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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Salve os novos devotos, zeladores, guardiões e guerreiros



Axééé a todos!!! Depois de uma semana corrida e cheia de boas emoções, quero parabenizar, agradecer e aplaudir todos aqueles que já se batizaram na Umbanda, que se converteram ou ainda, se confirmaram diante dos Orixás pelas Forças dos Caboclos, Pretos-Velhos, Baianos, Boiadeiros, Exus e todo o Povo da Umbanda.
Sim, na Umbanda existe o Ritual do Batismo, de Conversão e de Confirmação religiosa.
Rituais que devem ser bem preparados, conduzidos e entendidos. Ritos que devem ser fundamentados e sacralizados. Momentos únicos que devem preencher o espirito de amor e suprir a alma de encanto e magia como É a nossa Umbanda e como o Astral Superior MERECE. E por fim, um AXÉ peculiar que só atinge e envolve pessoas do bem, pessoas dispostas e abertas a darem e a receberem tamanha energia, força e Luz como é nato da Umbanda.
Pessoas que conseguem enxergar Além, que confiam, que caminham, que rezam, choram e sentem.
Sentem o coração bater forte, a terra sob os pés e entre as mãos, as pipocas em forma de flores percorrendo e perfumando o corpo, e uma Luz quente, apaziguadora e direcionadora que sempre surge entre a escuridão da visão na matéria.
Pessoas que veem a mata romper, as flechas correrem, os atabaques rufarem, o vento zunir, a alfazema comover e o relampejar de Oxóssi mesmo que na escuridão dos olhos.
Pessoas que acordam cedo, suam, fazem, trabalham, carregam, superam, suspiram e ainda gritam, acreditam, cantam e dançam: “Não mexe comigo que eu não ando só!”
Ahhh… Não tenho como não aplaudir… E os Caboclos, acredito eu, não têm como não agradecerem. Afinal, a cada lágrima de emoção que cai na certeza da fé rega o capim que alimenta a vida, refaz as nascentes da alma e faz a Aruanda mais linda e límpida.
Aruanda que agora recebe novos devotos, zeladores, guardiões e guerreiros. Que recebe VOCÊ quando diz: “Sim! Eu aceito, eu quero, eu afirmo, confirmo e reafirmo: a Umbanda é minha religião! Aquela que me sustenta, que me direciona, protege e ilumina. Que me dá respostas e ainda me faz enxergar melhor o sentido da vida e do espírito. Sim, eu SOU UMBANDA!!!”.
E quais são os fundamentos desses rituais?
Entre alguns elementos sagrados como pemba, vela, água de cachoeira, fé e compromisso, para mim ainda são os olhos se abrindo, o sorriso aflorando, o corpo arrepiando, as águas de Oxum propiciando renascimento a cada “sim” e Oxóssi, o Rei das Matas, dando boas vindas e parabenizando cada bom espirito que se permite Ser Umbanda.
Mesmo porque, depois desses sacramentos nos tornamos Filhos de Pemba, Filhos de Orixá ou ainda, Filhos da Umbanda. Agora, como sugere Bethania: “Não andamos no breu, nem andamos na treva; por onde vamos o Santo nos leva”.
Axéééé a todos e que a Umbanda, Caboclos, Oxóssis, Pretos-Velhos, Exus e toda a Aruanda tenham muito orgulho de nós, seus devotos, zeladores, guardiões e guerreiros.

