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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Exercícios para desenvolver a mediunidade



A mediunidade é um assunto amplamente abordado de diversas maneiras no mundo, por varias óticas e de muitos nomes. Aqui no Brasil o termo mediunidade ficou realmente conhecido graças à obra de Allan Kardec e à estruturação do espiritismo, pois esta doutrina tem em uma de suas vertentes principais a compreensão da mediunidade.

Temos que agradecer a todas as fontes de conhecimento que ofereceram suas incontáveis contribuições para que a sociedade como um todo pudesse compreender mais a mediunidade, seus mecanismos, seus desafios e suas virtudes. Contudo, para termos a capacidade de estudarmos o tema com precisão e objetividade, devemos entender que a melhor forma de compreendê-la é no dia a dia, independente das linhas religiosas ou das doutrinas espirituais. Você pode ter a sua linha espiritual de preferência, pode estudar e aplicar a sua mediunidade por meio desse caminho específico que você escolheu, todavia, se você quiser realmente ampliar os seus horizontes e entender o tema, precisará se utilizar da visão universalista.

A mediunidade é uma faculdade do espírito, pois é uma capacidade de perceber estímulos extrafísicos. É por isso que este sentido tem sido tão estudado ao longo dos anos, pois o seu bom desenvolvimento possibilita ao ser humano a capacidade de compreender cada vez mais a grandeza do Universo, a missão da sua alma, a força poderosa do amor e a profundidade da intenção dos pensamentos e sentimentos.

- Graças à mediunidade as mentiras são desmascaradas.
- Graças à mediunidade o ingênuo pode ser protegido.
- Graças à mediunidade o homem que se perdeu em sua missão na Terra pode lembrar-se do seu verdadeiro caminho.

A mediunidade é o caminho pelo qual a mensagem do Grande Espírito Criador chega aos seus filhos. A mediunidade é a porta aberta para que a alma humana experimente a totalidade de suas possibilidades. A mediunidade é a ferramenta que faz com que o homem preso ao mundo material (por conta de seu karma) mantenha-se com a sintonia da Fonte na qual foi gerado. Tudo isso que foi dito até agora provavelmente você já sabe, já entende e até já estudou.

Mas, o que realmente importa nesse processo é:

1- Como você aplica a mediunidade à sua vida?
2- Como você desenvolve a mediunidade em sua vida?
3- Com qual frequência você utiliza conscientemente sua mediunidade em sua vida?
4- Qual é a natureza das emoções e pensamentos que são empregadas juntamente com o exercício da sua mediunidade em sua vida?
5- Você está consciente de que sua mediunidade coloca você em conexão direta com as entidades extrafísicas das dimensões mais sutis que a sua, sejam elas de Luz ou das sombras?
6- Com qual frequência você utiliza a sua mediunidade a serviço do bem maior?
7- Como você faz para ter certeza de que não está se intoxicando com as percepções da sua mediunidade, ao invés de estar aprendendo e evoluindo?
8- Como você faz para garantir que a mensagem da sua mediunidade seja verdadeira, bondosa, caridosa? E como você faz para ter certeza de que está em sintonia com forças sutis bem intencionadas?
9- Como você se protege do seu próprio ego para servir utilizando à altura sua mediunidade?
10- Você sabe que a mediunidade não é boa ou ruim... Você sabe que bom ou ruim é o que você faz com a sua mediunidade?
11- Você já entendeu que sua mediunidade pode construir atalhos valiosos para sua vida, mas também pode ser uma arma de destruição em massa?
12- Você sabe que a mediunidade é um poder inerente ao espírito e que todos somos médiuns, em maior ou menor grau de desenvolvimento e habilidade?

POR QUE TANTAS PERGUNTAS SÃO NECESSÁRIAS?

Simplesmente porque a mediunidade, ao mesmo tempo em que pode ser uma ferramenta maravilhosa de construção na mão de pessoas de moral lapidada com princípios e valores elevados, pode ser uma arma muito destrutiva na mão de pessoas mesquinhas, egocêntricas e excessivamente materialistas.
A mediunidade é uma faculdade do espírito, portanto deve ser utilizada para melhoria do seu próprio espírito e dos demais. A mediunidade é o sentido do espírito, é a voz da alma, as asas da consciência. A mediunidade determina a capacidade que uma pessoa tem de conversar diretamente com a Fonte Maior, evitando assim intermediários.
Uma pessoa só aprenderá a se conhecer e conhecer seus potenciais quando ela souber desenvolver e ter domínio da sua mediunidade. A mediunidade abre portas para você conhecer a verdade que liberta, como dizia Jesus.

A MEDIUNIDADE É UM SENTIDO EXTRA

Entenda que o desenvolvimento da sua mediunidade é a habilitação de um sentido extra, que por consequência ampliará muito as suas possibilidades e potencialidades. Em qualquer situação da sua vida, você poderá reconhecer de forma mais apurada e mais rápida:
- O melhor caminho;
- A melhor hora;
- A melhor forma;
- A melhor ideia de como fazer algo;
- A saída para o que parecia impossível.
Com uma mediunidade bem desenvolvida, você poder ajudar profundamente a si próprio e aos demais.

CONFLITOS COM A MEDIUNIDADE

Existem vários tipos de mediunidade, que assim como as diferentes personalidades humanas, se encaixam perfeitamente de acordo com o temperamento e as necessidades de evolução de cada pessoa.
Quando alguém começa a despertar seus potenciais mediúnicos dos tipos menos comuns (de manifestações mais raras), pode a princípio sofrer com as necessidades de mudanças de comportamentos que o fenômeno exige; contudo, nada está fora do lugar e tudo faz parte do seu próprio plano de evolução na encarnação.
Em verdade, podemos concluir que a mediunidade, vez por outra, costuma dar trabalho ao médium, todavia, ao longo dos anos, ele próprio percebe que as dificuldades que teve foram unicamente causadas por sua visão estreita da vida e principalmente pela dificuldade de se dedicar a um caminho de reforma íntima e evolução do espírito, mesmo em um mundo profundamente seduzido pelas ilusões do materialismo.
Quando o médium entende os três processos e se resigna, naturalmente começa a experimentar o crescimento da plenitude e do amor em seu ser. A mediunidade nunca está errada, errada é percepção da vida que o médium sofredor tem sobre os fatos.

ANTES DE EXERCITAR A MEDIUNIDADE

Muitas pessoas já nascem com seus potenciais mediúnicos plenamente desenvolvidos, outras sequer percebem traços de sensibilidade. Via de regra, o nível de mediunidade em uma pessoa depende de alguns fatores mais específicos. São eles:
1- O seu desenvolvimento (treino) ao longo das suas existências, incluindo a atual.
2- O planejamento evolutivo acordado no período pré-reencarnatório, considerando que muitas vezes a mediunidade é ativada em maior grau para produzir específicas atividades ou em menor grau como ferramenta para coibir possíveis equívocos que o seu uso inadequado pode causar.
3- Também pode ser acionada justamente para que a pessoa tenha condições de acelerar a transmutação do seu carma. Neste caso a mediunidade atua como um colaborador para que a pessoa consiga realizar mais tarefas em menos tempo. Mas também pode ser oferecida como uma elemento de prova, já que as possibilidades de falhas podem aumentar com os desvios morais, configurando-se assim como um elemento de teste naquela encarnação específica.
Quanto mais se exercita a mediunidade, mais a pessoa poderá se utilizar dos benefícios e possibilidades dos sentidos extrafísicos, contudo, o alicerce do bom desenvolvimento mediúnico é o desenvolvimento do caráter.

