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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O futuro de nossa religião e nação



Axééé… No último post “Será exagero?”, entre tantas coisas, falei da importância da educação para eliminarmos qualquer tipo de preconceito e racismo, mas acima de tudo, para melhorar o futuro. O futuro que, conforme afirmei, “está nas mãos das crianças de hoje, as quais, estão à mercê da nossa capacidade de educar”.
Pois bem, contrapondo a tristeza que muito de nós sentimos ao assistir o vídeo“Racismo desde criança. Comparando as bonecas” postado junto com o texto e reafirmando a importância que nós, adultos, temos na criação e educação das crianças, compartilho o vídeo chamado “brincando com os Deuses” na esperança que novamente emocione e que marque nosso íntimo.
Minha esperança ainda se expande para que nossos terreiros estejam sempre cheios de crianças. Para que os pais – umbandistas, candomblecistas e até mesmo os consulentes, que tanto se beneficiam dos Orixás – ensinem para seus filhos o Poder Realizador e a Beleza dessas Divindades, assim como as transformações que nos propiciam.
Assim quem sabe, a pureza e todo o encanto Sagrado se manterão eternizados dentro de nossos cultos, ritos, religiões e corações.
Não deixem de assistir… Não deixem as crianças fora do Sagrado… Não deixem de ensinar a fé, o respeito e a importância da natureza e da Ancestralidade para nossas crianças, futuro de nossa religião e nação.
Comunidade Ilé Aganã Axé LAburé
Produção e direção Guta Galli
Foto de Daiane Souza “Respeito à Diversidade”
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

Será exagero?



