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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sem confiança de nada vale a ação, o ser e o estar



Axé pessoal! Um dia desses, final de gira, conversava com meus filhos espirituais sobre a importância das relações materiais. Aliás, comentei sobre dores e o quanto é importante persistir, insistir, prosseguir…
É que nesse dia aconteceu uma gira um tanto quanto “diferente”, mas que propiciou um aprendizado muito grande. Normalmente, os inícios das Giras de Umbanda seguem um ritual quase que padronizado com rezas, cantos, palmas, saudações e incorporações específicas para elevar a vibração das pessoas, do ambiente e ainda, para facilitar os atendimentos espirituais que estão por vir. Mas nesse dia, por solicitação do plano espiritual superior, logo depois da defumação, reza, abertura da jurema e saudação à Esquerda, tudo muito rápido e quase sem intensidade, atabaque ou canto, o atendimento espiritual sob a ação e auxílio dos Caboclos começou.
Obviamente que a energia ficou muito mais densa, que as cargas pesadas e negativas se mantiveram muito mais tempo entre nós, consequentemente, o desgaste da corrente mediúnica foi mais intenso propiciando inclusive dores no corpo físico dos médiuns. Também tive preocupação para não sermos atacados por incorporações de quiumbas, haja vista o rápido início da Gira, o que resulta na criação de um limitado campo de proteção, na restrita ativação de Forças e pouca elevação do campo mediúnico dos médiuns. Mas a confiança no Caboclo Chefe que sustenta este terreiro e que direciona os trabalhos espirituais falou mais alto, a mesma relação tive (e tenho) com a minha corrente mediúnica que muito se esforça e que muito me ouve nessa estrada de muitas escolhas. Aliás, lembro que em um momento perguntei “devo?” e no segundo seguinte tive como resposta uma outra pergunta “você confia?”.
É, tinha que confiar no invisível, na intuição, em mim, nos meus filhos espirituais – inclusive confiar na boa conduta de cada médium fora do terreiro, caso contrário, em uma gira tão “fora dos padrões” como a que estava para acontecer, qualquer um deles poderia ser a porta aberta para a manifestação de um quiumba – mesmo porque, sem confiança de nada vale a ação, o ser e o estar.
Enfim, essa Gira tão “fora dos padrões” teve a intenção de trabalhar a vibração/energia mais pesada, instintiva e material dos consulentes, aquela que normalmente sente-se antes da reza, da fé, da esperança, da benção e do acalento. O fato é que com os ritos iniciais o padrão eleva, os pensamentos e sentimentos negativos muitas vezes se dissipam e aquilo que tanto doía parece não ser mais tão importante. Muitas vezes, por experiência própria, mudamos nossa forma de pensar e sentir somente por estarmos envolvidos pelas energias dos cantos, danças, atabaques e rezas da Umbanda. Dessa forma, essa gira buscou o material, o dia a dia, a vibração densa ainda sem esperança, e olha… como foi difícil, diferente, pesada.
Por outro lado, foi maravilhosa e de grande aprendizado. Todos saíram bem, os consulentes foram bem atendidos e fortemente orientados naquilo que tanto os incomodava. Os médiuns perceberam o valor dos ritos iniciais com suas danças, palmas e rezas, sentiram o peso da energia da matéria e da dor, compreenderam a importância de estarem bem para qualquer tipo de trabalho espiritual, inclusive de reafirmarem suas condições de verdadeiros instrumentos do plano superior, aqueles que veem dispostos para executar a missão, simples e pontualmente. E eu ainda aproveitei para ter “aquela” conversa.
“Aquela” que nos faz refletir sobre as dores, sobre a esperança, sobre a importância de persistir, insistir e prosseguir, algo que faz levantar se cair… Procurar se perdeu… Amar mesmo sem ser amado… Fazer mesmo que não façam por nós… Seguir mesmo sem saber ao certo para onde… mas sempre continuar, sempre tentar e sempre ACREDITAR.
Não sei se consigo escrever o tamanho ou expressar a importância desses acontecimentos, mas quando percebo o entendimento dos médiuns, quando tenho algum tipo de retorno desses saberes que nos são propiciados ou quando há a demonstração de mudança devido essa enxurrada de bons aprendizados, tudo fica muito mais maravilhoso.
E dois bons retornos que recebi foi um poema muito bonito da Cora Coralina e o link de uma música muito legal de Lenine – Do It – que servem perfeitamente de inspiração nesta nossa caminhada de persistência e cheias de escolhas.
Partilho o poema e a música, pois continuo acreditando que “tudo que é bom deve ser compartilhado” e agradeço muito a todos meus filhos espirituais, família e Guias pelas belas oportunidades que nos propiciam.