Antes de começar a fazer exercícios específicos para desenvolver a sua mediunidade, faça exercícios específicos para desenvolver:

1- O amor, o perdão e a paciência.
2- A sua autoestima e o seu autoamor.
3- A compreensão da missão da sua alma.
4- O desapego, a fé e a confiança na vida e nos seus atos.
5- A compreensão das dimensões extrafísicas e do potencial latente dos seus pensamentos e emoções.
6- A compreensão de que você vive sob a lei da causa e efeito e de que semelhante atrai semelhante. Nada escapa a essa lei!
7- A compreensão de que sua vida precisa ter um propósito espiritual e que a futilidade e a vaidade intoxicam o seu ser profundamente.
8- A compreensão da importância da verdadeira caridade. Na doação ao seu próximo de tempo, carinho, dedicação, amor e ações de bem; você constrói os alicerces de uma vida sólida. Mas o altruísmo consciente é necessário, pois você não pode dar o que não tem.

Quando você definitivamente se dedicar a aprimorar esses aspectos citados anteriormente, naturalmente a mediunidade que está em você começará a:

1- Desenvolver-se, ampliar-se e potencializar-se;
2- Equilibrar-se e equalizar-se para ajudar a sua evolução e a de terceiros.

A MEDIUNIDADE É O FRUTO. A ÁRVORE É A SUA MORAL E A SUA INTENÇÃO EM SE DEDICAR AO BEM MAIOR.

ANIMISMO

O termo "animismo" aparenta ter sido desenvolvido inicialmente pelo cientista alemão Georg Ernst Stahl, por volta de 1720, para se referir ao "conceito de que a vida animal é produzida por uma alma imaterial". Uma das redefinições mais famosas do termo foi feita pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva). É um princípio vital e pessoal, chamado de ânima, o qual apresenta significados variados, como por exemplo energia, espírito ou alma.
Já na visão espírita, o termo animismo é usado para designar um tipo de fenômeno produzido pelo próprio espírito encarnado, sem que este seja um instrumento mediúnico da ação espiritual e sim o próprio causador do fato, da percepção, da mensagem ou do dito fenômeno.
Este termo é também base para muitas discussões, pois para você ser um bom médium, você precisa aprender a canalizar as percepções de fontes extrafísicas e retransmiti-las essencialmente sem contaminá-las com ideias próprias.
A questão é polêmica, mas é verdadeira e relevante; exatamente por isso, antes de desenvolver a mediunidade, o indivíduo deve desenvolver os aspectos citados anteriormente, porque só assim ele aprenderá a não desvirtuar com percepções pessoais o conteúdo das mensagens, canalizações ou manifestações.
Vamos entender que a maioria das percepções sensoriais do homem poderia ser considerada anímica, porque pertencem ao próprio indivíduo.
Por exemplo: a telepatia, por muitos considerada uma forma de mediunidade, nesse caso é um potencial anímico. Mas, e a telepatia utilizada como recurso para captar a mensagem de um espírito, sobre um determinado assunto, materializada pela psicofonia (transmissão mediúnica por meio da fala) ou pela psicografia (transmissão mediúnica por meio da escrita) pode ser considerada obra da mediunidade?
O que vemos neste caso é uma conjunção entre a mensagem oferecida pela entidade extrafísica, somada à predisposição especial chamada de mediunidade da pessoa. Essa interação pode ser considerada anímico-mediúnica.

Assim sendo, a maioria das manifestações da mediunidade obedece a este conceito, porque são parcerias entre os médiuns e os seus amparadores espirituais. Trata-se de um trabalho em conjunto.
Ter uma intuição sobre algo que ainda pode acontecer, é animismo, mas perceber essa intuição pelo aviso de uma força, é mediunismo. Sair em projeção astral fora do corpo físico no período do sono físico, é animismo, mas acordar e se lembrar das conversas que teve com outros espíritos, é mediunismo. Portanto, as ações que unem a mediunidade com a habilidade sensitiva de alguém é chamada de anímico-mediúnica, mas por força do hábito, já tem sido considerada apenas mediúnica.
A questão é mais simples do que parece, pois não importa muito se o fenômeno é anímico, anímico-mediúnico ou unicamente mediúnico (casos mais raros em que o médium cede totalmente o seu corpo e não produz qualquer tipo de reação ou interferência mental sobre a transmissão). A questão realmente importante é a comunhão entre o que se colhe como fruto de todos os processos, somado ao amor maior, à caridade, à alegria e à prática da regra de ouro.
Você reconhece os frutos pela árvore. Não confie em uma mensagem linda e bondosa, vinda de um médium egoísta, maledicente e vaidoso. Antes de confiar no fruto, que é a mensagem, confira a árvore, que é o médium. Nunca podemos separar uma coisa da outra. Este é o ponto!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O “Passe Espírita” e o “Passe Umbandista”


A pedidos:
O “Passe Espírita” e o “Passe Umbandista”
“A um médium é solicitado que conheça o mínimo indispensável para que possa realizar as práticas de Umbanda e seus rituais. Também é exigido que estude um pouco, porque só assim, entenderá tudo o que acontece dentro de um templo de Umbanda durante a realização das giras de trabalho.” 
Rubens Saraceni [1]

A palavra “passe” tem origem no Espiritismo, codificado por Allan Kardec, e traz a idéia de “passar” ou “transmitir” algo a alguém. A doutrina codificada por Kardec tem base cristã e encontra no Evangelho as muitas passagens em que Jesus cura as pessoas e “expulsa” espíritos indesejados por meio da imposição de mãos. Algo que vamos encontrar em muitas outras culturas como a egípcia, a grega, a celta, a chinesa, a indiana ou em tradições indígenas e xamãnicas. Estudiosos do passado e do presente se debruçam sobre os fundamentos científicos das técnicas de “passe magnético”, desde Hermes Trimegistro, Fo-Hi, Asclépio, Pitágoras, Hipócrates, Paracelso, Van Helmont, Mesmer, Du Potet e outros.
Na obra de Allan Kardec vamos encontrar (A Gênese, Cap. XIV, 1:14, 15 e 18) a descrição dos “Fluidos” e sua manipulação:
Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não os manipulando como os homens manipulam os gases, mas por meio do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para os homens...

