Seguidores

Translate - Tradutor

Volte sempre!


Fale Conosco 
 

Atenção. Importante!

Alguns Textos, Mensagens e Imagens foram retirados de variados sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.

A real intenção do blog Grupo Boiadeiro Rei não é de plágio, mas sim de espalhar Conhecimento e Espiritualizar...

 
TODO ACERVO DE MATERIAL DE ESTUDOS DO GRUPO DE ESTUDOS BOIADEIRO REI ESTA NO SERVIDOR ISSUU DEVIDO AO GRANDE NUMERO DE INFORMAÇÕES DA RELIGIÃO ACESSE - O LINK EBOOKS A BAIXO 
 
LlNK:
 

Pesquisar

Leia Também em nosso Site

Mostrando postagens com marcador Cangaceiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cangaceiros. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de abril de 2015

CANGACEIROS



Antigamente o sertão nordestino era comandado pelos grandes fazendeiros e latifundiários, eles eram conhecidos naquela época como “CORONÉIS”. Para realizar os trabalhos em suas propriedades e produzir suas riquezas, os Coronéis exploravam a população pobre das aldeias e comunidades mais próximas das suas fazendas. Era praticamente um trabalho escravo, pois não recebiam em dinheiro mas, sim, em “vale” nos próprios armazéns de seus patrões. Os valores pagos em alimentos não eram compatíveis com o trabalho realizado mensalmente e de sol a sol, na maioria das vezes só dava para alimentar a família por uns 15 dias e o restante do mês era convertido em dívida com os Coronéis. Assim, eles eram explorados no trabalho e endividados nos armazéns a ponto de se comprometerem com seus patrões pelo resto de suas vidas. Ficavam “presos” aos latifúndios e plantações. No final do século XIX e começo do XX (início da República), começaram a surgir grupos de homens armados insatisfeitos e revoltados que resolveram lutar contra toda esta forma de dominação, eles ficaram conhecidos como cangaceiros.


Estes grupos eram motivados pelo ódio e pelo desejo de liberdade e igualdade, suas ações eram violentas, andavam em bandos armados, saqueavam fazendas e comboios, seqüestravam fazendeiros para pedir resgates e espalhavam o medo por todo o sertão nordestino. Eles eram implacáveis com os Coronéis e seus capangas, mas promoviam alguns benefícios para as classes mais pobres e oprimidas. Tinham um código de ética próprio e respeitavam e protegiam aqueles que eram partidários de seus ideais. Muitas vezes pediam ajuda nas aldeias e comunidades e eram benevolentes e agradecidos se fossem bem recebidos e ajudados; mas caso isto não acontecesse e fossem repelidos, manifestavam toda a sua raiva e incompreensão através da violência e da vingança. Não eram exatamente como o famoso Robin Wood que roubava dos ricos e distribuía aos pobres, mas tinham como objetivo punir e destituir os grandes fazendeiros e latifundiários que dominavam todo o sertão. Por agir por conta própria e através de muitos atos violentos, tornaram-se foras da lei e eram perseguidos pelas autoridades policiais. Viviam em acampamentos provisórios por todo o sertão nordestino e mudavam-se de tempos em tempos para fugir dos policiais do Governo. Como o sertão era muito quente e árido, usavam roupas e adereços de couro. Há quem diga que eram excelentes artesãos, pois eles mesmos faziam suas roupas, chapéus, botas, capas, bolsas, tudo bordado e cheios de simbolismos (lua, sol, estrelas, cruz, etc.). Tinham grandes conhecimentos sobre as fontes de água, plantas e ervas medicinais, solo, vegetação, estações climáticas, rotas de fuga e demais particularidades do sertão nordestino e da caatinga brasileira. Viviam à margem da sociedade e tinham que cuidar de sua saúde tanto no dia a dia quanto em dias de confrontos, tratavam de suas feridas com poucos recursos financeiros e utilizando o que o sertão os fornecia.

O cangaceiro mais famoso que conhecemos é Lampião (Virgulino Ferreira da Silva), seguido de sua mulher Maria Bonita. Ele era chamado de “Senhor do Sertão” e “Rei do Cangaço”, chefiava um dos bandos mais poderosos.  Morreu em 29 de julho de 1938, numa emboscada junto com sua mulher Maria Bonita e outros cangaceiros do seu bando. Por serem do bando do cangaceiro mais poderoso e conhecido de todo o sertão, suas cabeças foram decepadas e expostas em locais públicos para servir de exemplo e desestimular os demais bandos da região. A estratégia do Governo foi bem sucedida, logo após a morte de Lampião e da maioria dos integrantes do seu bando, os outros cangaceiros foram deixando de atuar e desapareceram pouco tempo depois. Ao longo da história, muito foi dito a respeito dos cangaceiros: para uns eles não passavam de foras da lei violentos e desumanos, mas para outros eles eram heróis que demonstraram bravura, honra e senso de justiça. Devemos considerar a época em que tudo isto aconteceu, lembrar que tanto os Coronéis quanto a polícia também eram violentos, e ressaltar que como todos os grupos também existiam aqueles que simplesmente praticavam seus atos e vandalismos apenas por interesses próprios e desregramentos pessoais.