“Mesmo quando tudo parece desabar,

cabe a mim decidir entre rir ou chorar,

ir ou ficar, desistir ou lutar;

porque descobri, no caminho incerto da vida,

que o mais importante é o decidir.”

*** Cora Coralina ***

-
-

Do It

*** Lenine ***

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta…
Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora…
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite…
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance…
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô!, Hum!…
Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre…
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure…
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele…
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta…
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô! Hum!…
Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda

quarta-feira, 6 de junho de 2012

TODOS se beneficiam com giras bem giradas


Axé! Percebi que o assunto de terça-feira, energia versus roupa, e a proposta de um olhar mais cuidadoso e atencioso sobre a emissão e captação de energia foram importantes. Aliás, espero que tenham ajudado, e claro, que melhorem nossas giras e os trabalhos dos Guias Espirituais junto aos médiuns e consulentes.
Como disse, na Umbanda tudo é energia, pisar, dançar, defumar, cantar, bater palma… enfim, todos os movimentos ritualísticos, todos os elementos naturais – água, terra, fogo, ar – e todos os Guias Espirituais estão transmutando/transformando energias densas e negativas que estão instaladas em nosso campo áurico, infiltradas em nosso duplo etérico e perpassando nossos sentidos, sentimentos e pensamentos, em energias leves e positivas. Para tanto, recebemos os passes espirituais onde normalmente são usados ervas, sopros, palmas, estalar de dedos, águas, pembas, cruzes e mais uma infinidade de “simples” movimentos segredados e sagrados que, muitas vezes, passam despercebidos ou longe de nossas percepções, entendimento e alcance, afinal, estamos falando de outras realidades que são: a do Sagrado, a dos Fluidos Energéticos e a da Crença.
Dessa forma e com a mesma intenção, quero pontuar alguns outros “detalhes” que muitas vezes passam despercebidos, mas que fazem muita diferença quando a questão é emissão e captação de energia.
Vamos lá:
Anéis, colares, pulseiras, tornozeleiras e brincos são objetos que modificam a estrutura molecular e o fluxo da onda energética que está sendo projetada ou captada, portanto devem ser evitados nos momentos de passes ou durante os trabalhos espirituais.
Na Umbanda, os mais intensos fluxos de energias emitidos pelos Guias Espirituais e médiuns são projetados pelas palmas das mãos (aqui fundamentamos a importância de bater palmas no início dos trabalhos: o fato é que ao batermos palmas descarregam-se as cargas negativas e ainda ativam-se e abrem-se os chacras das palmas das mãos capacitando-as para a emissão e captação de energia, preparando-as para o trabalho em si) justificando o cuidado e atenção que se deve ter com essa parte do corpo, inclusive com os objetos, joias e bijuterias usadas.
A questão é que muitos desses fluxos sofrem alterações moleculares pela interferência de outros elementos ou energias e um bom exemplo é a aliança de ouro.
Percebam que a aliança concentra, devido a imantação, projeção e intenção, uma forte energia emocional que pode ser positiva ou negativa dependendo de como o médium está vivendo sua relação afetiva. Isso quer dizer que se o médium está em um momento emocional positivo, a aliança recebe e automaticamente projeta uma energia positiva, caso contrário, a energia será negativa. Aliás, somente no dedo anelar da mão esquerda (dedo que se coloca a aliança de casamento) existe uma veia que está ligada diretamente ao coração.
Além disso, a aliança também é feita de ouro, minério maleável extraído da terra que energeticamente propicia, e simboliza, união, vigor, virilidade e alegria (por isso o ouro é usado para representar alianças, casamentos, poder, durabilidade e resistência quando unido com ‘outro’). Percebam que não tem energia, intenção ou simboliza cura, transmutação ou transformação, como é o mais adequado quando falamos em ‘passes espirituais’.
Dessa forma, quando o médium usa aliança de ouro ao dar um passe – incorporado ou não - os fluídos energéticos que saem de suas palmas se misturam com a energia mineral e natural do ouro e com a energia emocional do médium, e isso pode significar uma forte alteração da energia inicialmente projetada.