Pode-se dizer, sem receio de errar, que há nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros...
pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados; transmite-se de Espírito a Espírito pelo mesmo veículo, e, conforme sua boa ou má qualidade, saneia ou vicia os fluidos circundantes...
No “Passe Espírita” o médium manipula estes fluidos por meio de técnicas que foram se desenvolvendo com o tempo. Aqui no Brasil devemos, principalmente, a Bezerra de Menezes e Edgard Armond, o método já consagrado e largamente utilizado em boa parte dos “Centros Espíritas”.
A padronização dos passes e outras práticas doutrinárias... foram providências adotadas na Federação Espírita dos Estado de São Paulo para efetivar a unidade das práticas espíritas, assunto de alta relevância, levado ao Congresso de Unificação realizado em 1947 nesta Capital.
Estas são as palavras que “prefaciam” o título Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura de autoria de Edgard Armond, 1950.

Podemos dizer que o conteúdo deste livro norteou e norteia até hoje o método e técnicas utilizadas no Espiritismo Brasileiro, em que o “Passe Magnético” subdivide-se por categorias como P1, P2, P3, P4. Além do Passe de Limpeza e da Auto Cura. A realização destes passes é feita por qualquer pessoa de boa vontade que tenha estudado o método, para algumas situações, no entanto é necessário certa sensibilidade ou dom mediúnico. A maioria dos métodos é explicada por uma corrente de energia/magnetismo e fluidos que estabelecem um circuito de forças entre “operador passista” e consulente (assistido). Dentro do processo são definidos alguns conceitos como a polaridade das mãos (direita = positiva, esquerda = negativa) e os centros de força, denominados de chacras por influência oriental, assim como a importância de um conhecimento básico sobre a fisiologia do corpo material e espiritual.
“Quando o Espírito é de elevada categoria, possui grande poder curativo, muito diferente e muito melhor que o que possui o magnetizador encarnado.” 
Edgard Armond [2]

O “Passe Umbandista” não é apenas um “passe magnético” ou material e sim um “Passe Espiritual”, aplicado por um espírito. Assim como Edgard Armond classificou diferentes métodos de aplicação do Passe Magnético para diferentes necessidades, também os espíritos que se manifestam na Umbanda aplicam métodos variados de acordo com a necessidade de cada consulente, dentro dos variados recursos que cada espírito guia entidade/mentor, possui. Sem esquecer que cada um recebe na medida de seu merecimento e afinidade, podendo um encarnado bloquear uma ação positiva direcionada a ele mesmo como conseqüência de sua postura mental. Pois muitos merecem, mas não estão abertos emocionalmente ou psicologicamente para receber o que a espiritualidade lhe oferece, por vários motivos como descrença, irritação, mentalidade critica e posturas interesseiras desfocadas de um objetivo espiritual.
O “Passe Umbandista”, para além de “Passe Espiritual”, pode ser definido como a aplicação de um conjunto de técnicas mágico-religiosas, além de explorar todos os recursos possíveis de imposição de mãos, utiliza elementos e técnicas variadas e até inusitadas.
“Porém, enquanto nos centros espíritas usa-se o passe magnético, nos centros de Umbanda também se recorre aos passes energéticos, quando são usados diversos materiais (fumo, água, ervas, pedras ou colares, etc.) que descarregam os acúmulos negativos alojados nesses campos eletro-magnéticos... Nem sempre o que parece folclore ou exibicionismo realmente o é. Se os mentores dos médiuns de Umbanda exigem determinados colares de pedras, eles sabem para que servem e dominam seu magnetismo, assim como as energias minerais cristalinas irradiadas pelas pedras. Ervas e fumo, quando potencializadas com energias etéreas pelos mentores, também se tornam poderosos limpadores de campos eletromagnéticos.”
Rubens Saraceni [3]

A finalidade é de alcançar maior êxito de acordo com as necessidades, o merecimento e os recursos disponíveis. Cada entidade tem a liberdade de aplicar a técnica que lhe aprouver, desde que dentro dos limites de ética, bom senso e respeito. Embora haja um conjunto de métodos e recursos característicos da Umbanda. Muitas entidades, em especial os pretos velhos, por exemplo, realizam o benzimento, que se distingue do “Passe Magnético”, por empregar uma ação mais relacionada ao poder do verbo, elementos e simbologia, considerada “Magia Popular”. Também é possível identificar métodos complexos de Magia Riscada (Magia de Pemba), abrindo espaços mágicos (Pontos Riscados) que muitas vezes lembram Mandalas do Hinduismo ou mesmo Fórmulas Cabalisticas da Real Arte Simbólica e Mística Hebraica entre outras práticas de Ocultismo e Hermetismo. Entre os elementos mais utilizados podemos identificar velas, água, óleo, pedras, essências, fumo, ervas, tecidos, ponteiros e a citada pemba (giz utilizado para traçar símbolos), dentro de um ambiente de terreiro, mágico-religioso por natureza. Nos métodos se observam rezas, orações, preces, evocações, invocações, determinações e fórmulas mágico-religiosas associadas a banhos, defumações, oferendas e outros.
Todos estes recursos estão mais ou menos associados ao “Passe Umbandista”, no qual se cria um ambiente de Som, Cores, Aromas e Luzes, capaz de inebriar de forma positiva todos os cinco sentidos do consulente a fim de conduzi-lo a certo estado de consciência desejado.
Durante o “Passe Umbandista” observamos a entidade espiritual fazer a imposição de mãos, segurar velas direcionadas aos chakras ou traçando movimentos no ar, colocam colares (guias) no pescoço do consulente ou o colocam dentro da mesma em circulo no chão. Atiram ponteiros em pontos riscados, fazem gestos rituais e movimentos com os pés e mãos que nos faz crer na “Magia Gestual”. Em meio a tantos recursos, que nos encantam e fascinam, nos chama a atenção, em especial, o estalar de dedos, bem característico em quase todas as linhas de trabalho. Muitas pesquisas e especulações já foram realizadas sobre esta prática, entre elas são identificadas as energias que existem na ponta de cada um dos dedos da mão, que são pequenos chakras ou vórtices de energia (“chacrinhas”), e, o “choque” vibratório desencadeado no ar quando o dedo médio estala sobre a região da mão chamada de “monte de Vênus”, causando vibração astral e sonora o que desperta certa energia dentro do campo em que está atuando. Este “Estalar de Energias” pode assumir contextos vaiados de acordo com o que esteja associado, por meio do pensamento ou movimentos. Além deste contexto pode-se usar o estalar de dedos como um simples gesto de descarregar as energias absorvidas pelas palmas das mãos. Um caboclo ou outro espírito guia eleva sua mão ao alto (ou ao lado) buscando certa energia que será irradiada ao consulente, num movimento rápido, ao mesmo tempo em que transmite esta energia positiva, retira os eflúvios negativos e os “descarrega” com um estalar de dedos. Os movimentos longitudinais, transversais e circulares também foram descritos na obra de Edgard Armond, em que: Os passes longitudinais movimentam os fluidos, os transversais os dispersam e os circulares e as imposições de mãos os concentram, o mesmo sucedendo com o sopro quente. Este último merecendo ainda um estudo à parte.