Esta linha de trabalho atua na Umbanda como força protetora e amparadora de todos aqueles que são fracos e vivem algum tipo de necessidade extrema, auxiliam na proteção da casa, no equilíbrio e harmonia dos trabalhos, podem dar consultas, atuar nas ações de descarrego e desobsessão, entre tantas outras formas de atuação e manifestação. A sua especialidade é a doutrinação e recolhimento de quiumbas e o desmanche de magias e trabalhos negativos. São muito aguerridos, na maioria das vezes apresentam-se de forma brusca e rude, mas são muito amorosos e amigáveis. Devemos lembrar que todas as linhas de trabalho são amparadas por uma hierarquia divina que está sempre ligada a um Orixá Regente. Inicialmente, estão sendo associados às irradiações do Pai Omulú e da Mãe Nana, mas podem ter campos de atuação em todas as 7 irradiações divinas. Os Cangaceiros são espíritos em evolução assim como nós e que receberam a oportunidade de atuar no plano espiritual dentro de uma religião que não discrimina e nem julga as pessoas pelo que elas foram e viveram. Deus sempre dá a todos nós uma nova oportunidade, esta linha de trabalho certamente é um dos instrumentos de nosso PAI para ajudar nossos irmãos em suas caminhadas. Quem sabe assim eles podem ajudar a resgatar e encaminhar cada uma das pessoas a quem eles possam ter causado algum mal! Vamos estender as mãos e dar esta oportunidade de trabalho aos nossos irmãos e a nós mesmos, pois também temos muito o que aprender com eles.

Nomes de alguns Cangaceiros mais conhecidos::Zé do Cangaço, Severino, Maria do Cangaço, Cangaceira 7 Lagoas, Maria Bonita, Chiquinho Cangaceiro, Corisco, entre outros.

Ervas dos Cangaceiros: cactus, orégano, peregum roxo, picão, pinhão roxo, valeriana, manjericão roxo, assa-peixe; babosa, erva moura, Folhas de chorão, alfazema, noz moscada, cavalinha, erva cidreira

Seu dia: terça-feira (dia do regente da linha Omulú)

Cor: branco, roxo, lilás (ou outra cor de acordo com o campo de atuação do Guia)

Oferenda: Velas brancas, roxas e lilases, flores brancas, roxas e lilases (preferência crisântemos e cravos), caju, graviola, coco verde, cajá, acerola, mangaba, banana, frutas tropicais e cítricas, rapadura, mandioca, peixe de rio, carne de sol (carne seca) com farinha e abóbora, água, cachaça, fumo de rolo, cigarro de palha


Ponto de força: locais abertos e descampados de terra e areia seca, campinas ou outros de acordo com o campo de atuação do Guia.

Saudação: Salve, Cangaceiros!

Fonte: http://senzaladeumbanda.blogspot.com.br/2012/10/cangaceiros.html

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

JEREMIAS E LAMPIÃO REPENTE

 




 


JEREMIAS   Lampião quer um repente,
                    tá aqui desafiando,
                    não sabe que tá na frente,
                    de gaúcho altaneiro.         

LAMPIÃO    Este tal de boiadeiro,
                    se acha dono da estrada,
                    mas só tem o seu sustento,
                    porque lhe guarda o cangaceiro.

JEREMIAS   Se cangaceiro me guarda,
                    é que sua amizade tenho,
                    respeito eu seu cangaço,
                    ele respeita meu gado.

LAMPIÃO    Não respeito o seu gado,
                    pra mim podia toma,
                    respeito a palavra dada,
                    que não me falte alimento.

JEREMIAS   Nem pra tu, nem pra teus homens,
                    que combatem os coronéis,
                    que estas terras tomaram,
                    de filhos da terra fiéis.

LAMPIÃO     Disso ninguém lembra,
                     só quando a dor bate à porta,
                     de se ver escorraçado,
                     jogado à míngua e humilhado.

JEREMIAS    A dor traz a lição,
                     tem dois lados a moeda, 
                     quem só um lado vê,
                     acaba com a cara no chão.

LAMPIÃO      O cangaceiro altaneiro,
                      tira o chapéu pro cangaço,
                      percebe que esse foi o grito,
                      de quem foi injustiçado.

JEREMIAS     Quisera que o teu grito,
                      tivesse servido de laço,
                      toda corja prendido,
                      toda ganância banindo.

LAMPIÃO      Os coronéis camuflados,
                      agem em toda a parte,
                      continuam injustiçado,
                      de fome o povo matando.

JEREMIAS      Então chega de repente,
                       eu com meu laço,
                       tu com a peixeira,
                       vamos dar fim a esta gente.

LAMPIÃO       Tá cá um abraço,
                       temos muito a pelejar,
                       quem não cair em teu laço,
                       da minha peixeira não vai passar.