O mais sensato e correto, no meu entender, é que o médium tire sua aliança antes dos trabalhos espirituais, assim como os colares, pulseiras, brincos, tornozeleiras, relógios, cintos, tiaras, fivelas. Todos esses objetos, além de serem perigosos devido a grande probabilidade de causarem acidentes durante uma gira, modificam fluxos de energia, ondas magnéticas e as rotações dos chacras.
As mesmas interferências acontecem com os consulentes. Observem a dificuldade dos Guias Espirituais para cruzar o chacra laríngeo das pessoas que estão portando vários colares e gargantilhas, com pingentes de pedra, osso, madeira, aço, prata ou ferro. Notem os entraves e as limitações que os Guias Espirituais têm para cruzar os pulsos, as orelhas e os pés com o uso de tantas bijuterias ou joias.
Saibam ainda, que o relógio é o mais prejudicial entre todos esses objetos. Ele tem um maquinário que no plano mais sutil – plano em que os Guias trabalham – se movimenta e “pulsa” confundindo a sensibilidade e percepção do Guia atrapalhando consideravelmente o atendimento.
Seguindo essa linha de raciocínio, aconselho que os consulentes também tirem todos os objetos, joias, bijuterias e acessórios antes dos trabalhos espirituais iniciarem, antes de entrarem em consulta espiritual e antes de receberem um passe, da mesma forma, devem tirar qualquer apetrecho que prenda os cabelos como tiaras, fivelas, grampos etc. É de suma importância que a região da cabeça esteja livre facilitando as percepções e os trabalhos espirituais e energéticos junto ao chacra coronário, assim, manteremos uma energia mais límpida e direcionada, sem tantas interferências energéticas e, principalmente, facilitaremos os trabalhos dos Guias Espirituais.
Outro “detalhe” importantíssimo é o cuidado que os médiuns e consulentes devem ter com o uso dos cintos. Observem, são acessórios que normalmente são feitos de couro ecológico (energia animal) ou couro sintético (feito de petróleo que tem energia densa e absorvedora) com fivelas de ferro, osso, metal ou plástico que fecham veementemente o chacra umbilical. Chacra que permite dar e receber, que permite sentir alegria, vontade de fazer as coisas e que permite melhorar a autoestima, entre tantas outras funções.
Portanto, os médiuns e os consulentes devem igualmente tirar ou não usar cintos nos trabalhos espirituais ou mesmo antes de entrar em consulta com os Guias Espirituais, caso contrário, a energia é bloqueada na altura da cintura não alcançando os outros chacras inferiores, como por exemplo, o chacra básico.  Um desperdício imensurável quando falamos em cura, em transformação energética e limpeza. Uma falha dantesca quando pensamos nos fundamentos da Umbanda.
Também quero alertar para o mal e inconveniente uso de perfume, cremes hidratantes e afins utilizados antes da gira. Esse hábito é extremamente prejudicial e dificulta intensamente os trabalhos dos Guias Espirituais.
Entendam, os Guias trabalham, na grande maioria, captando a energia que é espargida pelo duplo etérico. Eles “sentem” a nossa energia emocional, a nossa vitalidade e até nosso magnetismo espiritual pela aura, pelos fluidos que exalam de nossos poros, mas, se besuntamos nosso corpo com creme ou perfume os poros ficam fechados, a natureza dos fluidos fica alterada, portanto essa sensibilidade e percepção fica impraticável restando ao Guia e ao médium, a capacidade de “ver”. E sabemos, não são todos os médiuns, assim como não é toda hora que se consegue enxergar essas energias ou a aura. Importante também, NÃO passar creme ou perfume depois do banho de ervas, caso contrário, de nada valerá o banho.
Como já disse, espero que nos preocupemos mais com as giras, com os trabalhos dos Guias Espirituais, com nossos comportamentos, responsabilidades e com a Umbanda. Espero que busquemos cada vez mais o Saber e que os pratiquemos em favor de TODOS nós. Mesmo porque, tenho certeza que todos se beneficiam com atitudes responsáveis e com giras bem giradas e cuidadas.
Encerro esse texto compartilhando o pensamento de Mario Sergio Cortella que afirma a necessidade de uma GENEROSIDADE MENTAL num momento em que a sociedade caminha, cada vez mais incisivamente, para o egoísmo: “Quem sabe, reparte. Quem não sabe, procura”.
Axéééé… Bom compartilhar, boa procura e excelente gira a todos!
Foto: cargocollective.com

Escrito por Monica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda
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“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.