No entanto pode-se associar procedimentos mais ou menos magísticos com os mesmos, ou seja, a relação entre estalos e números com o poder de realização que cada um deles possui, aplicando-se seqüências de estalos que podem variar, por exemplo, de 2x3,3x3,4x3 ou ainda estalos que desenham formas geométricas no ar. Lembrando que a aplicação de símbolos associados a idéias e intenções, com suas respectivas invocações é a mais explicita “magia simbólica”, encontrada nas mais variadas culturas. Assim seqüências de estalos “desenham” no ar, cruzes, estrelas e círculos; firmando ou estabelecendo pontos e espaços vibratórios, aos quais podem ter função nesta realidade ou abrir portais para outras realidades.
Muito mais poderíamos escrever sobre o “Passe Umbandista” e seus recursos, no entanto não pretendemos em um único artigo esgotar o que é inesgotável. Fica aqui um comentário final sobre a importância do estudo, não para complicar o que é realizado de forma tão simples por nossos guias de Umbanda, mas com a finalidade de compreendermos o que eles realizam, com a consciência de que eles sim estudam e estudaram muito para realizar este trabalho espiritual. Não estudamos por um movimento do Ego ou para substituir a presença dos mesmos, mas para lhes oferecer maiores recursos psíquicos, espirituais e materiais. Estudamos para ver o quanto somos ainda “neófitos” (aprendizes) nesta senda, em que Caboclo (a), Preto Velho (a), Baiano (a), Boiadeiro (a), Marinheiro (a), Cigano (a), Exu e Pomba Gira são nossos Mestres.
Notas:

[1] Rubens Saraceni. Código de Umbanda. São Paulo: Ed. Madras, 2006. P.79
[2] Edgard Armond. Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura. São Paulo: Ed. Aliança, 1997. P. 85
[3] Rubens Saraceni. Código de Umbanda. São Paulo: Ed. Madras, 2006. P. 101

Pessoal para quem tiver interesse e queira saber mais temos um livro no nosso site do ISSUU chamado Curas Espirituais, segue links para quem interessar:
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Resgates Coletivos


Todos já sabem do incêndio que vitimou mais de duas centenas de jovens em Santa Maria.
Não importam os detalhes do acontecido.
Não precisamos mais assistir aos noticiários, ver fotos ou vídeos que só causam emoções desequilibradas, para nos solidarizarmos com os que sofrem mais de perto as conseqüências deste evento.
Qualquer comentário agora é desnecessário.
O respeito, o silêncio e a oração é só o que nos cabe.
A doutrina espírita chama este acontecimento de “provas coletivas”, quando um grupo de espíritos encarnados são reunidos numa mesma prova para resgatarem juntos erros muito sérios do passado.
E deste resgate também fazem parte não só os que desencarnaram, mas também os entes queridos mais próximos.
Para aqueles que vivem na matéria, sem o conhecimento e a compreensão dos valores do espírito, é incompreensível um acontecimento como este.
Mas para quem consegue ver além do véu, a dor é amenizada pela certeza do reencontro.
Que nosso Pai Maior permita que em breve os sentimentos de perda e até mesmo de revolta, possam dar lugar ao fortalecimento e até mesmo ao despertar da fé, como lenitivo da dor.
Que nossos irmãos que partiram possam receber cada um aquilo que necessita nesta hora.
Que uma grande bola de luz muito branca e cristalina possa envolver a todos que desencarnaram, acalmando, adormecendo e encaminhando.
Que todos nós possamos ser uma usina de energia intensa e ininterrupta, vibrando amor e compaixão, como contribuição valiosa neste resgate.

Paz e Luz!

Um espírito amigo.

sábado, 18 de agosto de 2012

O QUE É CARMA ?



Se tivéssemos que resumir a CAUSA do carma em uma única palavra, ela seria: ERRO.
Se tivéssemos que resumir o RESULTADO do carma em uma única palavra, ela seria: DÍVIDA.
Se tivéssemos que definir a RESOLUÇÃO do carma em uma única palavra, ela seria: RESGATE.
No mercado financeiro encontramos as Regras de negociação, as taxas de juros, de mora, os contratos de garantias e uma série de parâmetros que visam garantir o bom e justo andamento dos processos de compra e venda, trocas e outros.
No campo da fisica e da ciência, encontramos fórmulas, leis, procedimentos etc, que estabelecem uma lógica para tudo o que nos cerca de material.
No campo espiritual não poderia ser diferente, uma vez que o plano terreno é sempre um esboço da dimensão superior. O centro gerador e mantenedor de tudo que eu considero como nosso Pai criador (Deus) depende de Leis e regras para que todos os seres possam viver sua eternidade de evolução.
De forma inteligente ele estabeleceu a lei do carma que, po sí só é capaz de gerir a tudo e a todos de forma justa e sensata, estou falando também da lei de ação e reação, causa e efeito.
No mercado financeiro, quando você realiza um empréstimo você contrai uma divida que deverá resgatar em algum tempo de acordo com as regras pré estabelecidas, caso contrário ela se tornará maior a cada dia.
Conforme as leis da física, se você atira uma pedra para o alto, ela deverá cair em algum momento.
Na existência eterna de cada ser, o carma é um erro que você atira, para o outro ou para sí mesmo, uma dívida que você contrai e que deverá ser saldado em algum tempo. È um pedra que atira para o alto e que deverá receber na própria cabeça mais cedo ou mais tarde.
Não existe um limite para a lei de causa e efeito, a lei do retorno, a lei dos carmas, ele vai desde o mais ínfimo pensamento até as grandes carnificinas que cometemos sobre nossos irmãos em nossas guerras hediondas.
Notem que o centro criador e mantenedor de tudo (Deus) não interfere.

Ele não segurou a mão do homem que açoitou seu escravo, ele não segura o braço do marido que espanca a mulher e os filhos e não barrou o poder da persuasão de um ditador que buscava dizimar toda uma raça, da mesma forma que não impediu o calvário de cristo.
Ele não poderia mudar suas próprias lei, a lei que foi concordada entre ele e sua criação, no inicio dos tempos.
Veja que, mesmo sem a intervenção do criador, a justiça ocorre no tempo devido. Não importa por quanto perdure o erro do homem e o tempo que possa tirar de bom proveito de qualquer maldade. Tudo é registrado no éter desde o menor pensamento até o maior dos pecados e, seja nesta ou em outras vidas, toda dívida terá que ser paga, todo carma resgatado.
Toda injustiça que você vê ao seu redor é apenas o livre arbítrio que Deus permite ao Homem, no entanto, a impunidade que muitos pensam gozar, não existe no universo eterno, ela é apenas uma falsa impressão presente na mente daquele que prefere desconhecer as leis que recaem sobre aquele que pratica o mal, seja no grau que for.
Independente do que acontece ao seu redor, não mire-se no mal exemplo porque o carma é individual para cada um, o aparente gozo na maldade que está ao lado é culpa e dívida do outro e não é inteligente desejá-la para sí.
Cuida do pensamento e dos seus atos tornando-os tão corretos quanto possível for para evitar erros que dispendem pagamento futuro.