Assim se vão meus amigos, são dois guerreiros da lei, prendem aqueles que transgridem a Lei da Vida e do Amor, levando aos pés de Ogum que os direciona ao SENHOR.

DITADO POR JEREMIAS E LAMPIÃO
psicografado por Luconi

•••►Curtam nossa pagina: http://www.facebook.com/grupoboiadeirorei

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Linha Boiadeiros e Cangaceiros


Obtive algumas informações sobre essas 2 linhas com Seu Zé Pilintra, e pude ver que muitas das entidades baixam nos terreiros conforme permitem. Se em uma casa não é desenvolvida a linha especifica, chegam em outra, sempre conforme a necessidade. Ja vi alguns guias da linha Boideiros, chegar em uma linha conhecida aqui no Sul, na linha de Cangaceiros. Tantas linhas se misturam para fazer cumprir suas missões ...Acho excelente !!! Eles sempre vem nos auxiliar, sempre respeitando nossos conhecimentos.
A linha de Cangaceiros conforme me informou Se Zé, vem trazendo a Irrevencia e a alegria, mesmo tendo vivido sobre condições sofridas,hoje nos auxiliam com cortes de magia e nos trazem os valores de humanismo e fé, comandados por Pai Omulu e Nanã Buruque, trazem pó em seus pés, vestidos com seus chapeus tipicos, quase todos trazendo uma estrela em cima de uma meia lua desenhados. Gostam de auxiliar e demonstram muita força em seus trabalhos religiosos, nos incentivam o equilibrio interno, o olhar a nossas ações e o valor da Vida.
Alguns nomes de Cangaceiros: Zé do Cangaço, Cangaceiro Severino, Maria do Cangaço, Cangaceira 7 Lagoas, etc... que chegam na linha onde tiverem permissão...!!!

BOIADEIROS
São espíritos hiperativos que atuam como refreadores do baixo astral, e são aguerridos, demandadores e rigorosos quando tratam com espíritos trevosos.
O símbolo dos boiadeiros são o laço e chicote que, em verdade, são suas armas espirituais e são verdadeiros mistérios, tal como são as espadas, as flechas e outras"armas" usadas pelos espíritos que atuam como refreadores das investidas das hostes sombrias formadas por espíritos do baixo astral.
Da mesma maneira que os pretos-velhos representam a humildade, boiadeiros representam a força de vontade,a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de forma simples, mas com uma força e fé muito grande. São habilidosos e valentes.
São regidos por Iansã, Oyá e Ogum, tendo recebido da mesma autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada, onde levam cada boi(espíritos) para o seu destino, e trazem os boisque se desgarram (obsessores, kiumbas e etc) devolta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).
Suas maiores funções não as consultas como as dos pretos-velhos, nem os passes e as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energias" aderida aos corpos, paredes e objetos.

É de extrema importância esta função, pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, os boiadeiros "sempre" estarão atentos à qualquer alteração de energia do local (entrada de espíritos negativos).
Portanto quando bradam em tom de ordem como se estivessem laçando seu gado, estão na verdade ordenando os espíritos que entraram no local a se retirarem, assim "limpam" o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que as presenças desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes.
Esses espíritos atendem os boiadeiros pela demonstraçãode coragem que os mesmos lhe passam e são levados poreles para locais próprios de doutrina. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.
Outra grande função de um boiadeiro e manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes.Eles nos ensinam a força que o trabalho tem e que o principal elemento de sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.
É uma linha poderosa e muito numerosa no mundo espiritual e seus caboclos atuam nas sete linhas de Umbanda, e são descritos como Caboclos da Lei.
Atabaques : Dentro da ritualistica de Umbanda existe um elemento de grande importância que é a Curimba formada por médiuns que se dedicam ao estudo dos cânticos ritualísticos.
Há uma grande influência dos boiadeiros no trabalho da curimba, pois eles regem suas forças e fundamentos.
Os atabaques são formados basicamente por três elementos da natureza: Animal (couro) , Vegetal (madeira), Mineral (ferragens). Estes elementos por sua vez encontram-se no ambiente (reino) natural destas entidades e a força da curimba no terreiro está justamente em conseguir dissipar as energias negativas, inibir a ação de obsessores e desagregar miasmas e larvas astrais que estejam impregnados no ambiente de trabalho conseguindo com isso um êxito maior.

Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo : cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho.

Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos.

Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo.

Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.

No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus. Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.

Nomes de alguns boiadeiros:

Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Zé do Laço, Boiadeiro Severino, Boiadeiro do Chapadão, etc

Ervas de Boiadeiro: Alecrim do Campo, Capim-Manteiga,Cravo da Índia, Folha de Manga, Gravata e Chapéu de Couro.

Saudação: Getuá Seu Boiadeiro!
 
•••Curtam nossa pagina: http://www.facebook.com/grupoboiadeirorei
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens populares

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho.”


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA



 
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.