Axééé… Saudade. Trabalho. Estudo. Descobertas. Giras, engiras e muitas surpresas. Assim passaram esses dias… Quanto tempo, sentimentos, pensamentos e tentativas. Metas, provas e paciência. Tudo ainda pulsando, acontecendo e abrilhantando nosso Terreiro.
Agradeço o carinho de todos que se mostraram tão presente em nosso blog e vamo que vamo, temosmuuuuita coisa que fazer pela Umbanda, por nós, pelo outro e por todos.
Dessa forma e em meio à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira – Semana e/ou Dia da Consciência Negra – não posso deixar de me manifestar afirmando a importância dessa comemoração e de alertar sobre a necessidade de mudanças, principalmente na conjunção educacional.
Como muitos sabem, estou na fase final da pós-graduação “História da África e do negro no Brasil”, um estudo fascinante e marcante que me permitiu chegar mais perto da minha história, da minha ancestralidade e da minha religião. Propiciou inúmeros saberes, me conduziu a fortes reflexões e lapidou meu olhar em várias questões.
Uma destas questões foi o olhar sobre o racismo e/ou preconceito. Ocorrências que ainda provocam grandes cicatrizes.
Sei que as afirmativas ‘não sou racista’ ou ‘não sou preconceituoso’ fazem parte do discurso da maioria das pessoas. No entanto percebo um desajuste considerável, pois o racismo e o preconceito ainda percorrem as entranhas de nossa sociedade manifestando-se em todos os lugares, nas ruas, no trabalho, dentro de casa, nas escolas etc. Concluo assim que existem aqueles que só discursam, mas são; aqueles que afirmam, porém não percebem que são; e o mais triste: ainda existem aqueles que, independentes de discurso, da atualidade e do erro, são racistas e preconceituosos violentando qualquer direito humano. Situações degradantes que afetam emocionalmente a pessoa atingida e muitas vezes, por toda uma vida. Circunstâncias que atinge toda uma sociedade, uma nação, um estado.
Exagero?
Não! Não é exagero!
Kabengele Munanga, doutor em Ciências Sociais (Antropologia Social) e professor titular da Universidade de São Paulo, diz que “Não precisamos ser profetas para compreender que o preconceito incutido na cabeça do professor e sua incapacidade em lidar profissionalmente com a diversidade, somando-se ao conteúdo preconceituoso dos livros e materiais didáticos e às relações preconceituosas entre alunos de diferentes ascendências étnico-raciais, sociais e outras, desestimulam o aluno negro e prejudicam seu aprendizado. O que explica o coeficiente de repetência e evasão escolar altamente elevado do aluno negro, comparativamente ao do aluno branco”.
Nesse contexto, fale lembrar que o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) publicou uma pesquisa intitulada ‘A Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira’ baseando-se nos dados do Censo demográfico de 2010 e constatou que a população negra é mais numerosa que a branca (em 2010, 97 milhões de pessoas se declaram negras enquanto 91 milhões de pessoas se declararam brancas), portanto, com as crianças negras fora das escolas o que será do nosso futuro? Do futuro de nosso país?
É… A responsabilidade é grande, pois a reação do racismo e do preconceito não atinge somente uma pessoa ou um grupo, mas a todos.
Na tentativa de encontrar uma soluçãocreio que a educação é a grande “arma” para eliminar de vez com tais desajustes. Seja ela compartilhada nas escolas, nas famílias, nos ambientes sociais, nas redes de comunicação e principalmente, dentro de nós.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, ao prefaciar o livro “Superando o Racismo na Escola” organizado por Kabengele Munanga, discorre:
Racismo e ignorância caminham sempre de mãos dadas. Os estereótipos e as ideias pré-concebidas vicejam se está ausente a informação, se falta o diálogo aberto, arejado, transparente.
Não há preconceito racial que resista à luz do conhecimento e do estudo objetivo. Neste, como em tantos outros assuntos, o saber é o melhor remédio.
Não era por acaso que o nazi-facismo queimava livros.
(…) É preciso, ainda, que a educação tenha qualidade, que sirva para abrir os espíritos, não para fechá-los, que respeite e promova o respeito às diferenças culturais, que ajude a fortalecer nos corações e mentes de todos os brasileiros o ideal da igualdade de oportunidades.
A linguagem é uma das manifestações mais próprias de uma cultura.
Longe de ser apenas um veículo de comunicação objetiva, ela dá testemunho das experiências acumuladas por um povo, de sua memória coletiva, seus valores. A linguagem não é só denotação, é também conotação. Nos meandros das palavras, das formas usuais de expressão, até mesmo nas figuras de linguagem, frequentemente alojam-se, insidiosos, o preconceito e a atitude discriminatória. Há palavras que fazem sofrer, porque se transformaram em códigos do ódio e da intolerância.
(…) A superação do racismo ainda presente em nossa sociedade é um imperativo. É uma necessidade moral e uma tarefa política de primeira grandeza. E a educação é um dos terrenos decisivos para que sejamos vitoriosos nesse esforço.
Podemos pensar que é um grande desafio, acabar com o racismo e o preconceito, no entanto, penso que não é questão de “desafio”, é uma questão muito simples que necessita “apenas” que nos reconheçamos iguais e irmãos perante o Sagrado, a ciência, a história e a humanidade.
“A mais marcante das singularidades africanas é o fato de seus povos autóctones terem sido os progenitores de todas as populações humanas do planeta, o que faz do continente africano o berço único da espécie humana. Os dados científicos que corroboram tanto as análises do DNA mitocondrial quanto os achados paleoantropológicos, não cessam de apontar nesse sentido” - confirma o prof. Dr. Carlos Moore Wedderburn no livro “Novas bases para o ensino da História da África no Brasil”.
Enfim, concordo com a frase mencionada pela importante matriarca do Candomblé Makota Valdina do Terreiro Tanuri Junsara: “Não quero ser tolerado! QUERO SER RESPEITADO!”, e creio, todos também concordam, portanto, que cada um faça sua parte na promoção da Paz, da Igualdade e do Respeito. Que cada um se esforce na educação e na responsabilidade para com as crianças e com o futuro de nossa nação. Que cada um ensine mais com atos do que com palavras, ou melhor, que os discursos sejam coerentes com as ações, atitudes e sentimentos.
Como inspiração, vejam o vídeo e reflitam… O futuro está nas mãos das crianças de hoje, as quais, estão  à mercê da nossa capacidade de educar.
Axé a todos!
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CONSCIÊNCIA RELIGIOSA UMBANDISTA!‏

CONSCIÊNCIA RELIGIOSA UMBANDISTA!

Por Antônio Bispo E-mail: antonio.bishop@terra.com.br

Por que estudar UMBANDA?

Para aprender o que?

Para se entender sobre o que?