Carmas e mitos:

Existe um seguimento que não vê o carma com bons olhos por não conhecer corretamente o seu fundamento, ou seja, acreditam que o carma retorna para o seu autor o mesmo mal que praticou para o outro ou para si mesmo.
Entendem errroneamente que, a partir do planejamento reencarnatório, aquele que roubou será roubado, aquele que assassinou será assassinado e assim por diante.

O espírito André Luiz em seu livro Nosso Lar psicografado por Francisco Cândido Xavier descreve que um dos personagens, após assassinar a amada com as próprias mãos, comete o sucidio. Após o tratamento na calônia nosso lar percebe o erro que cometeu e grande arrependimento se abate sobre ele que passa a dirigir toda a carga de culpa as suas mão, que foi o instrumento que deu cabo a vida terrena do seu amor.
Conforme o seu entendimento e arrependimento se acentua, sua mão, (fluidica uma vez que não possue mais o corpo físico) começa a desaparecer e assim se processa até o momento do seu reencarne terreno, quando se despede dos amigos já sem a mão.
Nesta passagem da narração notamos claramente o que é a Lei da ação e reação, do carma atuando sobre o planejamento reencarnatório. Notem que ele não será assassinado como o fez com sua amada, por conta de sua consciência e culpa atuando com forte censura sobre o membro que a seu ver comenteu o erro, em sua nova passagem pela vida terrena, o novo corpo não terá a mão.
Apesar deste exemplo, é importante lembrar sempre que está não é uma regra absoluta, é preciso saber que no mundo espiritual não existe um padrão fixo, que cada caso é um caso uma vez que cada ser é um universo unico, indivisível e eterno.

Seja no tempo que for e na forma que seja, o caminho é sempre um só; fazer o bem, viver no bem e evoluir sempre. Paz e Luz a todos.

(UM ESPÍRITO DE LUZ)

Fonte: Espaço Espiritual

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Reclamar Menos - Pelo Espírito Emmanuel


“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles: porque esta é a lei e os profetas.” — Jesus (Mateus, 7:12)

Para extinguir a cultura do ódio nas áreas do mundo, imaginemos como seria melhor a vida na Terra se todos cumpríssemos fielmente o compromisso de reclamar menos.

Quantas vezes nos maltratamos, reciprocamente, tão-só por exigir que se realize, de certa forma, aquilo que os outros só conseguem fazer de outra maneira! De atritos mínimos, então partimos para atitudes extremas. Nessas circunstâncias costumamos recusar atenção e cortesia até mesmo àqueles a quem mais devemos consideração e amor; implantamos a animosidade onde a harmonia reinava antes; instalamos o pessimismo com a formulação de queixas desnecessárias ou criamos obstáculos onde as grandes realizações poderiam ter sido tão fáceis. Tudo porque não desistimos de reclamar — na maioria das ocasiões — por simples bagatelas.

De modo geral, as reivindicações e desinteligências repontam, mais frequentemente, entre aqueles que a Sabedoria Divina reuniu com os mais altos objetivos na edificação do bem, seja no círculo doméstico, seja no grupo de serviço ou de ideal. Por isso mesmo os conflitos e reprovações aparecem quase sempre no mundo, nas faixas de ação a que somos levados para ajudar e compreender. Censuras entre esposo e esposa, pais e filhos, irmãos e amigos. De pequenas brechas se desenvolvem os desastres morais que comprometem a vida comunitária: desentendimentos, rixas, perturbações e acusações.

Dediquemos à solução do problema as nossas melhores forças, buscando esquecer-nos, de modo a sermos mais úteis aos que nos cercam, e estejamos convencidos de que a segurança e o êxito de quaisquer receitas de progresso e elevação solicitam de nós a justa fidelidade ao programa que a vida estabelece em toda parte, a favor de nós todos: reclamar menos e servir mais.


XAVIER, Francisco Cândido. “Segue-Me!...”. Pelo Espírito Emmanuel. 7.ed. Matão, SP: Casa Editora o Clarim, 1994. “Reclamar menos”.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Prece por Luz



Senhor !...

Clareia-nos o entendimento, a fim de que conheçamos em suas consequências os caminhos já trilhados por nós; entretanto, fazei-nos essa concessão mais particularmente para descobrirmos, sem enganos, as estradas mais retas que nos conduzem à integração com os teus propósitos. 
Alteia-nos o pensamento, não somente para identificarmos a essência de nossos próprios desejos, mas sobretudo para que aprendamos a saber quais os planos que traçaste a nosso respeito.

Iluminai-nos a memória, não só de modo a recordarmos com segurança as lições de ontem, e sim, mais especialmente a fim de que nos detenhamos no dia de hoje, aproveitando-lhe as bênçãos em trabalho e renovação.

Auxilia-nos a reconhecer as nossas disponibilidades; todavia, concede-nos semelhante amparo, a fim de que saibamos
realizar com ele o melhor ao nosso alcance.

Inspira-nos ensinando-nos a valorizar os amigos que nos enviaste; no entanto, mais notadamente, ajuda-nos a aceitá-los como são, sem exigir-lhes espetáculos de grandeza ou impostos de reconhecimento.

Amplia-nos a visão para que vejamos em nossos entes queridos não apenas pessoas capazes de auxiliar-nos, fornecendo-nos apoio e companhia, mas, acima de tudo, na condição de criaturas que nos confiaste ao amor, para que venhamos a encaminhá-los na direção do bem.

Ensina-nos a encontrar a paz na luta construtiva, o repouso no trabalho edificante, o socorro na dificuldade e o bem nos supostos males da vida.

Senhor !... Abençoa-nos e estende-nos as mãos compassivas, em tua infinita bondade, para que te possamos perceber em espírito na realidade das nossas tarefas e experiências de cada dia, hoje e sempre.

Assim Seja.


