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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nosso Objetivo....


Axééé pessoal!!! Nossa, estou na última semana de aula na faculdade, terminando a graduação, com provas diárias, data para entrega de TCC (trabalho de conclusão de curso), com uma infinidade de coisas para organizar, aula para preparar e ainda, fico aqui, morrendo de saudades do nosso blog.

Fico aqui driblando o tempo e o sono, respirando e torcendo para que eu consiga uns minutos de tranquilidade só para dizer um “oi” a todos vocês, meus amigos e companheiros de aprendizado.

Estranho? Não, garanto que não! Fico mesmo com saudades do blog, com saudades de vocês e do compartilhar com vocês de pensamentos, Umbanda e espiritualidade.

Não sei se isso acontece com todos vocês, mas me pego continuamente acessando o blog só para ver quem está perto, quem pensou na “Nossa Umbanda” hoje, quem deixou um Axé e quem compartilhou seu Saber comigo, ou melhor, com todos nós.

É… sempre me emociono com a força, com o carinho e com a participação de vocês no blog. Me emociono, choro, agradeço aos Orixás a oportunidade, reavalio minhas atitudes, palavras e pensamentos, curto cada comentário de cada um de vocês que tão carinhosamente sempre se dirigem a mim.

Melhor ainda é saber que cada comentário, cada participação, cada acesso é mais um elo de uma corrente que, quanto maior, mais próximo de NOSSO OBJETIVO estaremos.

NOSSO OBJETIVO? Isso mesmo! Acredito que todos nós temos um, ou melhor, alguns objetivos na vida, e esses objetivos estão diretamente ligados ao contexto participativo do momento, pode ser familiar, profissional, social, entre outros. E nessa linha de raciocínio, podemos afirmar que esse blog tem um objetivo e que todos vocês que acessam, escrevem e participam dele comigo, tem no íntimo o mesmo objetivo do blog, que é: Ser, Estar e Viver Umbanda com todo seu Saber e Poder.

É, você já pensou o quanto você é importante para chegarmos mais perto desse objetivo? O quanto você é importante para atrairmos mais elos? O quanto você é capaz???

Enfim, não posso me prolongar demais – o Tempo está me ensinando a controlar o meu tempo – mas, não poderia deixar de passar por aqui só para dizer que estou com saudades, que vocês são especiais para mim, assim como para “Nosso Objetivo” e deixar uma mensagem de esperança e um grande aprendizado para todos nós.

Ufa… É uma história de arrepiar.

É uma história para fazer pensar! Aproveitem!!!

Axéééé!!! Que Ogum esteja em ronda, olhando por todos nós!

-

Há muitos anos o Chico possuía um cachorro, que não sei ao certo se nasceu deficiente ou foi atropelado.
Este animal lhe dava um trabalho muito grande. Madrugada adentro, quando regressava do Centro Espírita, tinha que limpar todo o quarto.
Comprava, com seu diminuto ordenado, uma coberta que não chegava a durar um mês.
Assim foi durante muito tempo.
Certo dia, quando chegou, o cachorro estava morrendo.
– Parecia que ele estava me esperando. Olhou-me demoradamente de uma maneira muito terna, fez um gesto com a cauda e morreu. Enterramo-lo no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.
Passaram-se alguns meses e uma de suas irmãs lhe disse:
– Chico, você se lembra daquele cachorro aleijado?
– Sim, como poderia esquecê-lo?
– Olha, vou lhe contar uma coisa. Ele não morreu naturalmente não. Dona Fulana tinha pena de você chegar de madrugada e ter tanto trabalho e, querendo aliviá-lo, deu a ele um veneno.
- Ah! Meu Deus, não me diga uma coisa dessas.
– É verdade, Chico.
Ele não sentiu raiva pela pessoa (naquele coração, não havia lugar para isso), mas uma tristeza invadiu-lhe a alma e uma sombra começou a envolver-lhe o coração.
Passados alguns dias o espírito de Emmanuel lhe disse: - Esta mágoa que você asila no coração está atrapalhando o trabalho dos Bons Espíritos. Você precisa se livrar dela.
– Não consigo esquecer, disse-lhe o Chico.
– Mas é preciso.
– Como fazer?
– Você precisa dar uma grande alegria a ela.
– Eu, dar uma alegria a ela? O ofendido fui eu!
– A receita não é minha. É de Nosso Senhor Jesus Cristo. “Fazei bem aos que vos aborrecem”. Leia o Evangelho.
Obediente e resignado, Chico procurou descobrir o que a pessoa gostaria de ter e ainda não tinha.
Era uma máquina de costura.
Chico comprou, então, uma máquina de costura para pagar em longas prestações.
Quando foi visitá-la, a pessoa estava tão feliz, tão feliz e quando viu o Chico chegando, correu para ele e lhe deu um abraço com tanto amor que uma luz se desprendeu dela e envolveu o Chico da cabeça aos pés. Quando ela o soltou do abraço, a sombra havia desaparecido.
Eis aí uma receita para quem comete a imprudência de carregar a mágoa no coração.