Carta de Amor

Textos de Maria Bethânia
(Paulo César Pinheiro) 
——
Não mexe comigo
que eu não ando só
eu não ando só
que eu não ando só
Não mexe não
Não mexe comigo
que eu não ando só
eu não ando só
que eu não ando só
 Tenho zumbi, besouro, chefe dos tupis. Sou tupinambá. Tenho os erês, caboclo boiadeiro, mãos de cura, morubixabas, cocares, arco-íris, zarabatanas, curare, flechas e altares. A velocidade da luz no escuro da mata escura, o breu, silêncio, a espera… Eu tenho Jesus, Maria e José, Todos os pajés na minha companhia. O menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos o poeta me contou.
 Não misturo, não me dobro. A rainha do mar anda de mãos dadas comigo. Ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim. É do ouro de Oxum que é feita a armadura que guarda meu corpo, garante meu sangue e minha garganta. O veneno do mal não acha passagem. No meu coração Maria acende sua luz e me aponta o caminho.
 Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã. Giro o mundo, viro, reviro. To no recôncavo  quem fez. Voo entre as estrelas, brinco de ser uma. Traço o Cruzeiro do Sul com a tocha da fogueira de João menino. Rezo com as 3 Marias. Vou além. Me recolho no esplendor das nebulosas, descanso nos vales, montanhas. Durmo na forja de Ogum. Mergulho no calor da lava dos vulcões, corpo vivo de Xangô.
Não ando no breu…
Nem ando na treva…
É por onde eu vou
que o santo me leva
Não ando no breu…
Nem ando na treva…
É por onde eu vou
que o santo me leva 
Medo não me alcança, no deserto me acho. Faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo. Meus pés recebem bálsamos: Unguentos suave das mãos de Maria, irmã de Marta e Lázaro, No oásis de Bethânia. Pensou que ando só? Atente ao tempo. Não começa nem termina, é nunca é sempre. É tempo de reparar na balança de nobre cobre que o rei equilibra. Fulmina-me justo. Deixa nua a justiça 
Eu não provo do teu fel
Eu não piso no teu chão
E pra onde você for
Não leva meu nome não
E pra onde você for
Não leva meu nome não
Eu não provo do teu fel
Eu não piso no teu chão
Pra onde você for
Não leva meu nome não
Não leva meu nome não 
Onde vai valente? Você secou. Seus olhos insones secaram. Não veem brotar a relva que cresce livre e verde, longe da tua cegueira. Seus ouvidos se fecharam a qualquer música, a qualquer som. Nem o bem nem o mal pensam em ti. Ninguém te escolhe. Você pisa na terra mas não a sente, apenas pisa. Apenas vaga sobre o planeta. E já nem ouve as teclas do teu piano. Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona. Não tem alma. Você é o oco do oco do oco do sem-fim do mundo. 
O que é teu já tá guardado
Não sou eu que vou lhe dar,
não sou eu que vou lhe dar,
não sou eu que vou lhe dar.
O que é teu já tá guardado
Não sou eu que vou lhe dar,
não sou eu que vou lhe dar,
não sou eu… 
Eu posso engolir você, só pra cuspir depois. Minha fome é matéria que você não alcança. Desde o leite do peito de minha mãe até o sem-fim dos versos, versos, versos, que brotam no poeta em toda poesia sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi. Se choro, quando choro, minha lágrima cai é pra regar o capim que alimenta a vida. Chorando eu refaço as nascentes que você secou. Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio. 
Vivo de cara pro vento, na chuva. E quero me molhar. O terço de Fátima e o cordão de Ghandi cruzam meu peito: sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta. 
 
Não mexe comigo
que eu não ando só
eu não ando só
que eu não ando só
Não mexe não
Não mexe comigo
que eu não ando só
eu não ando só
 eu não ando só
Não mexe comigo…

Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Forças ativas e passivas



Hoje iremos abordar mais um assunto sobre a doutrina dos sete reinos sagrados.
Iremos tratar sobre a polaridade existente entre as sete forças primordias e que podem ser classificadas como forças ativas e forças passivas.
Estaremos apresentando de forma bem simples e através de gráficos este principio e em outra oportunidade nos aprofundaremos neste assunto.
O leitor já sabe que seguimos no Núcleo Mata Verde uma doutrina chamada de Umbanda os Sete Reinos Sagrados, onde unimos a razão e a simplicidade.
Entendemos os Orixás como os primeiros seres espirituais criados por Deus e que estes orixás são co-criadores do universo.
Receberam os Orixás a responsabilidade de organizarem, ordenarem, manterem entre outras funções, todas as estruturas existem no universo.
Para facilitar nosso entendimento estudamos o planeta Terra, que é nossa morada e observamos como se fez sua formação e evolução, este processo já é bem conhecido pela ciência tradicional.
Didaticamente dividimos este processo evolutivo do planeta em fases, que receberam o nome de Reinos Sagrados, pois em cada etapa da evolução planetária houve a intervenção dos orixás.