Emmanuel - Psicografado por Chico Xavier

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Curadores de Dores


Sexta feira Santa. A corrente mediúnica se reúne para falar sobre Jesus e sobre seu Renascimento através da passagem (Páscoa).
Um palestrante irradiado por seu guia espiritual explanou sobre a vida do Mestre e sobre sua trajetória terrena de forma iluminada. Depois um pequeno ritual com os elementos e a distribuição de grãos de uvas imantadas, simbolizando a comunhão entre os irmãos ali presentes.
Uma atmosfera de brandura e paz se fez no ambiente, podendo-se sentir a presença dos espíritos luzeiros assistindo o evento, bem como o amparo àqueles que do outro lado, ali estavam buscando conforto para suas almas. Já era hora de encerrar, quando a médium sentiu as vibrações fortes de sua protetora e sua necessidade de se fazer presente no local, através daquela mediunidade. Era a preta velha, Vovó Benta que nos trazia a bênção de sua presença sempre tão bem vinda:
-Salve os filhos deste terreiro! Negra Velha é muito “inxirida” e não podia deixar passar essa oportunidade sem lhes dar uma mensagem. Até porque, o faço a pedido do Sr.Xangô que é o regente oficial desta casinha de caridade. Primeiramente, em nome dos espíritos que trabalham junto a vós, agradeço pelo momento de luz que criaram, propiciando auxílio a tantos quantos nem imagineis. E, com a permissão do Sr. Xangô, essa negra precisa lhes contar uma pequena história sobre a falta de humildade que já carregou na vida. -Nos idos tempos da escravidão, este espírito ocupava um corpo físico de formas perfeitas e o exibia não só entre os negros da senzala que disputavam até um olhar seu, como também provocava o sinhozinho e seus capatazes brancos. A sensualidade era sua marca e isso transparecia desde o andar até a maneira de falar e olhar. A juventude e a beleza de sua pele negra arrecadavam para si, ciúmes e inveja das outras mulheres.
Um dia, um negrinho foi mordido por cobra venenosa e por falta de remédios e cuidados de higiene, seu pé apodrecia de infecção.
Eu era a única poupada de trabalhar na lavoura e sendo assim, me encarregaram de efetuar a higiene do pé do menino e passar o remédio que as negras haviam feito. Aquilo me anojava muito e me neguei ao trabalho. Em pouco tempo o menino morreu e então começou meu inferno. Em sonhos, eu o via chorando e se lamentando de dor e toda a alegria que eu possuía foi se indo embora.
Um dia, enquanto colhia frutas para sinhazinha, pisei num espinho venenoso e meu pé infeccionou. Remédio nenhum conseguia amenizar a dor e o inchaço. Meu remorso aumentava, pois agora mais ainda, eu sabia o que era padecer sem consolo.
Numa noite, no delírio da febre alta, senti a presença do menino morto. Ele trazia um pote de água, um pano muito alvo em suas mãos e largo sorriso no rosto.
Olhei para seus pés e eu não os enxergava, pois o negrinho flutuava numa névoa translúcida. Chegou-se até meu leito e começou a lavar meu pé, o que proporcionou alívio imediato. Enquanto fazia isso, cantarolava um lamento negro que costumávamos ouvir na senzala quando ainda éramos crianças, cantado pelos negros mais idosos. Ao terminar, o negrinho ajoelhou-se e beijou minha ferida purulenta, deixando ali sua saliva curativa e me disse:
-“Bentinha, amanhã suncê vai tá boa. Mas neguinho vai fazê pedidô: num esquece de rezá pras almas dos nego desamparado e cumeça a benze”. Me curei da ferida do pé e atendi o pedido daquele espírito.
Comecei a benzer , embora isso não aliviasse minha culpa por o ter deixado morrer. Carreguei-a além túmulo. Porém, mesmo ajudando aquele povo, a vaidade que a beleza me dava, obscurecia minha visão e fechava meus ouvidos. Não havia ainda curado a pior ferida da minha alma: - O Orgulho.
Quando cheguei no mundo dos mortos, me mostraram uma cena:
-Nosso Senhor Jesus Cristo lavando os pés dos discípulos na véspera de sua paixão e morte. Por isso meus filhos, longe de me comparar à figura transcendente de N. Senhor, eu quero neste dia, pedir licença a todos para lavar vossos pés em frente a este congá. E lavando vossos pés, quero lavar as feridas que ainda carregais na alma, para aliviar a dor desta minha ferida. E assim, provocando lágrimas de emoção, Vovó Benta solicitou um alguidar com água, colocou nele folhas de manjericão e lavou, secou e beijou os pés de cada médium da corrente.
Como médium consciente, consegui captar do espírito toda a necessidade que ela ainda trazia, - embora já tendo evoluído e estando trabalhando nesta egrégora de luz que é a linha dos Pretos Velhos - de curar sua alma ferida numa encarnação onde não se permitiu salvar uma vida. Vida essa que veio salvar a sua, demonstrando uma lição ímpar de humildade e amor incondicional. E me fez repensar naqueles mendigos mal cheirosos que encontramos nas ruas das cidades e que nos causam repulsa. Em quantos deles não estarão espíritos que, ou já nos socorreram ou servirão de socorro num futuro que pode ser amanhã?
O orgulho e a empáfia nos tornam cruéis diante da vida e dos seres. Aqui, escolhemos a dedo quem merece nosso olhar, nosso sorriso, nossa atenção, nosso respeito. De certo, da mesma forma, seremos tratados acolá. Curadores de dores... é o que deveríamos ser. Porém, muito mais somos nós, julgadores e criadores de marcas, que serão dores a drenarmos num próximo corpo, se assim tivermos a sorte de tê-lo no futuro.
Paz a todos!

Leni W.S. 

domingo, 20 de maio de 2012

Antes de Tudo Somos Espíritos


Rituais são desnecessários, em última instância. O Espiritismo deixa isto claríssimo, com o seguinte raciocínio: se somos espíritos e apenas estamos na matéria, então o espírito é absolutamente preponderante sobre a matéria. Logo, para realizar ações de comunicação entre espíritos (mesmo que um esteja na matéria) e para manipular matéria no nível espiritual (ou energia, entenda-se), a matéria é totalmente dispensável como instrumento. Daí não haver rituais nem instrumentos no Espiritismo. Acontece que esta é, como não podia deixar de ser, a visão racionalista do século XIX. Sua lógica é implacável, mas ela simplesmente não leva em consideração o fato de o ser humano - ou seja, o espírito - não estar em condições ideais de temperatura e pressão, ou seja, não ser perfeito. 

Se tomarmos o raciocínio do parágrafo acima e o radicalizarmos, chegaremos à conclusão que não é preciso se mexer para digitar, basta pensar e controlar o computador com a força da mente - o espírito. E finalmente, perceberemos que não precisamos encarnar... E realmente este estágio chegará, quando finalmente nos conscientizarmos disso. Só que ainda não o fizemos. Por enquanto precisamos encarnar e digitar. O que a Umbanda faz é levar este raciocínio do reconhecimento de nossas necessidades mais além, e reconhecer que a matéria pode ser útil neste momento em que ela é necessária a nós. Em vez de ela afirmar que a matéria é algo a ser descartado, ela a aceita e a utiliza a seu favor, para realizar quase que as mesmas coisas que o Espiritismo faz. O nome disso é instrumentação.