Penso que é para se entender que a UMBANDA É UM ORGANISMO VIVO e em francodesenvolvimento. E este organismo vivo, vive dentro de nós, UMBANDISTAS. Estudar e entender sua história é reconhecer a nossa própria história, é saber e dizer de ondeviemos, por que viemos, e também vislumbrar um caminho por onde estamos indo. Pois já nosperdemos outrora, pela falta de conhecimento e de reconhecimento dentro da sociedade. Eu creioque estamos na fase da expansão da consciência religiosa UMBANDISTA, impulsionada por estanova forma de ensinar a Umbanda, adotada pelos Templos Escolas, e destes novos formadores,que abrem cada vez mais o conhecimento aos novos UMBANDISTAS, como nós. Nós, que adentramos recentemente nos trabalhos, não viemos apenas pelo AMOR OU PELADOR. Viemos pelo conhecimento, pela grande magia desta religião DIVINA! Já não nos contentamos em fazer.Queremos entender.O conhecimento abre portas e janelas, e a mente expansiva do médium,guiada pelos seus guias, se ilumina num arco íris divinosem véus, criando uma nova era para a religião. Uma era em que há o reconhecimento e o respeito,pois fazemos parte da sociedade, e já não aceitamos viver a margem desta sociedade.Todas as nossas praticas religiosas são justificáveis, mas não é errado apropriarmos asnossas praticas ao bom convívio dentro desta sociedade da qual fazemos parte. Faltou-nos em outros tempos a consciência de que fazemos parte de um todo e que devemoscumprir e honrar a nossa cota de participação.

NO HINO UMBANDISTA DIZ:“Avante filhos de fé, pois como a nossa lei não há!” Qual é a nossa lei? A nossa lei é a Lei de DEUS.

E é muito mais abrangente porque nos dá muito maisresponsabilidades, nos obriga ao exercício constante da fé e do amor incondicional, do respeito àsdiferenças, do olhar fraterno às minorias, da humildade e do reconhecimento de si próprios, doconhecimento, da transformação e da evolução. Não aceito mais os termos pejorativos para comigo ou para com nossa religião, poisreconheço minha essência divina. Quero exigir respeito aos meus direitos, más para isto devo terconsciência de meus deveres.É A NOSSA LEI. Não compactuo com praticas que agridem minha consciência,pois reconheço os fundamentos de minha religião, e estes são simples e abrangentes. Entretanto hoje também aceito os diferentes níveis de cada um e me reconheço em cada irmão movido pela ignorância, pois assimtambém me entendo, apenas escolhi o caminho do conhecimento e da reflexão. Estudar de uma forma ampla é procurar adquirir o conhecimento de algo. Preparar, examinar, ponderar, amadurecer. Observar cuidadosamente o fenômeno. Dedicar-se à apreciação, análise e a compreensão. Entender o organismo vivo que habita o templomediúnico (corpo do médium), é ter posse de sua certidão de nascimento, é apresentar seu RG aquem questione sua identidade, é saber e reconhecer de fato o seu PAI a sua MÃE, seus irmãos e asua origem divina. Conhecendo nosso passado, construímos no presente. E podemos olhar no horizonte um futuro promissor de respeito e reconhecimentopara a nossa religião...

Jornal Nacional de Umbanda – Ed. 14, Junho de 2011

www.jornaldeumbanda.com.br

Visite RBU - Rede Brasileira de Umbanda em: http://www.rbu.com.br/?xg_source=msg_mes_network

COLABORADORA: NIVEA COSTA.

“EU SÓ EXISTO PORQUE NÓS EXISTIMOS”

