirituais, ao atuarem através dos líquidos do corpo humano. O seu ponto de força, quando orientado para nos auxiliar, é absorvente, mas, quando voltado contra nós, é destrutivo, desarmonizador e desequilibrador. Nanã é também a guardiã dos deltas e estuários, locais em que os rios são absorvidos pelo mar. Ela é a Guardiã do ponto de força da Natureza que absorve as irradiações negativas, tanto as que são trazidas pelas correntes magnéticas ao redor da litosfera, quanto as forças negativas criadas pelas mentes humanas. Esses pontos são como pára-raios, que descarregam todas as irradiações captadas.

Fonte: Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.


Oração a Nanã

À minha mãe Nanã,
eu peço a benção e proteção
para todos os passos de minha vida.

À minha mãe Nanã,
eu peço que abençoe o meu coração,
minha cabeça, meu espírito e corpo.
Que aos poderes dados
somente à Senhora das Senhoras,
sejam caridosos e benevolentes,
e me escondam de meus inimigos
ocultos e poderosos.

Minha querida Mãe e Senhora,
tenha piedade de meu coração.
para merecer a sua proteção e caridade.
À minha mãe Nanã,
eu lhe devoto minha fé e minhas palavras.

Assim Seja! Saluba Nanã!!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Orixá Nanã



 
Nanã
A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada .

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais.

Nanã forma com Obaluaiyê a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar. Saibam que os orixás Obá e Omulu são regidos por magnetismos "terra pura", enquanto Nanã e Obaluaiyê são regidos por magnetismos mistos "terra-água". Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna "úmida".

Já Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.

Estes dois orixás são únicos, pois atuam em pólos opostos de uma mesma linha de forças e, com processos inversos, regem a evolução dos seres. Enquanto Nanã decanta e adormece o espírito que irá reencarnar, Obaluaiyê o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético, já adormecido, até o tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado .

Este mistério divino que reduz o espírito ao tamanho do corpo carnal, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação do óvulo pelo sêmen, é regido por nosso amado pai Obaluaiyê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.

Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Nas "linhas da vida", encontramos os orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres. Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos se mostra, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal aspecto em uma linha da vida. Saibam que Nanã em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze orixás, mas sem nunca perder suas qualidades "água-terra".

Já em seus aspectos negativos, bem, como a Umbanda não lida com eles, que os comente quem lidar, certo?
OFERENDA

Velas brancas, roxas e rosa; champagne rosé, calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.


TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO "O CÓDIGO DE UMBANDA" DE RUBENS SARACENI 




1


Atraca, atraca 
Que aí vem na onda, é Nanã 
É Nanã, é Oxum,
É quem vem saravar, ei ah
É Nanã, é Oxum,
É a sereia do mar, ei ah


 2.


São flores, Nanã, são flores
São flores, Nanã Burukê
São flores, Nanã, são flores,
Do seu filho Abaluaê
Nas horas de agonia
É ele quem vem nos valer
É ele, Nanã, é meu Pai, 
É seu filho Abaluaê


 3.


O mar roncava, entre as pedras se batia
Ao gemido da mãe d'água,
A sereia respondia
São flores, são flores...
São flores, Nanã Buruquê
São flores, são flores


 4.


Minha mãe é Nanã
É o Orixá mais velho do céu
Nanã, oh Nanã Buruquê
Firma seu filhos, agora eu quero ver
Senhora Santana
Dai-nos vossa proteção
Valei-nos avó de Aruanda
Valei-nos com sua benção
Com seu manto consagrado
Com sua estrela bendita
Valei-nos senhora Nanã
Livrai-nos das horas aflitas

 5.


Saravá Nanã, oi Nanã Buruquê 
A sua saia é roxa
O seu telhado é de sapê.


 6.


Nanã, oh minha mãe Nanã 
Protege os seus filhos
Segure o meu Congá
Eu sou de Jurema
E eu quero trabalhar


 7.


Nanã vem das neves,
Ela vem das ondas do mar 
Saravá Oxumaré
Saravá a sereia do mar
Saravá Nanã Buruquê
Saluba


 8.


Atraca, atraca, que eu vi Nanã
Bangu, Bangulê
Atraca, atraca, que eu vi Nanã auê
Atraca, atraca, que eu vi Nanã
Que eu vi Nanã Buruquê
Pergunte à sua canhanha
Se eu vi Nanã, se eu vi Nanã Buruquê


 9.


Senhora Santana, mãe de misericórdia
Eu vou pedir a ela
Pra ela pedir a Deus
Oh, minha mãe, rogai por mim


 10.


Nanã é mãe dos Orixás
Está na terra e na cachoeira e está no mar
Eu vou pedir à boa Nanã
Que abençoe seus filhos e seu Ogã


 11.