A instrumentação consiste em usar rituais e matéria para facilitar a mediunidade e a manipulação energética. Ela parte do princípio de que mediunidade é algo orgânico, definido na encarnação, e manifesto em componentes do corpo fluídico - que é matéria, ao fim e ao cabo. Considera também que a manipulação energética é material, e que por isso não há nada de errado em usar matéria para isto. E como se dá isto? através da ritualização, por exemplo. Mas que fique então claro o que significa ritual neste caso: O ritual não é um gesto repetido de maneira alienada, como define a Codificação. Nela, referia-se aos gestos católicos - que têm muito sentido, mas estes foram sendo esquecidos pela maioria dos fiéis. Qualquer padre sabe o sentido real de tudo o que se faz em uma missa. Na Umbanda também é assim. Mas o que dá a estes gestos e atitudes (cantos, danças, posturas, objetos) a força de facilitarem os fenômenos? Duas coisas: 

1- A questão material. Se eu tenho de jogar energia em alguém, o que é melhor: ficar parado em pé a dois metros de distância ou me aproximar e estender as mãos? No passe se faz assim, no Espiritismo. Se a pessoa está refratária ao passe, o que fazer? Pode-se diluir a energia na água e ela beber. A absorção pelo trato intestinal e estômago é bem maior que pela pele, o que facilita o benefício mesmo sem a predisposição do beneficiado. O Espiritismo também usa isto. Na Umbanda, isto vai ser adequado a cada espírito e seu contexto. O boiadeiro grita "Eh, boi!!!" e dissipa energias assim, gira o laço no ar e esparge energias nas pessoas. A criança dá uma bala a alguém - esta bala é um passe como a água fluidificada. O preto velho sopra fumaça na sua cara - idem. Exemplos há a granel.

2- O poder simbólico. Assim como, queiramos ou não, o sinal da cruz tem a característica de criar um campo de força benéfico - quando feito com fé verdadeira, assim como o horário das seis horas da tarde tem uma energia característica, assim o gestual da Umbanda tem, resultado de seu uso e de seu simbolismo. A Umbanda usa este simbolismo a seu favor. O Espiritismo prefere deixar isto de lado, projetando seu olhar sobre o futuro mais distante. A Umbanda é uma religião pensada para o agora, o que não é demérito nenhum. Esta é minha opinião espírita, repito. Para ser debatida à vontade. Abraços.
Túlio

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Em Torno da Humildade


 "Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do Alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança."  
(Tiago, 1 :17.) 

Afinal, que possuímos que não devemos a Deus? A própria vida de que dispomos se reveste de tanta grandeza e de tanta complexidade, que só a loucura ou a ignorância não reconhecem a Divina Sabedoria em seus fundamentos.

Para a consideração disso, basta que o homem reflita no usufruto inegável de que se vale na mobilização dos bens que o felicitam no mundo.

O corpo que lhe serve de transitória moradia é uma doação dos Poderes Superiores, por intermédio do santuário genético das criaturas.

Os familiares se lhe erigem como sendo apoios de empréstimo.

A inteligência se lhe condiciona a determinados fatores de expressão.

O ar que respira é patrimônio de todos.

 
As conquistas da ciência, sobre as quais baseia o progresso, são realizações corretas, mas provisórias, porquanto se ampliam consideravelmente, de século para século.



Os seus elementos de trabalho são alteráveis de tempo a tempo.

A saúde física é uma dádiva em regime de comodato.

A fortuna é um depósito a título precário. 

A autoridade é uma delegação de competência, obviamente transferível.

Os amigos são mutáveis, na troca incessante de posições, pela qual são freqüentemente chamados a prestação de serviço, segundo os ditames que os princípios de aperfeiçoamento ou de evolução lhes indiquem. 

Os próprios adversários, a quem devemos preciosos avisos, são substituídos periodicamente.

Os mais queridos objetos de uso pessoal passam de mão em mão.

Em qualquer plano ou condição de existência, estamos subordinados à lei da renovação.

A vista disso, sempre que nos vejamos inclinados a envaidecer-nos por alguma coisa, recordemos que nos achamos inelutavelmente ligados à Vida de Deus que, a benefício de nossa própria vida, ainda hoje tudo pode rearticular, refundir, refazer ou modificar. 


Emmanuel

sábado, 25 de junho de 2011

Reforma espiritual


Existe uma série de ações que devemos ter ao longo de nossa encarnação, a fim de processar nossa reforma individual e purificar nossos sentimentos. Porém, devemos ter em mente que isso deve ocorrer em nosso pensamento e coração, promovendo a mudança de hábitos e comportamentos e, conseqüentemente, de nossa relação com o meio. Não devemos mudar pela simples imposição do meio, sem senti-la, porque será uma mudança forçada que objetiva resultados e benefícios próprios. A reforma pessoal visa mudar o eu na relação com o meio, promovendo evolução e não ganhos pessoais

Para que isso aconteça, temos que desenvolver nosso conhecimento sobre aquilo que objetivamos mudar. Atuar como médium é seguir toda uma filosofia espírita, trabalhar com uma ciência bem delimitada e nos religarmos a Deus sob a ótica da reencarnação. Tudo isso possui teorias que elucidam e nos fazem compreender a realidade dos fatos. Allan Kardec é o grande precursor desse arcabouço prático-teórico que explica ao mundo a realidade espiritual.

Suas obras são a base sólida do Espiritismo no Planeta, mas não é apenas a esse autor que devemos declinar nosso interesse e motivação. Encontramos hoje em muitos autores espíritas e espiritualistas em geral, sejam eles encarnados ou desencarnados, fontes vivas de luz e de novos caminhos necessários ao crescimento dos povos. Entre eles poderíamos citar Francisco Cândido Xavier e colaboradores, Ramatís, José Lacerda de Azevedo, entre muitos outros. O conhecimento espírita é como um botão de rosa que vem se abrindo ao mundo, revelando a cada despertar novas verdades. Por isso, não podemos considerar que nossa ciência se restrinja às informações de Kardec, apesar de seu valor e importância indescritíveis. A humanidade e o pensamento vigente evoluem e necessitam de novas técnicas e saberes.

Da teoria à prática

Adquirindo novas informações, devemos processá-las e começar a transformá-las em ações efetivas de mudança em nosso dia-a-dia, principalmente no que concerne aos ensinamentos e ao amor cristão, pois esse é o ensinamento de todos os ensinamentos, hoje e sempre. E isso não deve acontecer apenas entre as paredes dos centros espíritas. O primeiro lugar de exercício desse processo é o nosso lar. Se junto de nossos pais, irmãos, maridos, esposas, filhos e seres ligados diretamente não semearmos o respeito, a fraternidade e a caridade, não será com nossos desafetos e irmãos mais distantes que teremos facilidade de consegui-lo.

A grande família cósmica e a grande regeneração planetária acontecerão a partir da transformação das partes que a compõem, e a família é esse micronúcleo que eclode e dissemina o senso comum na sociedade.

Harmonizando nosso lar e direcionando nossas intenções à família, devemos olhar também para nossa atividade profissional. Não existem profissões com maior ou menor dignidade e nem pessoas mais ou menos capazes. O que há em nossas vidas são reencontros que visam resgatar e nos lançar mais próximos da Luz. Nosso ambiente de trabalho é o local em que passamos a maior parte de nossa encarnação e onde mantemos os reencontros mais constantes e repetitivos. Não será nos queixando e lamentando que alcançaremos com êxito nosso intento. Todos nós estaremos ali reunidos pelo mesmo padrão vibratório e pelas mesmas identificações. Se percebemos diferente, levemos todos junto conosco. Trabalhar é a essência de nossa encarnação, é transformar.