Os sete reinos são os seguintes:
1)Reino do Fogo
2)Reino da Terra
3)Reino do Ar
4)Reino da Água
5)Reino das Matas
6)Reinos da Humanidade
7)Reino das Almas
Em cada etapa deste processo evolutivo, forças se manifestaram em nosso planeta e ainda continuam a se manifestar.
Estas forças são de diversas origens, entre elas as vibrações espirituais dosOrixás Primordiais.
Para evitar confusões com outras doutrinas ou conceitos metafísicos existentes, estas sete forças foram batizadas com nomes em Tupi.
Cada reino tem portanto uma força primordial identificada abaixo:
1)Reino do Fogo => Tatá Pyatã => Força Ígnea
2)Reino da Terra => Yby Pyatã => Força Telúrica
3)Reino do Ar => Ybytu Pyatã => Força Eólica
4)Reino da Água => Y Pyatã => Força Hídrica
5)Reino das Matas => Caá Pyatã => Força Vegetal e força Animal
6)Reino da Humanidade => Abá Pyatã => Força Hominal
7)Reino das Almas => Angá Pyatã => Força Espiritual
Já tratamos em outros textos, que cada reino possui seu Orixá regente, sua cor, e suas qualidades.
Também já tivemos oportunidade de escrever sobre a primeira codificação das Sete Linhas da Umbanda feita por Leal de Souza em 1933 no livro “O Espiritismo, A Magia e as Sete Linhas de Umbanda “, o primeiro livro a falar sobre a umbanda.
Estas sete linhas foram ratificadas no primeiro congresso de umbanda de 1941 e que são exatamente os Sete Reinos Sagrados com suas hierarquias espirituais.
Em nosso site existe bastante material de estudo e documentos contemporâneos, para servirem de elementos comprobatórios do que escrevemos aqui neste texto.
Portanto quando falamos em SETE REINOS SAGRADOS estamos também falando nas SETE LINHAS DA UMBANDA.
Hoje iremos estudar sobre as forças passivas e ativas existentes nos sete reinos sagrados.
Faremos este estudo utilizando algumas imagens e gráficos.
No principio existia somente o Orun, o mundo espiritual, o extra-físico que dentro da doutrina dos sete reinos sagrados é representado pelo REINO DAS ALMAS.
Iniciaremos este estudo, portanto, com o Reino das Almas, que será representado pelo circulo preto, que é a cor deste reino.
Reino das Almas
Reino das Almas

Em determinado momento, houve o Fiat Lux que significa “Faça-se a Luz” ou “Haja Luz”.
É neste momento que surge o universo material que conhecemos.
É a grande explosão inicial, o “Big Bang”.
Na doutrina dos Sete Reinos este momento da criação é representado pelo primeiro reino, o Reino do Fogo; também é neste instante da criação, na passagem do Orun para o Ayiê, que entendemos a manifestação do principio Exu e que será estudado em outro texto.
Segue abaixo a representação gráfica deste momento:
Reino do Fogo - o instante da criação
Reino do Fogo – o instante da criação