Retirado do Livro: Chico de Francisco – Adelino da Silveira

Por Monica Caraccio

Fonte: Minha Umbanda

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Há duas Certezas e duas Verdades Absolutas na vida

 

Dias atrás, durante uma gira, envolvida pelo canto doce de Iemanjá, orixá Mãe da Vida, e por toda corrente espiritual da Umbanda, “vivifiquei” as duas maiores certezas, as duas verdades absolutas da vida.
Claro que já sabia dessas verdades, mas até então não havia vivenciado de forma tão grandiosa, intensa, verdadeira, direta, simples e Viva como nessa noite.
Viva, pois estava envolvida por centenas de encarnados e desencarnados.
Viva, pois a gira acontecia envolvida por pessoas afins e por pessoas não afins, por pensamentos bons e pensamentos ruins, envolvida por intensa dualidade, no auge do materialismo, do imediatismo, do sofrimento e da esperança.
Sentimentos e sentidos totalmente Vivos e pulsantes na vida de qualquer ser, principalmente na condição de vivo, não é mesmo?
Pois é, o clima estava “ótimo”, sentia e vibrava orixá, sentia a vibração da esperança, das dores, dos desejos, dos agradecimentos, das reclamações e das lamentações dos assistidos e dos desencarnados, sentia a intensidade da benevolência e bondade dos Guias e a imensidão de bênçãos emanadas pelos Orixás, mas principalmente sentia a Vida sendo privilegiada e a Morte sendo esquecida.
Puxa… vivenciando tudo isso, gritava dentro de mim uma voz rígida e vigorosa pedindo para parar. “ESTAVA TUDO ERRADO!”
Como as pessoas estão aqui, diante do invisível, do Sagrado, envolvidos por aqueles que já viveram e também já morreram só pensando na vida? Eu me perguntava. Como, ao canto de Iemanjá a grande Mãe da Vida, as pessoas só estão pensando nas necessidades da matéria, da vida, do agora? Indagava e me arrepiava.
Como as pessoas vêm para um Terreiro de Umbanda, que é construído e fundado por ação de espíritos que não necessitam mais de nada material, que acolhe e trata centenas de espíritos desencarnados, e esquecem, negam e fogem da vida em espírito? Como só pensam na matéria ou na condição de vivos? Como? Como? Por quê? Perguntava aos Guias e Orixás.
Estava tudo errado SIM!
E foi quando pedi a atenção de todos para explanar sobre as duas maiores certezas e verdades da vida:
Primeiro: TODOS IRÃO MORRER NA MATÉRIA.
Segundo: NINGUÉM SABE QUANDO.
Portanto, nossa maior preocupação não deve ser com a vida aqui e agora, mas com a morte, ou melhor, com a Vida pós-vida. Nossa preocupação deve ser com nosso espírito e com nossos sentimentos, portanto com aquilo que está invisível, afinal é só isso que importará quando chegarmos “lá”.
Todos hão de concordar comigo nessas afirmações. Todos hão de concordar que nada levaremos de material. Todos hão de concordar que ‘somos mortais’ e que a qualquer momento podemos entrar em outra realidade de Vida e romper de vez nossas relações atuais. Todos hão de concordar que posição, cargo e dinheiro não interferirão em nada quando entrarmos nesse outro mundo de Vivos. Mas o amor, o ódio, a raiva ou a compaixão irão certamente nos colocar no lugar mais apropriado e afim a nós mesmos.
Entendam, se você estiver sentindo raiva agora e morrer, coisa que é possível a qualquer mortal, essa será sua realidade de Vida, ou seja, você será levado a lugares onde a energia e vibração da raiva impera. Simples!
Somos o que sentimos, desejamos e pensamos e não o que fazemos ou temos, mesmo porque muitas vezes fazemos coisas que não queremos e temos coisas que não nos pertence.
Enfim, gostaria muito que todos despertassem para a Vida pós-vida.
Que todos pensassem com mais carinho e responsabilidade sobre o ‘invisível’, sobre aquilo que não vemos e não pegamos, portanto, nossos sentimentos e nosso espírito.
Que todos pensassem cuidadosamente na possibilidade da morte do corpo a qualquer momento, nas palavras que estão sem ser ditas ou que são ditas sem serem verdadeiras e nos sentimentos guardados, desperdiçados, íntegros ou destruidores.
Que todos pensassem com mais amor na condição de cada Guia e de cada Terreiro de Umbanda.
E que todos tivessem a certeza de que somos mortais na matéria, mas não no sentimento e no espírito, esses resistirão, portanto são eles que merecem nossas preocupações, rezas e intenções.
Axé  todos e que possamos Viver acreditando no Poder do Invisível.
Imagem: Escultura de Mateus Lopes “O Nascimento”
na Série A Morte de Nanã
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.