(…) Essa é, no meu entender, uma das essências de nossa querida Umbanda, o que me faz lembrar da ética africana Ubuntu, que de origem Banto, permeia o território da República da África do Sul, o país de Mandela, e se resume na frase: “EU SÓ EXISTO PORQUE NÓS EXISTIMOS” - esse é um dos parágrafos do texto que postei aqui no blog na quarta passada com o título “Cambonos, juntos Trabalhando e Fazendo o Bem!”e como algumas pessoas nunca ouviram falar sobre o Ubuntu, quero aproveitar o interesse de vocês para falar um pouco sobre essa ética.
Etimologicamente, Ubuntu vem de duas línguas, zulu e xhona, do povo banto.
Ubuntu e felicidade são conceitos que se complementam, que andam juntos, o filósofo e teólogo congolês Bas’Ilele Malomalo afirma: “Na África, a felicidade é concebida como aquilo que faz bem a toda coletividade ou ao outro”. E quem é o meu “outro”? “São meus orixás, ancestrais, minha família, minha aldeia, os elementos não humanos e não divinos, como a nossa roça, nossos rios, nossas florestas, nossas rochas”. Dessa forma, resume Malomalo: para a filosofia africana, “o ser humano tem uma grande responsabilidade para a manutenção do equilíbrio cósmico”.
Nesse sentido, entende-se que todos são importantes, que as relações harmoniosas e satisfatórias entre o divino (Olurum/Zambi/Deus/Ancestrais/Orixás), a comunidade e a natureza são fundamentais para a felicidade de todos. E a África, por ser o berço da humanidade e das civilizações, bem cedo desenvolveu a consciência religiosa, social e ecológica entendendo como pertencente aos três mundos apontados: dos deuses e antepassados, dos humanos e da natureza. Percebam que o africano sabe que nem tudo depende da sua vontade, sabe que tudo também depende da vontade dos ancestrais, dos orixás, portanto se estes revelarem um acontecimento, seja através do sonho, do Ifá, de um sacerdote, do seu pai ou da sua mãe, será preciso ficar atento, se preocupar com as consequências e com as atitudes, aquelas, muitas vezes, egocêntricas e egoístas.
Falar de Ubuntu é falar de relação, de generosidade, de solidariedade, podemos afirmar por exemplo, que o “ubuntu afro-brasileiro” está representado nos quilombos, nas religiões afro-brasileiras, nas irmandades negras, nos movimentos negros, nas congadas etc.
O fato é que Todos precisam estar em harmonia, o Ser humano, o Divino e a Natureza.
É a relação do EU e eu; EU e o outro; EU e os outros, EU e a natureza, EU e o Absoluto Outro em harmonia, se respeitando mutuamente pela certeza de que a felicidade de um depende da felicidade do outro, tendo a certeza que um só estará bem se o outro, se os outros, se a natureza, se o Absoluto Outro está bem e feliz.
E é na religião, ambiente que está diretamente ligado ao sentido social, que se está intimamente relacionado à comunidade, ao Divino e a natureza, que encontramos o local ideal para ensinar e aprender sobre a “consciência ubuntuística”, afinal, os ritos, os rituais, os cantos, as celebrações, os encantamentos têm a função de nos ligar e nos religar aos deuses, aos antepassados, a comunidade, conosco mesmos, com o cosmos e com a natureza e essas relações quando em equilíbrio é a felicidade plena que tantos procuram.
Muito diferente da “cultura de barganha” que existe nas religiões em geral e principalmente na Umbanda. Muito diferente da “fé interesseira” que, infelizmente, ainda está intrínseco nos rituais de Umbanda, seja numa solicitação escancarada ou desesperada, seja na negação da mediunidade ou da missão ou ainda nas promessas não cumpridas ou esquecidas.
Aliás, religião não é barganha.
Religião é como a ética UBUNTU.
E para ajudar nessa compreensão, vejam como Nelson Mandela, o maior exemplo histórico da ética do Ubuntu, com a qual pôs fim ao apartheid reconstruindo uma Nova África do Sul com brancos e negros convivendo juntos, descreve sobre o Ubuntu: “Em tempos antigos, um viajante que atravessava o país parava numa aldeia e não tinha sequer de pedir por comida e água. Os aldeões acolhiam-no e alimentavam-no logo que o vissem. Este acolhimento é uma característica do Ubuntu, mas há outros aspectos: respeito, entre ajuda, partilha, comunidade, cuidado, confiança e generosidade. O Ubuntu não significa que uma pessoa não se preocupe com o seu progresso pessoal. A questão é: o meu progresso pessoal está a serviço do progresso da minha comunidade? Isso é o mais importante na vida.”
Enfim, uma pessoa que vivencia o Ubuntu está aberta e disponível “aos outros”, apóia os outros, não se sente ameaçada quando os outros são bons e capazes, assim como uma pessoa religiosa.
Uma pessoa que pratica o Ubuntu vive tranquilo, pois entende que o “outro” pertence a um Todo como ele, e que todos compartilham juntos da mesma existência, assim como uma pessoa religiosa.
Uma pessoa que sente o Ubuntu em seu íntimo se sente diminuído quando outros são diminuídos ou humilhados, quando outros são torturados ou oprimidos, seja esse “outro” um amigo, um Guia, um Orixá, um Ancestral ou um desconhecido, assim como uma pessoa religiosa.
Uma pessoa que exercita o Ubuntu luta e vive por todos, como luta e vive por si, assim como uma pessoa religiosa.

Ubuntu não aceita ‘interesses’.

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Ubuntu não faz ‘negócios’.

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Ubuntu é a felicidade de todos que

se fundamenta no entendimento de que “Sou porque nós somos”.

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Portanto, Ubuntu é uma das essências de nossa querida Umbanda,

bastar SER UM BOM UMBANTISTA NA MISSÃO SAGRADA

“DE SER” RELIGIOSO.

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Um antropólogo estava estudando os usos e costumes de uma tribo africana e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo então, propôs uma brincadeira para crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!” instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e comeram felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam:
- Ubuntu. Como uma de nós poderia ficar feliz
se todas as outras estivessem tristes?
História contata pela Jornalista e filósofa Lia Diskin,
no Festival Mundial da Paz de 2006
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.