Oh Nanã, cadê Oxum
Oxum tá nas ondas do mar
Ela é dona do reinar
Salve Oxum


 12.

Oi nas ondas do mar eu vi Nanã 
Oi Nanã Buruquê 
Oi nas ondas do mar

 13.


Oh Yemanjá, oh Yemanjá
Que linda sereia nadando
Areia nas águas do mar
Vai dizer pra Santana
Que toda semana eu rezo pra ela
Em seu louvor
É Nanã Buruquê

 14.


Nas cachoeiras de Nanã Buruquê
Só se lava a cabeça do filho de Umbanda
Quando é pra valer
Mas se você não é, então não vai lá
Porque Nanã Buruquê, meu filho
Pode não gostar


 15.


Maleime Velha Nanã
Maleime Deus é quem dá
Maleime Meu Pai Oxossi
Maleime
Maleime Deus é quem dá
Maleime Velha Nanã
Maleime Deus é quem dá
Maleime Meu Pai Xangô
Maleime
Maleime Deus é quem dá
Maleime Velha Nanã
Maleime Deus é quem dá
Maleime Meu Pai Ogum




postado:grupo boiadeiro rei

domingo, 24 de julho de 2011

Santa Ana Sincretismo Nanã 3ª Legião de Yemanjá

Santa Ana

Sincretismo Nanã

3ª Legião de Yemanjá

 
Viveram no primeiro século e sua festa é celebrada no leste no dia 9 de setembro. A tradição dá o nome de Joaquim e Ana (significa graciosa em hebreu) aos pais da Virgem Maria (Luc 3:23).
São João Damasceno exorta Joaquim e Ana como modelos de pais e esposos cujo principal dever era educar seus filhos. São Paulo diz que a educação dos filhos pelos pais é sagrada.
A tradição diz que Joaquim nasceu em Nazaré, e casou-se com Anna quando ele era jovem. Ele era um rico fazendeiro e possuía um grande rebanho. Como não tivessem filhos durante muitos anos Joaquim era publicamente debochado, (não ter filhos era considerado na época uma punição de Deus pela sua inutilidade). Um dia o padre do templo recusou a oferta de Joaquim de um cordeiro e Joaquim foi para o deserto e jejuou e rezou por 40 dias. O Pai de Ana teria sido um judeu nômade chamado Akar que trouxe sua mulher para Nazaré com sua filha Anna. Após o casamento de sua filha com Joaquim também ficou triste de não terem sido agraciados com netos. Ana chorava e orava a Deus para atendê-la. Um dia ela estava orando e um anjo disse a ela que Deus atenderia as suas preces. Ela estava sob uma árvore pensando que Joaquim a havia abandonado (ele estava no deserto). O anjo disse ainda que o filho que teriam seria honrado e louvado por todo o mundo. Anna teria respondido; "Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida."
O anjo disse a ela para ir correndo encontrar com o seu marido o qual, em obediência a outro anjo, retornava com o seu rebanho. Eles se encontraram em um local que a tradição chama de Portão de Ouro. Santa Anna deu a luz a Maria quando ela tinha 40 anos. É dito que Anna cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus, no templo, quando ela tinha 3 anos. De acordo com a tradição ela e Joaquim viveram para ver o nascimento de Jesus e Joaquim morreu logo após ver o seu Divino neto presente no templo de Jerusalém.
O Imperador Justiniano construiu em Constantinopla, uma igreja em honra de Santa Anna lá pelo ano de 550. Seu corpo foi trasladado da Palestina para Constantinopla em 710 e algumas porções de suas relíquias estão dispersas no Oeste. Algumas em Duren (Rheinland-Alemanha), em Apt-en-Provence, (França) e Canterbury (Inglaterra).
O culto litúrgico de Santa Ana apareceu no sexto século no leste e no oitavo século no Ocidente. No século décimo a festa da concepção de Santa Anna era celebrada em Nápoles e se espalhou para Canterbury lá pelos anos de 1100 DC e daí por diante até século 14, quando o seu culto diminui pelo crescente interesse pela sua filha, a Virgem Maria.
O culto a Santa Ana chegou a ser até atacada por Martinho Lutero, especialmente as imagens com Jesus e Maria, um objeto favorito dos pintores da Renascença. Em resposta, a Santa Sé estendeu a sua festa para toda a Igreja em 1582.
São Joaquim tem sido honrado no Leste desde o início e no Ocidente desde o 16° século e imagens do culto a São Joaquim começaram no ocidente nas Comunas e nos Arcos em Veneza que datam do século 6°.
A Imaculada Concepção de Maria é comemorada no dia 8 de dezembro e o nascimento da Virgem Maria, nove meses depois, ou seja, no dia 8 de Setembro.
A festa de São Joaquim era celebrada, no Ocidente no dia 16 de agosto.
Agora, ambos são comemorados no dia de Santa Ana ou seja no dia 26 de julho.