A vontade Divina se manifesta através da força dos Orixás e cada um em seu respectivo reino se faz presente na natureza.
Iremos continuar adicionando os demais reinos em nosso gráfico, sempre encontrando um ponto de equilíbrio, cada reino representado pelo círculo deverá se encostar nos demais reinos, na ordem de manifestação conhecida e buscando uma situação de equilíbrio.
O reino da Terra foi o seguinte.
Reino da Terra
Reino da Terra
Na sequência iremos incluir no gráfico o reino do AR.
Reino do Ar
Reino do Ar
Continuando com o Reino da Água
Reino da Água
Reino da Água
Agora é a vez do Reino das Matas:
Reino das Matas
Reino das Matas
E finalmente o Reino da Humanidade, o último dos reinos materiais. O Ser humano como o ápice da evolução planetária.
Reino da Humanidade
Reino da Humanidade
Como a cor do Reino da Humanidade é o branco, fizemos a representação do reino com um circulo branco com o contorno preto.
Chegamos finalmente aos SETE REINOS SAGRADOS.
Chamamos a atenção para o equilíbrio resultante deste arranjo, onde os sete reinos se equilibram.
Este gráfico dos Sete Reinos é muito importante, pois ele representa o universo, mas também representa o Homem, um animal, uma planta, um objeto etc...
Aprendemos na doutrina dos sete reinos sagrados que todas as sete forças primordiais estão presentes em todos os lugares do universo, mas em intensidades diferentes.
Continuando com nossos estudos vamos agora identificar as forças passivas e as forças ativas.
Para isso vamos acrescentar alguma coisa a mais no gráfico dos Sete Reinos.

Gráfico dos Sete Reinos Sagrados
Gráfico dos Sete Reinos Sagrados
Desenhamos uma triângulo  para cima ligando os reinos do fogo, do Ar e das Matas e outro Triângulo para baixo ligando os reinos da Água, Terra e Humanidade e obtemos o hexagrama, um signo muito antigo e bastante conhecido por todos os iniciados nas ciências ocultas, o hexagrama é também conhecido como Estrela de David.(embora existam diferenças)
Não se sabe ao certo quando este símbolo começou a ser usado pela humanidade e existem muitas interpretações para seu significado.
No caso da doutrina dos Sete Reinos Sagrados, chamamos a atenção para o fato da Estrela de David ser formada pelo equilíbrio das sete forças primordiais.
No centro a força espiritual, representada pelo Reino das Almas e chamada de Angá Pyatã e suas seis pontas nos demais seis reinos materiais.
É necessário registrar que não desenhamos a estrela de David, para depois colocar em suas pontas e no centro os reinos, como alguns fazem com as sete linhas da Umbanda.
Em nosso caso são os sete reinos sagrados que geraram a estrela de David, que pode ser interpretada em alguns estudos como o símbolo do equilíbrio das forças Yin e Yang, forças passivas e ativas.
O triângulo para cima liga as forças primordiais ativas FOGO, AR E MATAS.
O Triângulo para baixo liga as forças primordiais passivas ÁGUA, TERRA E HUMANIDADE.
Ainda estudando o Gráfico dos Sete Reinos Sagrados é facil identificar a polaridade existente entre os sete reinos:
FOGO (+) <=> ÁGUA (-)
TERRA (-) <=> MATAS (+)
AR (+) <=> HUMANIDADE (-)
Chegamos ao fim deste pequeno ensaio sobre os reinos passivos e ativos e a polaridade existente entre os sete reinos.
Em relação ao reino das Almas, por ser o único reino espiritual não é nem ativo e nem passivo e não possui polaridade, é considerado neutro.
Quem já estudou a doutrina dos Sete Reinos Sagrados sabe que a polaridade é uma característica da matéria e portanto dos seis reinos materiais.
O sétimo reino sempre assume a polaridade do reino que se relaciona com ele.
Este estudo do Gráfico dos Sete Reinos é muito utilizado no Arapé, no TVAD – Tratamento Vibracional a Distância e também na preparação dos banhos no tratamento fitoenergético.
O gráfico pode ser utilizado também na classificação das ervas passivas, ou ervas ativas etc...
Existe uma infinidade de assuntos que devem ser estudados a partir do conhecimento da doutrina dos Sete Reinos Sagrados, ou se preferirem das Sete Linhas da Umbanda.
Saravá!
São Vicente, 21/08/2012
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.