Nossa libertação dos vícios comportamentais é o próximo passo. Julgar, falar demais, criticar, mentir, omitir, ser indiferente e alheio, entre outros, são comportamentos danosos a nós e aos outros e devem ser exercitados, a fim de reduzi-los e até eliminá-los. Geralmente nossas atitudes são muito mais perigosas ao espírito do que os vícios químicos. Não que estes não sejam relevantes, muito pelo contrário, são de intensidade proporcional, entretanto, muitas vezes são mais valorizados do que os outros. Obviamente que a alimentação compulsiva, o fumo, as bebidas de álcool e qualquer outro tipo de substância psicoativa, lesam tanto nosso corpo físico quando os espirituais, mas devemos lembrar que vício é vício e existem infinitas formas de danos.

Sermos resignados sem passividade e apatia é outra forma de desenvolvimento individual. Aceitar nossa condição, lutando por um mundo e uma evolução pessoal maior e vendo o que nos acontece é o melhor para cada um e uma benção generosa de Deus.

Jesus, luz em nossas almas

Esse sem dúvida é um caminho de muita dificuldade para seres tão imperfeitos como nós. A melhor forma de conseguir um intento proveitoso é não esquecermos que, para ocorrer tudo isso, devemos estar sempre ao lado de Jesus e de nosso Pai, elevando nossos pensamentos, nossos corações e buscando nosso desdobramento espiritual para junto dos espíritos instrutores, que já estão em lugares um pouco mais elevados do que estamos hoje.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 09.
Escrito por Clecio Carlos Gomes

domingo, 15 de maio de 2011

O que o mundo pensa sobre a Umbanda e o Espiritismo?




Espiritismo e Umbanda
Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery

          Vejo com curiosidade essa eterna discussão sobre a denominação “espírita-umbandista” que algumas pessoas usam, e que causa profundo desconforto entre os umbandistas e irritação entre os espíritas.
         Desconforto entre os umbandistas porque sabemos que a Umbanda tem personalidade própria e que apesar de estudarmos a doutrina de Kardec, não somos espíritas, pois espírita é quem segue esta doutrina codificada por ele. Bem, pelo menos isto é o que a grande maioria pensa, embora em julho de 1953, à página 149, o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, O Reformador, declarou oficial e textualmente: “Todo aquele que crê nas manifestações do espírito é Espírita”. E conclui: “Pelo que estamos entendendo, os umbandistas crêem nas manifestações, logo são Espíritas”. No ano de sua morte, Allan Kardec declarou na Revue Spirite, de 1869, página 25: “Para que alguém seja considerado espírita, basta que simpatize com os princípios da Doutrina (além da crença em Deus, nos espíritos imortais e na comunicação deles, na evolução, na lei de causa e efeito, pré-existência do espírito, pluralidade dos mundos habitados, etc) e que por ela paute a sua conduta”. Citado por Luciano Napoleão da Costa e Silva, no livro "Nosso Amigo Chico Xavier".
         A Umbanda tem sua própria doutrina que não foi codificada por encarnado nenhum, mas sim pelas entidades que militam na Seara Umbandista. Nós encarnados é que perdemos tempo discutindo fundamentos, preceitos, etc, quando deveríamos estudar melhor aqueles fundamentos e preceitos que desconhecemos.
         A função da Umbanda é bem diferente da função espírita frente a Espiritualidade Maior. Entretanto elas não são conflitantes, como muitos desejam fazer o leigo crer, mas sim complementares. Essa “divisão” existe somente em nível de terra e não em nível de Astral Superior. O que existe é uma categorização que não significa superioridade e nem inferioridade, mas especialidades diferentes. Apenas isso.
         Infelizmente alguns espíritas nos vêem como inferiores, pois lidamos com entidades que “falam errado”, utilizamos rituais, velas, defumadores, enquanto eles (os espíritas) não utilizam nada disto e trabalham do mesmo jeito. São médiuns do mesmo jeito.
         Entretanto desde que o mundo é mundo e começaram a existir as religiões, todas tem ritualística, com início, meio e fim. Somente a doutrina espírita não tem ritualística.
         A grande maioria dos espíritos desencarnados que precisa de ajuda, teve algum tipo de contato, enquanto encarnados, com algum tipo de religião, conseqüentemente com algum tipo de ritualística, por isso muitos são encaminhados pela espiritualidade superior, para os terreiros de Umbanda, pois entenderão mais rapidamente a “linguagem” que lá é falada. Por isso os trabalhos de desobsessão na Umbanda são mais rápidos do que nos Centros Espíritas.
         Mais uma diferença entre Espiritismo e Umbanda é que esta última dá oportunidade a qualquer entidade em qualquer faixa vibratória e evolutiva de trabalhar em função do Bem, indiscriminadamente e sem preconceitos.
         Que o espírita tenha feito esta opção é um direito dele e não cabe a ninguém ir contra, entretanto o que ele não tem o direito é de dizer que a Umbanda é inferior ou que esteja num estágio evolutivo abaixo do Espiritismo, baseado simplesmente no fato da Umbanda se utilizar de rituais que ele está longe de entender ou não se identificar, ou ainda por a Umbanda ter em suas raízes influências africanas, ameríndias, católicas e espírita. Criticar o que não se entende ou desconhece não foi um ato do Codificador do Espiritismo, aliás o verdadeiro espírita não tem esse tipo de atitude. O verdadeiro espírita nos respeita!
         Por outro lado, vemos os detratores do Espiritismo e das religiões espiritualistas colocando num mesmo saco a Umbanda, o Espiritismo e o Candomblé, e o que é pior, pessoas que denigrem o nome da Umbanda e do Candomblé.
         É óbvio e compreensível que se você é espírita, portanto estudioso das coisas do espírito, médium dedicado e consciente, e totalmente avesso a rituais, ficará indignado ao ser comparado com terceiros.
         Importante é entender que Umbanda e Candomblé não são sub-divisões, correntes ou linhas do Espiritismo, mas sim religiões espiritualistas, com características próprias e bem estabelecidas.
         O grande problema são esses irmãos desonestos e ignorantes que se dizem espíritas, umbandistas ou candomblecistas e saem cometendo desatinos em nome de uma dessas três religiões que tem em comum apenas o fato de se comunicarem com a espiritualidade.
         Que espíritas, umbandistas e candomblecistas se indignem e reajam contra os desonestos, os charlatães, mas não uns contra os outros, sem agressões mútuas, tentando agir da mesma maneira que os mentores, guias e Orixás de cada segmento fazem, esclarecendo e orientando, ou seja, fraternalmente e com respeito.
         Que Eles sejam nosso exemplo!

Em 04 de julho de 2003

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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.