Cabocla Nanã
Saudação - NANÃ SALUBA, SALUBA-NANÃ.
Sincretismo - SANT ANA
Comemoração – 26 de julho
Parte do corpo - protege a barriga, útero (parte genital feminina).
Banho - Cipreste (folhas), manacá, quaresmeira.
Esta legião de caboclas trabalha na beira das fontes, na terra úmida, compara a lama que modela que se transforma. Manipula as energias que protegem os lares, trazendo-lhes paz e
compreensão. São também conhecidas por BURUQUÊ, e suas poderosas forças desfazem malefícios, levando a paz e saúde aos lares onde existe tumulto ou doença. São protetoras das esposas, mães e professoras. Vibram nas cores azul claro e lilás, aceitando em suas obrigações pano azul com bordas brancas ou lilás, vela azul ou lilás, rosas brancas, violetas, lírios, fita lilás, seiva de alfazema ou seiva de jasmim.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Nanã

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A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada .

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais.

Nanã forma com Obaluaiyê a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar. Saibam que os orixás Obá e Omulu são regidos por magnetismos "terra pura", enquanto Nanã e Obaluaiyê são regidos por magnetismos mistos "terra-água". Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna "úmida".

Já Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.

Estes dois orixás são únicos, pois atuam em pólos opostos de uma mesma linha de forças e, com processos inversos, regem a evolução dos seres. Enquanto Nanã decanta e adormece o espírito que irá reencarnar, Obaluaiyê o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético, já adormecido, até o tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado .

Este mistério divino que reduz o espírito ao tamanho do corpo carnal, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação do óvulo pelo sêmen, é regido por nosso amado pai Obaluaiyê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.

Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Nas "linhas da vida", encontramos os orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres. Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos se mostra, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal aspecto em uma linha da vida. Saibam que Nanã em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze orixás, mas sem nunca perder suas qualidades "água-terra".

Já em seus aspectos negativos, bem, como a Umbanda não lida com eles, que os comente quem lidar, certo?
OFERENDA

Velas brancas, roxas e rosa; champagne rosé, calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.


TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO "O CÓDIGO DE UMBANDA" DE RUBENS SARACENI

terça-feira, 22 de março de 2011

Qualidades do Orixá Nanã no Candomble

Nanã Abenegi: Dessa Nanã nasceu o Ibá Odu, que é a cabaça que traz Oxumarê, Oxossi Olodé, Oya e Yemanjá.
Nanã Adjaoci ou Ajàosi: É a guerreira e agressiva que veio de Ifé, as vezes confundida com Obá. Mora nas águas doces e veste-se de azul.

Nanã Ajapá:
 É a guardiã que mata, vive no fundo dos pântanos, é um Orixá bastante temido, ligado a lama, a morte, e a terra. Veio de Ajapá. Está ligada aos mistérios da morte e do renascimento. Destaca-se como enfermeira; cuida dos velhos e dos doentes, toma conta dos moribundos. Nela predomina a razão.

Nanã Asainan:
 Provisoriamente sem dados inerentes a este caminho do Orixá Nanã.
Nanã Buruku: Também é chamada Olú waiye (senhora da terra), ou Oló wo (senhora do dinheiro) ou ainda Olusegbe. Este Orixá veio de Abomey; ligado à água doce dos pântanos, usa um ibirí azul.
Nanã Iyabahin: Provisoriamente sem dados inerentes a este caminho do Orixá Nanã.
Nanã Obaia ou Obáíyá: É ligada a água e a lama. Mora nos pântanos; usa contas cristal vestes lilás e veio do país Baribae.
Nanã Omilaré: É a mais velha, acredita-se ser a verdadeira esposa de Oxalá. Associada aos pântanos profundos e ao fogo. É a dona do universo, a verdadeira mãe de Omolu Intoto. Veste musgo e cristal.
Nanã Savè: Veste-se de azul e branco, e usa uma coroa de búzios.
Nanã Ybain: É a mais temida. Orixá da varíola. Usa cor vermelha, é a principal, come directo na lagoa, dando origem a outros caminhos. Para chamá-la, a ekeji tem que ir batendo com seus otás para fazê-la pegar suas filhas.
Nanã Oporá: Veio de Ketu, coberta de òsun vermelho. É a mãe de Obaluaiyê, ligada a terra, temida, agressiva e irascível.


Postado no Grupo de Estudos Boiadeiro Rei

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Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.